quinta-feira, 23 de junho de 2016

Golfinho Parade II, em Setúbal



Cinco anos depois, a Golfinho Parade voltou a Setúbal. Foi em 2011 que se realizou a exposição de golfinhos decorados junto a uma das docas de Setúbal (Doca dos Pescadores). Por lá ficaram a saltar e a gracejar esses golfinhos durante cinco anos. Agora, nova leva de golfinhos invadiu a doca, exposição inaugurada há dias. Aqui ficam as imagens do novo grupo de 20 roazes, decorados com a colaboração de escolas e artistas de Setúbal.





Música
Inês Teixeira - 6º ano
Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi



Poema com Música
Joana Fernandes Soromenho, Mariana Nogueira de Sousa
Escola Secundária D. Manuel Martins



Filigrana Portuguesa
Lara Landim
Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago



A pena de Bocage
Sandra Costa, Catarina Domingues, Diana Dias, Bruna Cruz,
Tatiana Chão, Liliana Marques
Escola Profissional Cristóvão Colombo



Amizade
EB 1 / JI Azeda, sala 2




Flash de cores
Beatriz Guerreiro - 6º ano
Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi



O nosso coração tem arte
Sala dos Golfinhos - Centro Paroquial Nossa Senhora da Anunciada - JI A Nuvem 



Cyborg Dolphin
Miguel Gracinhas
Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago



Aves do Sado
Diogo de Matos - 4º ano
Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi



Este golfinho ama Setúbal, e você?
Carlos Pereira da Silva



Vejo da minha janela
Ana Gabriela Conceição, Inês Conceição



Criatura do Sado
Carolina Pilão - 6º ano
Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi



Espaços negativos
Slopes



Os golfinhos e a serra da Arrábida
Alice Batel, João Vasco Bordeira
Centro Paroquial Nossa Senhora da Anunciada - JI Aquário



O Aquário
Turma 25 - 4º ano
Profs. António José Borreicho, Vanda e Sílvia Martinez
Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago - EB 1 / JI nº 5



Metamorfose
Leandro Costa
Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago



Sereias do Sado
Bernardo Matos, Joana Fernandes, Paula Pilar, João Couto
Escola Secundária D. Manuel Martins



Golfinho colorido
Turma 24 - 4º ano
Profs. Ana Borreicho, Vanda e Sílvia Martinez
Agrupamento de Escolas Ordem de Santiago - EB 1 / JI nº 5



Natureza VS Máquina
Maria da Conceição Pereira, Pedro Alexandre Robalo
Escola Secundária D. Manuel Martins



Cidade de Setúbal
Carolina Macedo, Alexandra Amaro, Daniela Correia, Tiago Correia, Céu Campos, Carla Carvalho
Clube de Jovens da Cáritas Diocesana de Setúbal



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Sobre "Pedro, Pescador de baleias", de Kingston



Data de 1851 a publicação de Pedro, pescador de baleias, do inglês William Henry Gilles Kingston (1814-1880), que chegou a viver em Portugal, no Porto, onde seu pai era comerciante, que escreveu sobre Portugal (Lusitanian sketches of the pen and pencil, 1845) e obteve reconhecimento por parte do governo português. Cerca de um século depois da edição do livro, a colecção “Biblioteca dos Rapazes”, criada pela editora Portugália, era enriquecida com este título (nº 7), em tradução devida a Ricardo A. Fernandes, ainda que com a indicação de não se tratar da edição integral.

O título da colecção (em que surgiram clássicos como Cervantes, Cooper, Defoe, Gautier, Melville, Stevenson, Swift ou Twain) é significativo da época (década de 1940), mas o conjunto das obras dadas a conhecer é também elucidativo quanto ao género de livros divulgados – narrativas em que a aventura era a condição necessária e em que o herói se impunha.

Assim acontece com a personagem Pedro, jovem que, por ter sido apanhado a caçar em propriedade privada, é obrigado a partir para o estrangeiro, forma de o crime lhe ser perdoado. Neste primeiro episódio da caça percebe o leitor que o protagonista, que também é narrador das suas façanhas, é amante do risco (“seduzia-me a ideia do perigo”) e, depois, quando o castigo de partir para a América lhe é imposto, aceita-o com uma justificação de todo aventureira – “A vida de marinheiro, se é certo o que dela tenho ouvido, deve agradar-me.” Obviamente, não era uma vida fácil.

Fica, no entanto, como marca menos positiva, o sofrimento devido ao afastamento da família, registo que servirá para acentuar também o tom moralista que povoa a história, vivida “por longos e penosos anos” – “Escrevo para uma maioria feliz dos meus leitores; alguns serão menos afortunados e merecem de facto a simpatia de todos os outros. Enquanto puderdes, acarinhai o vosso lar; vereis como, à distância, nas horas de saudade, a simples recordação da vossa casa será como um oásis verdejante no árido deserto da vida, porque, como diz a velha canção, não há lugar de maior encanto do que o nosso lar…”.

Filho de clérigo que exercia a sua função no sul da Irlanda, Pedro parte para Dublin e dali para Liverpool, âncora de onde sairá para o mundo e para a aventura que compõe o livro. A sua vida vai ser, sobretudo, de marinheiro a bordo de vários navios: o “Cisne Preto”, onde começa a prender a arte de marear, que se incendiará na viagem rumo à América; o “Mary”, que o resgata, pertencente ao capitão Dean, pai da rapariga que dá o nome ao barco e por quem Pedro se apaixona; o “Espuma”, barco de piratas, marinhagem com quem Pedro tem de conviver e cujo estatuto tem de adquirir para sobreviver; o “Neptuno”, da marinha americana, que luta contra a pirataria e o socorre; o “Pocahuntas”, corveta que naufragará contra um icebergue; o “Shetland Maid”, baleeiro que o salva mas que acaba por perder numa caça à baleia, tendo sido Pedro e alguns dos seus companheiros dados como mortos; o “St. Jean”, que o recupera na safra seguinte e o traz de volta à Irlanda.

No decurso de um trajecto que demorou anos, Pedro circulou pela América e pelas terras do Árctico, conviveu com vários grupos de marinheiros e viveu durante uma temporada longa com esquimós, tendo-se adaptado a diversos ambientes, em todos eles sendo protagonista, contando sempre com um grupo reduzido de amigos, que se foi tornando mais pequeno à medida que os acidentes foram ocorrendo.

Evidente para o leitor é a simpatia de Pedro por valores humanistas como a solidariedade, a amizade, o respeito pelo outro, assim como se torna visível a sua repulsa por algo que contrarie estes mesmos valores – prova máxima desta rejeição é verificada no tempo em que tem de conviver e participar no barco de piratas, ambiente que suporta por sobrevivência, mas que não perfilha e que acaba por ajudar a destruir, onde encontrará um João Pinto, “português de nascimento, se bem que afirmasse ser americano e falasse bem o inglês”, amante de bebida, que Pedro acabará por embriagar para tentar salvar o capitão Dean e a sua filha, Mary, cujo barco fora assaltado pelos corsários.

A história é muito mais de acção do que de revelação dos mundos que vai conhecendo – “É meu objectivo descrever os factos que ocorreram na minha mocidade, mais do que as paisagens que meus olhos puderam admirar”, diz. Ainda assim, a vida que lhe merece mais longa descrição é a do tempo que passou com os esquimós, em que são descritos hábitos, formas de viver, maneiras de construir abrigo, tudo num ritmo que acompanha a própria aprendizagem que Pedro e os seus poucos companheiros tiveram de fazer para sobreviver no meio do gelo durante uns meses. Preocupação do narrador é o relato do que se passou no mar, com os pormenores dos acidentes, das dificuldades e da forma de as ultrapassar, percurso lento para a construção do herói, várias vezes dando nota ao leitor dessa sua preocupação – “Desculpem-me os leitores se fui breve na descrição dos factos passados em terra; mas lembrem-se de que estou a narrar as minhas aventuras marítimas”.

O herói regressa a casa, na Irlanda, passados anos, sob um ar tão miserável que nem as pessoas que lhe eram mais próximas o reconhecem, pois o davam como morto, acreditando que se tinha perdido “nos Mares do Norte havia cerca de um ano”. Tal como Ulisses, o herói será mais facilmente reconhecido pelos seus antigos cães do que pelas pessoas…

Contudo, o final é feliz e há o reencontro de Pedro com a família e com os seus amigos Dean e Mary. Está a história pronta para finalizar, pois o que poderia acontecer a seguir era óbvio e, por isso, o narrador dirá: “Não vale a pena enfastiar o leitor, contando-lhe o que foi a minha vida subsequente”. Há, no entanto, uma derradeira mensagem de teor moralista, quando Pedro diz ao pai: “Eu volto imensamente mais rico. Aprendi a temer a Deus, a venerá-lo nas suas obras e a confiar na sua infinita misericórdia. Também aprendi a conhecer-me a mim próprio e a seguir os conselhos de todos aqueles que me ensinam a praticar o bem.” Perante tal confissão e reconhecimento, a última intervenção no livro pertence ao pai de Pedro, que, como clérigo e habituado ao discurso em torno dos exemplos, exclama: “Nesse caso, sinto-me imensamente feliz com a tua riqueza espiritual e espero que os outros saibam extrair uma lição proveitosa das aventuras de Pedro, pescador de baleias.”

Económico na descrição, farto na acção e na forma de vencer o perigo que está sempre a rondar o herói, este Pedro, Pescador de baleias entusiasma por esse lado aventureiro em que a adversidade (mesmo aquela que é propositadamente provocada pelos homens) é continuamente vencida  pela tenacidade e pela crença na possibilidade que é o ser humano, sempre num equilíbrio com a Natureza e com os outros, sempre com um esgar que se debruça sobre a necessidade de aprender e sobre a fragilidade que a vida é, nunca fechando a porta aos outros.

 

Sublinhados

Destino – “As coisas acontecem pelo melhor, mesmo quando parecem resolver-se num pleno fiasco.”

Emigração – “Apesar das dificuldades, a emigração continuará a fluir; mas dependerá de todos nós o ser ela uma maldição ou uma bênção para aqueles que partem; de nós dependerá ainda o gravar-se para sempre, no coração dos emigrantes, um sentimento ou de aversão ou de amor pela pátria que abandonam.”

Esperança – “A esperança não deve ir ao ponto de nos ocultar a verdade dos factos.”

Mal – “Quando a gente procura razões para cometer uma acção má, os piores argumentos são muitas vezes utilizados para servir esse fim.”

Mal – “Quando não puderes remediar o teu mal, arreganha os dentes e suporta-o; mas, se podes safar-te dele, nesse caso atira-te corajosamente para diante até te libertares.”

Mulher – “Onde existe doença e miséria, aí encontraremos mãos delicadas de mulher a cuidar de quem sofre.”
Paisagem – “Não são os panoramas exteriores que dão satisfação e felicidade ao homem, mas sim o que reside dentro dele, a consciência e o sentimento.”

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Alexandrina Pereira e Mariana Ricardo - "Somos Setúbal": poemas e desenhos em favor da memória



Comecemos pelo título – Somos Setúbal. Duas palavras apenas, mas fortes e intensas, a oporem-se àquilo que o filósofo José Gil chamou o “medo de existir”, característica comum em Portugal, recanto que foi de nevoeiro e de “não inscrição”. Duas palavras que afirmam e intensificam a identidade – se, por um lado, remetem para os valores de uma cidade, de uma comunidade, por outro, essas mesmas palavras assumem neste título que “ser Setúbal” não é uma questão apenas dos outros, mas de um “nós”, em que entram, não só as figuras que vão ser tratadas, mas também os leitores, mas também as autoras, uma pela escrita, outra pelo desenho. Uma certeza: ambas se afirmam como fazendo parte desse universo que é o de haver uma maneira de “formar Setúbal”, isto é, uma marca colada a estas margens do Sado, que passa pelas pessoas.
Na nota que abre o livro, assinada pelas autoras, este pormenor da identidade não é esquecido, lá sendo dito que se trata de um “modesto contributo para a memória futura da história desta cidade”. Então, este é um livro de comemoração, em que são memoradas figuras que se identificam com Setúbal, independentemente do tempo em que por cá andaram ou do tempo que as continua a fazer estar entre nós.
E, quanto ao conteúdo, ele é feito de imagens e de palavras. O traço é de Mariana Ricardo, fotografado por Paulo Alexandre Ferreira, traço que se passeia pelos rostos de personagens desta cidade, quase todos eles com um sorriso esboçado, muitos deles conotados com a fotografia que conhecemos, com a imagem que temos. Visualizar as personagens é uma forma de as actualizar, de lhes dar consistência, de as tornar presentes no nosso tempo e nos nossos momentos, de as incorporar na nossa vida, com entradas pelas janelas das páginas, a contemplarem as palavras, os retratos escritos que delas são feitos, num jogo de espelhos – ora a imagem, ora a impressão dada pela escrita.
As palavras são de Alexandrina Pereira, autora bem conhecida em Setúbal, sempre dada a estas marcas de identidade e de afecto à terra e às gentes, para o que põe ao serviço a sua veia poética. Como referem as autoras na nota introdutória, trata-se de um livro “em que as palavras organizadas poeticamente se entrelaçam com a imagem de cada pessoa aqui incluída”, duas formas de arte e de expressão, ambas se congregando na busca e no enlevo de uma maneira de “ser Setúbal”.
Entra o leitor por estas páginas e encontra vinte nomes, vinte imagens, vinte poemas, vinte curtas biografias, constituindo esses nomes o tema de cada um dos poemas e de cada um dos registos biográficos, abrangendo os universos da música, do teatro, da poesia, da intervenção social e cívica, do desporto e alguns que, pela sua singularidade, podem ser entendidos como “únicos”. Falamos de um livro que é um itinerário de visita à memória de catorze nomes e de convívio com meia dúzia de outras figuras do nosso presente, que povoam o nosso quotidiano, todos alinhados por ordem alfabética, de A a Z, qual chave que abre e fecha um universo de referências, num horizonte temporal que viaja entre o século XVIII, protagonizado por Luísa Todi e por Bocage, e se despenha sobre o século XXI, num encontro com Eugénio da Fonseca (o de data de nascimento mais recente), Carlos Rodrigues, Fernando Tomé, Georgete de Jesus, Manuel de Jesus e Odete Santos. O trilho é ainda alicerçado em Álvaro Félix, António Maria Eusébio (o que alcançou maior longevidade, com quase 92 anos), Carlos César, Fernando Guerreiro, Francisco Finura, Mário Regalado, Sebastião da Gama (o que teve menos tempo de vida), Xico da Cana, Xico Jorge, Zé dos Gatos, Zeca Afonso e Zeca Gregório.
Marcas fortes trazidas para todas estas personagens são a capacidade de sonhar, a humildade e uma filosofia de vida. O livro abre com uma expressão do universo do teatro, como se fosse um espectáculo aquilo a que o leitor vai assistir – “Sobe o pano, entra o actor”, uma forma de apresentar a personagem do poema, o actor Álvaro Félix, mas também de partilhar o palco da escrita com esta assistência que somos nós, por ali desfilando a história e as histórias, os afectos, os trabalhos, as recordações de momentos, as pessoas.
Os poemas contêm aguarelas de apreciação, que vão desde a personalidade à obra produzida, todos assentando numa base que pretende ser também uma homenagem. Esta aspiração revela-se no prazer de serem mostradas as características, usando marcas de proximidade e mensagens que ligam a poesia à figura, muitas vezes se socorrendo de um tratamento por “tu”, como se se tratasse de uma carta, de uma conversa a dois. Nessas mensagens vão sendo apontados os indicadores das vidas, os traços de personalidade, os efeitos das obras e dos percursos, a admiração partilhada. Mas também flui o testemunho, veiculado pela memória de quem escreve ou desenha, num vaivém entre o passado e o presente, entre as histórias contadas e as revividas.
As escolhas que deram origem a este livro vão sendo marcadas pela admiração e pela amizade, é certo, mas também pelos princípios seguidos na vida, correspondendo os valores apontados também a um perfilhar desses mesmos valores. Por esse facto, também aqui se joga no tabuleiro dos princípios, naquilo que pode constituir um conjunto de referências para a sociedade – o “não fazer mal a ninguém” (apanágio do poeta Calafate), a busca e a luta pela liberdade (linhas de força em Bocage, Odete Santos e Zeca Afonso), a ousadia e a determinação (como no caso de Carlos César), a partilha de alegrias e de sonhos (relevado de Manel Bola), a solidariedade contra o esquecimento e a pobreza (resultante de Eugénio da Fonseca), a capacidade criativa para representar a vida (decorrente de Álvaro Félix e de Fernando Guerreiro), a humildade (marca de Fernando Tomé), o assumir a diversidade e a afirmação da diferença (presente em Francisco Finura e em Zé dos Gatos), o respeito pela tradição (visível na paixão pelo fado apresentada em Georgete e Manuel de Jesus), o trabalho necessário ao sucesso (pairando em Luísa Todi), o convívio e o respeito pela inspiração (emergente em Mário Regalado), o afecto pela Natureza (testemunhado em Sebastião da Gama), o culto de capacidades (simbolizado em Xico da Cana e em Zeca Gregório), a felicidade no que se faz (patente em Xico Jorge). Enfim, um programa de humanidade, uma multiplicidade de caminhos que ajudam à afirmação da vida, de um povo.
Somos Setúbal é, por isso, um espelho que reflecte imagens e exemplos edificadores e edificantes de uma comunidade, de uma identidade. Assim haja vontade para descobrir naqueles que nos rodeiam os dotes e as marcas que podem ajudar a que uma sociedade se afirme, desde que esses traços se revistam em favor da humanidade. Por isso… somos Setúbal!
[na apresentação da obra, em 13 de Fevereiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal]

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Para a agenda - "Os construtores do Mundo" em Palmela



Um pequeno curso livre de História da Arte em que são protagonistas Van Dyck, Miguel Ângelo e Moreau, trazidos até aos participantes por Cerqueira de Souza. Na Biblioteca Municipal de Palmela, na primeira quinzena de Fevereiro. Para a agenda.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Para a agenda - Arte e história em rotunda de Azeitão



Na Rotunda de Castanhos, em Azeitão, vão aliar-se arte e etnografia a partir de hoje: um autocarro de 1928 da empresa transportadora Belos e uma vinha vão ser dois motivos fortes, um e outro ligados à história de Azeitão. Para a agenda.

Para a agenda - Ciclo de Jazz, em Setúbal

De 22 a 30 de Janeiro, é o 5º Ciclo de Jazz em Setúbal, a decorrer na Sociedade Musical Capricho Setubalense e na Casa da Cultura. Para a agenda!

Para a agenda - Gonçalo M. Tavares em Setúbal



Gonçalo M. Tavares é dono de uma obra ímpar na literatura portuguesa contemporânea. A partilha das ideias e da escrita vão prosseguir no encontro a haver hoje à noite. Na Casa da Cultura, no âmbito da programação "Muito cá de casa". Para a agenda.

domingo, 10 de janeiro de 2016

2016 em efemérides




O ano de 2016 abriu com a edição de um calendário repleto de fotografias da zona da Arrábida, iniciativa da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), distribuído com a edição portuguesa de Janeiro da revista National Geographic. Em termos de efemérides, que nos traz este ano bissexto de 2016, além de ser o Ano Internacional das Leguminosas, o Ano Internacional dos Camelídeos e o Ano Internacional do Entendimento Global (declarados pela ONU) e ainda o Ano da Misericórdia (proposto pelo Papa Francisco) e o Ano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (conforme declaração da Assembleia da República)?
Várias efemérides podem ser assinaladas ao longo de 2016, já que passam: os 500 anos da beatificação da Rainha Santa Isabel (15 de Abril de 1516), sobre a publicação das obras Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende (1516), e Utopia, de Tomás Moro; os 400 anos da morte de Miguel de Cervantes (22 de Abril de 1616) e de William Shakespeare (23 de Abril de 1616); os 350 anos do falecimento de Francisco Manuel de Melo (24 de Agosto de 1666); os 200 anos do nascimento de Charlotte Bronte (21 de Abril de 1816); os 150 anos do nascimento de António José de Almeida (17 de Julho de 1866), de Wassily Kandinsky (16 de Dezembro de 1866), de Euclides da Cunha (20 de Janeiro de 1866), de Romain Rolland (29 de Janeiro de 1866, tendo-se, no ano passado, cumprido o centenário sobre o Nobel da Literatura que lhe foi atribuído), de H. G. Wells (21 de Setembro de 1866), de Ramon del Valle-Inclan (28 de Outubro de 1866) e também da publicação de A Queda de um Anjo, de Camilo Castelo Branco (1866); os 100 anos do nascimento de Mário Dionísio (16 de Julho de 1916), Alexandre Babo (30 de Julho de 1916), Vergílio Ferreira (28 de Janeiro de 1916, passando também neste ano o 20º aniversário sobre o seu falecimento, em 1 de Março de 1996), François Miterrand (26 de Outubro de 1916, também falecido há 20 anos, em 8 de Janeiro de 1996), Camilo José Cela (11 de Maio de 1916), Léo Ferré (24 de Agosto de 1916) e Roald Dahl (13 de Setembro de 1916) e do falecimento de Mário de Sá-Carneiro (26 de Abril de 1916). O centenário passa ainda sobre uma das mais mortíferas batalhas da Grande Guerra, a de Verdun, em Fevereiro de 1916, sobre a declaração de guerra da Alemanha a Portugal, em 9 de Março de 1916, e sobre a publicação da obra Curso de Linguística Geral, de Ferdinand Saussure.
Podem ainda ser assinalados os 50 anos do falecimento de Walt Disney (15 de Dezembro de 1966) e do lançamento dos álbuns “Morte e Vida Severina”, de Chico Buarque, e “Strangers in the night”, de Frank Sinatra.
Em Setúbal, que, em 2016, tem o título de "Cidade Europeia do Desporto", há também momentos a assinalar, tais como: 450º aniversário do alvará que aprovou fundação do Hospital da Misericórdia, em Setúbal (22 de Dezembro de 1566); 250º aniversário do nascimento, em Setúbal, de Rodrigo Ferreira da Costa (1766); 200º aniversário do falecimento de Tomás Santos Silva (19 de Janeiro de 1816); 150º aniversário do falecimento de António Cândido Pedroso Gamito (16 de Abril de 1866) e da chegada de Hans Christian Andersen a Setúbal (8 de Junho de 1866); 100º aniversário da apreensão de navios alemães em portos portugueses, incluindo Setúbal (23 de Fevereiro de 1916) e 100º aniversário da partida de militares de Setúbal para participação na Grande Guerra, em África (18 e 19 de Setembro de 1916).
[actualizado em 23 de Janeiro]

Para a agenda - Américo Ribeiro, as fotografias que contam histórias



Américo Ribeiro (1906-1992) é nome incontornável na história setubalense, tão certeira foi a sua câmara em registar momentos da narrativa vivida ao pé do Sado. Se uma parte significativa da sua obra foi já divulgada em livro - Um Tesouro Guardado - Setúbal d'outros tempos (Setúbal: 1992), Setúbal - Imagens da História Religiosa no Século XX (Setúbal: diocese de Setúbal, 1995) e Américo Ribeiro – Todos os Dias (Setúbal: Livraria Hemus, 2006) -, também em exposições as suas fotografias têm andado. Desde ontem, "Dizem que é Américo!" está na Casa da Cultura, em Setúbal. O prazo para ver não chega a um mês. A não perder. Para a agenda!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Para a agenda - Quando Azeitão foi à Grande Guerra



De Azeitão também partiram homens para a Grande Guerra, indo ao encontro de cenários como os de África e da Flandres. Quem foram? Num tempo em que, a propósito do centenário, se lembra a dor, o sofrimento e as implicações, há também tempo para evocar e conhecer os protagonistas sem decisão, os anónimos que ajudaram a fazer a História, ainda que não fosse esse o caminho por eles escolhido. Uma abordagem da Grande Guerra de um ponto de vista local, regional. No Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, com a colaboração de Pedro Marquês de Sousa, estudioso desta época e deste evento. Para a agenda!

Para a agenda - Mais um ano sobre Luísa Todi



Um programa de música para 8 e 9 de janeiro, quando o calendário roda pela 263ª vez desde que Luísa Todi nasceu em Setúbal. Lembrada com música e com flores, como acontece às divas, por iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal. Para a agenda.

Para a agenda - "A razão", pelo TAS (Teatro Animação de Setúbal)


Três dias, apenas três. Três sessões, apenas três. Para seguir A Razão, a partir do texto de Jorge Palinhos, peça em que intervêm conhecidos e valiosos nomes da representação ligados a Setúbal - Sónia Martins, José Nobre, Susana Brito, Miguel Assis e Carlos Curto -, numa realização do TAS (Teatro Animação de Setúbal). A não perder. Para a agenda!

Para a agenda: Bocage pelo traço de Júlio Pomar



Bocage pelo traço de Júlio Pomar ou a possibilidade do encontro em que dois grandes artistas dialogam. Uma oportunidade para assistir a este face a face, mostra integrada no programa dos 250 anos dos 250 anos do nascimento do poeta sadino. Para a agenda!

Para a agenda - 250 anos de Bocage no mês de Janeiro



Eis Bocage, sobre quem se fala um pouco por todo o lado, não para contar as anedotas de que ficticiamente é protagonista, mas para evocar, relembrar e enaltecer, num trajecto que passa por Setúbal e pela Madeira. Eis o programa que ocupará o mês de Janeiro. Para a agenda.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Para a agenda - Revisitar a indústria conserveira sadina



As conservas sadinas vão ser objecto de mais um livro a ser apresentado em 19 de Dezembro, em Setúbal, nos Paços do Concelho, pelas 16 horas. O título A indústria das conservas de peixe em Setúbal, devido a José Madureira Lopes e a Alberto Sousa Pereira, afigura-se como documento importante para a crónica setubalense, sobretudo porque a identidade desta terra passa obrigatoriamente pelo sector das conservas, que eram saboreadas além fronteiras.
É conhecida a história passada com Sebastião da Gama, que, na sua deslocação a Paris, em 1948, aproveitou o último dia para entrar numa livraria e adquirir obras de autores franceses que admirava. No final, não tinha francos em quantidade suficiente para o pagamento. Pediu à senhora da livraria para os trazer fiados, que lhe enviaria o dinheiro logo que chegasse a Portugal. No decorrer da conversa, a livreira percebeu a origem geográfica do poeta e pediu-lhe: "Já que é de Setúbal, quando lá chegar, faça-me o pagamento não em dinheiro, mas enviando-me o equivalente em conservas de Setúbal..." Sebastião da Gama lá trouxe os livros e, chegado a Portugal, cumpriu a dívida e correspondeu ao pedido.
Para a agenda, pois, esta revisitação ao universo conserveiro de Setúbal!

domingo, 22 de novembro de 2015

Para a agenda - Terra Santa: uma história contada por Frei Miguel Loureiro



O que sabemos sobre a Terra Santa? Frei Miguel Loureiro, franciscano, comissário da Terra Santa, vai abrir os horizontes. Uma organização Synapsis, em Setúbal, em 27 de Novembro. Para a agenda.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Para a agenda - As cartas de Régio para o irmão Antonino



José Régio, romancista, poeta, pensador, epistológrafo, diarista, ensaísta, nome máximo da cultura portuguesa do século XX. Não valerá a pena substantivar ou adjectivar, claro. Mais um volume de correspondência, desta feita com seu irmão Antonino. A apresentar em Lisboa, em 20 de Novembro. A ler, com certeza. Para a agenda.

Para a agenda - Bocage e a arte contemporânea



Um concurso de ideias no âmbito das artes plásticas, tendo como tema Bocage, nestes 250 anos do seu nascimento, começa hoje, estando aberto por dois meses. Um bom cruzamento interdisciplinar, uma boa oportunidade para mais leituras bocagianas. Para a agenda!

Para a agenda - A arte de Jorge Vieira



"Arte como forma de intervenção política na obra de Jorge Vieira" é o título de exposição na Casa da Baía desde há dois dias, podendo ser visitada até 3 de Janeiro. Para a agenda.

sábado, 31 de outubro de 2015

Para a agenda - Rui Canas Gaspar conta histórias de Setúbal



Rui Canas Gaspar tem sido um contador de histórias de Setúbal, procuradas junto de quem as viveu, num percurso de conservação da memória. Autor de vários títulos ligados à história de Setúbal e interventor na rede social "facebook" sobre coisas ligadas à cidade do Sado, Canas Gaspar vai agora apresentar o título Histórias, coisas e gentes de Setúbal. Em 7 de Novembro, a bordo do "Évora", pelas 17h30. Para a agenda!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Para a agenda - Francisco Augusto Flamengo cem anos depois



Francisco Augusto Flamengo (1852-1915), pintor setubalense, vai ter a sua obra revisitada. A partir de sábado, 24 de Outubro, até final de Janeiro, na Galeria Municipal do edifício do Banco de Portugal, em Setúbal. Uma forma de (re)conhecer. Para a agenda!

Para a agenda - "Orpheu" em Sesimbra



A revista Orpheu vai estar em discussão em Sesimbra na tarde de sábado, 24 de Outubro. O centenário é pretexto, mas os intervenientes e os temas a abordar falam muito alto e são motivadores. Cem anos depois, a revista de que só saíram dois números continua a dar que pensar, tecendo encontros entre Fernando Pessoa, Almada Negreiros e António Telmo, a coberto das leituras de Elísio Gala, António Carlos Carvalho, Rui Arimateia e Miguel Real. Na Biblioteca Municipal de Sesimbra. Para a agenda!

Para a agenda - "Auto da Índia", pelo TAS


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Gil Vicente chega através de Auto da Índia pelas vozes e expressões do TAS (Teatro Animação de Setúbal). Até amanhã. Uma obra que critica a ideia dos Descobrimentos como momento épico. Uma interpretação feita por quem já está habituado a trazer Gil Vicente para os palcos. Para a agenda!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Para a agenda - José Poças, a medicina e a arte




José Poças convida para a apresentação de Ode ou Requiem, obra que define como "alegoria sobre a natureza do acto médico, a propósito de algumas histórias clínicas reais". O tema alicia, haja em vista quantos médicos, além de prescreverem, escreveram também. Em 24 de Outubro, no Forum Luísa Todi, às 15h00. Para a agenda.

domingo, 18 de outubro de 2015

Para a agenda - Conferência bocagiana por Daniel Pires



Em tempo de ano bocagiano, mais uma conferência sobre o poeta, desta vez sobre "A transgressão em Bocage", a cargo de Daniel Pires, na Biblioteca Nacional de Portugal. Em 20 de Outubro. Para a agenda!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Para a agenda - Rui Cardoso Martins e Fernando Sobral em Setúbal



A programação "Muito cá de casa" continua a animar a Casa da Cultura, em Setúbal. Na noite de sexta-feira, 16 de Outubro, dois autores em torno de dois livros, com a moderação de Rosa Azevedo. Fala-se de Rui Cardoso Martins e de Fernando Sobral. Lê-se, respectivamente, Levante-se o réu (Lisboa: Tinta-da-China) e As jóias de Goa (Lisboa: Edições Parsifal). Para a agenda!

Para a agenda - Bocage orientalista, na Biblioteca Nacional, hoje



Mais uma iniciativa a assinalar os 250 anos do nascimento de Bocage, desta vez por Ana Margarida Chora, na Biblioteca Nacional. Hoje, pelas 18h30, uma conferência sobre "Bocage e o Oriente". Para a agenda.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Para a agenda: Dia Nacional dos Castelos, em Palmela



O Dia Nacional dos Castelos é assinalado em 10 de Outubro em Palmela com a conferência "A história maravilhosa do castelo medieval português", por João Gouveia Monteiro. Às 17h00, na Biblioteca Municipal de Palmela. Para a agenda!

Para a agenda: Quando o Afonso descobre Azeitão



Um percurso na descoberta de Azeitão, seguindo os passos de Afonso. Um trabalho de Idalina Veríssimo, editado por Junta de Freguesia de Azeitão, com apresentação marcada para 10 de Outubro, pelas 16h30, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão. Afonso à descoberta de Azeitão é... para a agenda!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dia Mundial do Professor - é hoje!



Hoje é o Dia Mundial do Professor. O propósito apontado para esta data por organizações internacionais é o de “Dar força aos Professores”, visando “uma sociedade mais justa e sustentável”.
Tal escolha é assim justificada no sítio da UNESCO: “É facto reconhecido que os docentes não só são um meio para alcançar os objectivos da educação; são também a chave da sustentabilidade e a capacidade nacional para chegar à aprendizagem e criar sociedades baseadas no conhecimento, nos valores e na ética”.
Na Declaração de Incheon (República da Coreia, Maio de 2015), que pode ser lida aqui, ficou expresso um conjunto de princípios relacionados com a formação, a qualificação profissional e os recursos de maneira a que aos docentes sejam dadas condições como “passo decisivo na consecução da educação de qualidade e de uma sociedade sustentável”.

Cabe (também) a todos a responsabilidade para a esperança e para a concretização desse mundo, que será absolutamente melhor!