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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Manuel dos Santos Rodrigues: Romance pelo seminário dentro



Manuel dos Santos Rodrigues dedicou uma boa parte da sua vida ao estudo de uma figura setubalense, Vasco Mouzinho de Quevedo, tendo investigado a sua vida e sobretudo a sua obra, sendo responsável pela mais recente edição dessa epopeia que é Afonso Africano (Setúbal: Câmara Municipal de Setúbal, 2013).
No ano passado, editou o livro de poemas Altar de Pena Escrita, que teve apresentação em Setúbal em Janeiro.
No sábado, 29 de Junho, pelas 18h00, Manuel dos Santos Rodrigues volta à Biblioteca Municipal de Setúbal para apresentar o seu mais recente título, O rubro perfume das acácias, um romance que entra para o corpus das narrativas ligadas à vida do seminário e à condição de padre, com tradição na literatura portuguesa (Vergílio Ferreira, Fernando Faria, Manuel Rodas, Pinho Neno, Francisco Freire, entre outros). A questão do celibato, que sempre tem estado em discussão, domina o romance.
Evento organizado pela LASA. Convidados.

Luísa Ducla Soares em Setúbal



Luísa Ducla Soares dispensa apresentações, tão vasta é a sua obra no domínio da literatura infanto-juvenil. Vai estar em Setúbal, na Biblioteca Municipal, no sábado, 29 de Junho, às 16h00, em evento organizado pela Casa da Poesia de Setúbal. Convidados!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Para a agenda - Leituras da Grande Guerra: o último fuzilado, as memórias, o impacto social e político



A Biblioteca Pública Municipal de Setúbal recebe no sábado, 27 de outubro, a apresentação da obra “João Almeida, o último Fuzilado, e outras leituras da Grande Guerra”, da autoria de Albérico Afonso Costa e João Reis Ribeiro.
A obra, apoiada pelo Instituto Politécnico de Setúbal, será apresentada por Viriato Soromenho-Marques, em sessão marcada para as 18h00.
Quase a completar-se o ciclo de memória do centenário da Grande Guerra, este livro é constituído por seis abordagens relacionadas com esse momento histórico: “A receção do antimilitarismo no movimento operário português”, “Os partidos políticos face à Guerra”, “Jaime Cortesão: um intelectual perante a Guerra”, “Aquilino Ribeiro – diário do início da Guerra”, “O impacto social e político da I Grande Guerra no movimento operário” e “O fuzilamento do soldado João Almeida – Da farsa de um julgamento à tragédia de uma execução”. As fontes principais para a organização desta obra foram a imprensa da época, os testemunhos memorialísticos sobre esse tempo histórico e documentação preservada em alguns arquivos.

domingo, 29 de abril de 2018

Para a agenda: Obras de Autores do Concelho de Setúbal, na Biblioteca Municipal



“Obras de Autores do Concelho de Setúbal” é o título de exposição que pode ser vista até 4 de Maio na Biblioteca Municipal de Setúbal, na Avenida Luísa Todi.
São cerca de 200 títulos de autores naturais ou residentes em Setúbal, abrangendo a história local, a literatura e o ensaio, podendo o visitante encontrar títulos recentes ou mais antigos, como Representação Pastoril na Festividade do Natal, do padre Caetano de Moura Palha Salgado (Setúbal, 1872), padre palmelense que viveu entre 1818 e 1880 e esteve à frente da paróquia de Nossa Senhora da Anunciada, ou Descripções Enigmáticas ou Divertidas Adivinhações Facilmente Inteligíveis, por F. de S. I. C., precedido de nota bibliográfica sobre o autor devida a Manuel Maria Portela (1831). Pela mostra circulam ainda manuscritos e dactiloscritos de Arronches Junqueiro, setubalense cujo 150º aniversário de nascimento ocorre neste ano.
A abertura da exposição coincidiu com o Dia Mundial do Livro. 4 de Maio é a data de fecho. Uma visita a não perder! Para a agenda!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Para a agenda: Eugénio Lisboa traz José Régio a Setúbal



Eugénio Lisboa é um nome que não precisa de apresentações, tão vasta é a sua obra, tão excelente tem sido o seu contributo para a cultura portuguesa! Em Setúbal, vamos ter oportunidade de o ouvir sobre um dos seus temas de eleição, sobre um dos autores para cujo conhecimento muito tem contribuído, sobre um poeta que é intemporal e é já um clássico - José Régio.
Uma organização da Casa da Poesia de Setúbal marcada para as 18h00 de 14 de Abril, sábado, na Biblioteca Municipal de Setúbal. Para a agenda!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Para a agenda: Setúbal celebra 80 anos de Ary dos Santos



Ary dos Santos, autor de poemas fortes de intervenção, completaria 80 anos neste mês de Dezembro. A efeméride vai ser assinalada pela Casa da Poesia de Setúbal numa sessão a ocorrer em 7 de Dezembro, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal de Setúbal, em que intervirá Maximiano Gonçalves, que testemunhará sobre o seu convívio com o poeta. "As Portas que Ary Abriu" é o título da sessão, inspirado no título de Ary As Portas que Abril Abriu. Para a agenda!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Para a agenda: Mário Carqueijeiro com estórias da Biologia e da História



Mário Carqueijeiro, médico setubalense, apresenta no sábado, 18 de Novembro, o seu livro Desnudando o Sexo dos Anjos, com a presença de Santinho Martins, Julieta Sousa e Manuel Guerra Henriques. Na Biblioteca Municipal de Setúbal, pelas 17h00. Para a agenda!

sábado, 11 de novembro de 2017

Maximiano Gonçalves: Poesia que ouve palavras



Para que outro fim existem as palavras senão para serem ouvidas, seja pelos ouvidos, seja pelo olhar? A pergunta pode parecer supérflua por incidir sobre uma coisa óbvia, mas são justamente as coisas evidentes aquelas sobre que menos se diz.
Vem isto ao caso por um título como Ouvir a Palavra (Lisboa: Letras Paralelas, 2017), livro de poemas de Maximiano Gonçalves (n. 1942), conjunto de quatro dezenas de textos com um prefácio assinado por Eugénio Lisboa e uma nota inicial do autor. Os dois textos introdutórios assinalam as linhas gerais de que se faz este livro: por um lado, Lisboa chama a atenção para o primeiro poema, “Ode à Palavra”, que considera uma “belíssima e muito explícita ars poetica”, contendo esse texto “toda uma filosofia sobre o valor da palavra, no texto literário, em geral, e no texto poético, em particular”. E, ao olharmos o poema, logo somos convidados, melhor, interpelados para esta captação da palavra através de uma festa dos sentidos - “Ao leres, / Ouve a Palavra em silêncio, / Olha o corpo que tem / E prova-lhe o sabor, / Enche dela a tua boca.” Ouvir, olhar, gostar. Poderíamos até adivinhar o tactear. Esta Palavra, grafada com maiúscula, apresenta-se com identidade, dela se falando com palavras (desta vez, com minúscula). A “Palavra” contém a sua energia no que está para lá do soletrável, do dizível, e apresenta-se como “chave-mestra dos assombros”, como “ressonância do Mundo”.
Grandioso é este poder metafórico que Maximiano Gonçalves atribui à palavra poética, aquela que está muito para lá do dicionário, do uso corrente, prenhe de “assombro”, de revelação, de fantasia, de mundo a descobrir, albergando todos os ecos do Universo, em combinação musical, algo que nos remete para o entendimento bíblico daquela frase, também ela assombrosa e totalizadora, “no princípio, era o Verbo”. Por isso mesmo, o poema termina de forma reincidente e insistente, quase pleonástica, ao sublinhar: “Ouve a Palavra. / Ao leres, ouve a Palavra.”
Percorre o leitor este livro e sempre se encontra com palavras da enorme família do sentido que nos dá esse prazer que é o ouvir, seja na forma do que nos chega, seja na coragem do “belo esforço das palavras”, seja na co-relação com o “falar”, seja num acto tão aritmético quanto o “perguntar e responder”, seja na faceta musical de “som da eternidade” ou do “ouvinte do silêncio”, seja na sua forma de esplendor em que “a luz de cada palavra / passa a outra palavra”. Percorre o leitor este livro e vê homenagem à poesia e a poetas, sobretudo a um chamado Fernando Pessoa de quem se diz “que quase tudo escreveu”, porque foi um poeta que, mais do que ver, ensinou a olhar, esse acto de interiorização que sucede ao ver!... Percorre o leitor este livro e, mesmo num poema com o fascínio do visual como aquele que se intitula “À mulher que dançava, sozinha, na Praia”, o que se ouve é música, porque, como é dito noutro poema, “ouvimos o olhar”. A palavra só contém sentidos se for lida, se for ouvida, isto é, se houver uma coesão sensorial, se nos deixarmos invadir pela sua força, que, no poema, é mais intensa, pois, como disse José Fernandes Fafe, “Todo o poema - por mais dramático, áspero, dissonante... - infiltra-nos pelos poros a música, e o silêncio, do rumor de fonte da Harmonia.” (Curriculum Vitae. S/L: Editorial Fragmentos, 1993, pp. 14-15)
Para regressar ainda ao que diz Eugénio Lisboa no seu prefácio a este Ouvir a Palavra, o poeta milita em busca da poesia, “porque ela - a poesia - está em todo o lado, se bem a procurarmos”. Uma forma imediata de referir esta totalidade a ser desvendada que um outro poeta, Luís Filipe Castro Mendes (que para aqui convoco porque também ele conjuga a palavra com a harmonia dos sons), assim versou: “O poema / (…) / são palavras que caem, abatidas pela vida, / e que esperam por nós para se erguerem, / como se a música assim pudesse permanecer.” (Outro Ulisses regressa a casa. Lisboa: Assírio & Alvim, 2016, pg. 63)
O outro texto introdutório a este livro é de Maximiano Gonçalves, que, não ultrapassando a simplicidade de um título como “Nota inicial”, refere uma tónica que vai sobrepor-se em vários dos seus poemas. Por entre os agradecimentos, o autor menciona que todas as suas palavras são dedicadas aos que lhe ensinaram “as Letras e a alegria de Pensar”, aqueles que lhe abriram o caminho em que “a dignidade do homem que se entende como cidadão (...) o obriga a lutar por uma Sociedade Nova”.
Há, assim, a presença da convicção, da afirmação, do compromisso. E, neste caminho, Ouvir a Palavra contém espaço para a denúncia (“A espécie única”), para a ironia (“Index Librorum Prohibitorum”), para a reflexão sobre o menos bom no homem (“Há duas classes de homens”), para o desafio (“Se um dia falar com Deus”), para a contemplação das grandes vidas e grandes percursos (míticos, como o herói Heitor, ou reais, como essoutro herói, Beethoven), para a auto-reflexão (“Conversa sobre hipocrisia”), para as reflexões a partir dos encontros casuais da vida (“Uma gata da rua morreu na minha rua” ou “O nosso irmão, cão-guia”).
Todas estas valências surgem agrupadas na primeira das duas partes do livro, singular e laconicamente intitulada “Vária”, uma designação que, habitualmente, é reservada para o não-agrupável, remetida para depois das arrumações temáticas. Mas até esta ordem parece resultar do composto que a vida é nas suas oportunidades de tudo, inclusivamente de se manifestar pela poesia. “Vária”, assim como quem diz Vida ou Caminho ou Mundo ou, apenas, Tudo. “Vária”, assim como quem diz Olhar ou Gostar ou Tocar ou Ouvir ou, apenas, Sentir. “Vária”, assim como quem diz Paleta ou Sonoridades ou Sinfonia do Mundo. “Vária”, porque é esse imenso mar ou conjunto do que o exterior nos oferece para que se faça, para que se construa Poesia.
A segunda parte, mais curta, recorre ao universo “Do Amor”, povoada por treze poemas, todos com um destinatário implícito, recolhido numa segunda pessoa que se pressupõe causa dos dizeres. Ainda aqui, surgem referências de poetas outros, mas perpassa sobretudo o afecto, o gesto, o erotismo, todos inseparáveis, como se nota no poema “Se não visse”: “Se não visse, / Amar-te-ia pela pele. / Se não ouvisse, / Amar-te-ia pelo olhar. / Se não falasse, / Amar-te-ia pelo gesto. / Se não escrevesse, / Amar-te-ia pela fala.”
Finalmente, com este livro também se descobre. Parodiando Fernando Pessoa, o poeta é um perguntador. Faz poemas que fixam olhares, sons, gostos, questões, crenças, valores e descobertas. Faz poemas que questionam sentidos. E remata: “Perguntar é a viagem / De saber como somos / E o deslumbre / De só sabermos pouco, / Pouco a pouco, / Ou que temos de voltar atrás.” As perguntas obrigam a tentativas de pensar e só existem porque há respostas. Umas e outras combinam-se sempre que o leitor está disposto a... ouvir a palavra!
(Na apresentação pública da obra, na tarde de hoje, na Biblioteca Municipal de Setúbal,
iniciativa da Casa da Poesia de Setúbal) 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Para a agenda: Maximiano Gonçalves e a poesia da palavra



Maximiano Gonçalves já esteve em Setúbal para falar de textos em que Fernando Pessoa nos disserta sobre gestão. Autor de crónicas na Antena 2, depois publicadas em livro (Dizer É Preciso, 1998), melómano, desta vez vem a Setúbal para nos inspirar sobre poesia e sobre o seu livro, Ouvir a Palavra, que foi considerado por Eugénio Lisboa como uma "belíssima ars poetica". Uma realização da Casa da Poesia de Setúbal, na Biblioteca Municipal de Setúbal. Sábado, 11, pelas 15h00. Para a agenda!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Setembro, mês de Bocage (26)


Bocage na Biblioteca Municipal de Setúbal
(foto de Lígia Águas)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Para a agenda - Os 100 Melhores Livros



Escolher "Os 100 Melhores Livros de Todos os Tempos" vale pelo título e pela curiosidade suscitada pelas opções. Poderíamos perguntar quais são os segundos 100 melhores, bem como poderíamos fazer depender a lista das vontades, prazeres e descobertas de cada leitor... Confessemos que, mesmo assim, entre os "100 Melhores" deverá haver alguns títulos de concordância quase universal...
Entre 24 de Abril e 6 de Maio, a Biblioteca Pública Municipal de Setúbal vai "atrever-se" a mostrar "Os 100 Melhores Livros de Todos os Tempos", que é como quem diz: vai desafiar o leitor para essa centena de títulos, que se deixará tentar - tem de ser - pela correspondência entre as leituras que fez e as que lhe são mostradas e poderão servir como motivação para novas leituras... O pretexto, além da dinamização da leitura, será o da celebração do Dia Mundial do Livro.
Quase no final da exposição, em 5 de Maio, está prevista tertúlia a propósito, pelas 18h00.
Para a agenda!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Para a agenda: "Memória da Grande Guerra"



"Memória da Grande Guerra" é a possibilidade de contactar com os registos escritos que muitos dos combatentes portugueses nos fizeram chegar através das suas memórias da participação na 1ª Grande Guerra. Memórias da Flandres, mas também de Moçambique e de Angola, as três frentes em que Portugal lutou. Para a agenda!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Para a agenda - Transmitir o objecto cultural



"A comunicação do objecto cultural" será o tema de palestra marcada para 2 de Novembro, na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal. Uma conversa com Maximiano Gonçalves, membro da Associação Cultural Sebastião da Gama, que promove a actividade em parceria com a própria Biblioteca. Por esta comunicação hão-de circular temas como: definir cultura, o Objecto Cultural, o turista perante os objectos culturais,  turismo e turismo cultural, comunicação do Objecto Cultural, o que caracteriza uma individualidade em Turismo, Comunicação Orientada, Imagem e imagem do conjunto de objectos culturais, a iniciativa da Comunicação Cultural, a conjugação dos objectos culturais, disponibilizar recordatórios – uma sugestão a propósito de Literatura, a Comunicação do Objecto Cultural – o que fazer.
Linhas assaz importantes para que a palestra se não perca. Para a agenda!

domingo, 29 de setembro de 2013

Para a agenda - Fausto Gonçalves em Setúbal



Um nome que colaborou no jornal Alvorada, de Setúbal, e que deixou obra no âmbito do jornalismo, do sindicalismo e da intervenção cívica. Em Setúbal, a exposição que foi inaugurada na Biblioteca-Museu República e Resistência e que já percorreu outros pontos do país. No momento da abertura da mostra, em 5 de Outubro, o filho, Maximiano Gonçalves, falará sobre o homenageado. Para a agenda!

sábado, 6 de julho de 2013

Para a agenda - O futuro da Biblioteca Municipal de Setúbal


O que pode(rá) vir a ser o novo edifício da Biblioteca Municipal de Setúbal vai mostrar-se durante três meses em Setúbal, na Galeria Municipal do Onze. São os projectos do concurso público para a realização desta obra. Para a agenda.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Nova Biblioteca Municipal de Setúbal anuncia-se



A futura Biblioteca Pública Municipal de Setúbal foi dada a conhecer hoje, proposta seleccionada por concurso público, concebida pelo atelier “Jordana Tomé, Vítor Quaresma, Filipe Oliveira”, com coordenação do arquitecto Joaquim Duque Duarte.
O projecto de concepção das futuras instalações da nova Biblioteca Pública foi seleccionado entre as 127 candidaturas, entre 99 portuguesas e 28 estrangeiras.

No concurso de concepção das futuras instalações bibliotecárias de Setúbal, enquadradas na classificação “BM3”, destinada a cidades com mais de 50 mil habitantes, foram ainda distinguidas as propostas de João Luís Carrilho da Graça, segunda classificada, e de Mónica Sofia Alves Margarido, terceira classificada. Coube ainda uma menção honrosa à proposta do atelier Embaixada Arquitectura, coordenada por José Paulo Ferreira Rodrigues.
[Foto: antevisão do que será a nova Biblioteca sadina]