quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil

Em 2 de Abril de 1805, oito meses e meio antes de Bocage morrer, nasceu em Odense, na Dinamarca, Hans Christian Andersen, o contador de histórias que têm feito o mundo e que têm ajudado a construir infâncias, exactamente o mesmo que, sessenta e um anos depois, visitaria a terra de Bocage, num périplo de uns meses que fez por Portugal, a convite de amigos que tinham uma ligação à cidade do Sado.
Em memória de Andersen, o 2 de Abril foi a data escolhida para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil. Para este ano, a mensagem é um poema de autor egípcio, iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY, intitulado "Eu sou o mundo".

Eu sou o mundo e o mundo sou eu,
porque, com o meu livro,
posso ser tudo o que quiser.
Palavras e imagens, verso e prosa
levam-me a lugares a um tempo próximos e distantes.


Na terra dos sultões e do ouro,
há mil histórias a descobrir.
Tapetes voadores, lâmpadas mágicas,
génios, vampiros e Sindbades
contam os seus segredos a Xerazade.


Com cada palavra de cada página
viajo pelo tempo e pelo espaço
e, nas asas da fantasia,
o meu espírito atravessa terra e mar.


Quanto mais leio mais compreendo
que com o meu livro
estarei sempre
na melhor das companhias.

Hani D. El-Masri
(Tradução: José António Gomes)
Ilustrador e profissional de cinema, nascido no Cairo, Egipto, em 1951, Hani El-Masri foi educado pelos Jesuítas, tendo mais tarde ingressado no Colégio de Belas Artes do Cairo. Emigrou para os Estados Unidos aos 35 anos. Ali, entrou para a Walt Disney Imagineering, em 1990, onde trabalhou como desenhador conceptual durante cinco anos. Na Imagineering, participou em projectos como o Disneyland’s ToonTown, o Disneyland’s Critter Country de Tóquio, o Museu Infantil de Baltimore, e o Arabian Coast do recentemente inaugurado Tokyo Disney Seas. Em 1995, Hani trabalhou como artista de desenvolvimento visual de projectos na película de animação O Príncipe do Egipto, assim como em A Estrada para El Dorado e Spirit: o corcel indomável. Mais tarde, trabalhou na película Osmosis Jones. Regressado ao Egipto, dedica-se, desde 2005, à realização da sua própria versão para crianças de As mil e uma noites, em forma de livro. Foi premiado como melhor ilustrador pela saga de Xerazade no prémio Suzanne Mubarak, outorgado pelo Egyptian Board on Books for Young People (EBBY).

1 comentário:

Maria Teresa Lopes disse...

E assim, através do Livro Infantil, se retomam contactos :)