sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Para a agenda: "Ecce Homo", um concerto sobre novos sentidos de um Retábulo



O dia de abertura da exposição "Mutatis Mutandis" (amanhã, 21 de Outubro) ficará ainda assinalado pelo concerto "Ecce Homo", pelo grupo e-Vox, no auditório da Galeria do 11, em Setúbal, pelas 21h30, uma iniciativa com os ingredientes da música, da poesia, da imagem e da leitura, num apelo a novos sentidos para o Retábulo quinhentista da Igreja de Jesus.
Para a agenda!


Para a agenda: "Mutatis Mutandis", o contemporâneo a partir do Retábulo da Igreja de Jesus



O retábulo da Igreja de Jesus, em Setúbal, obra magna da pintura portuguesa do século XVI, pode ser admirado na Galeria Municipal, nas instalações do antigo Banco de Portugal, em Setúbal. Aí também se questionará amanhã sobre possíveis sugestões de leitura da actualidade a partir das imagens do retábulo, trabalho de vários artistas sadinos contemporâneos.
“Mutatis Mutandis” é o título da exposição que se inaugura amanhã, pelas 16h00, na Galeria Municipal, em Setúbal, em torno de uma reflexão sobre a contemporaneidade a partir do retábulo quinhentista. Uma iniciativa promovida pelo grupo Synapsis, com a colaboração dos artistas Acácio Malhador, Alberto Pereira, Alex Gandum, Alexandre Murtinheira, Ana Isa Férias, António Manuel Santos, Carlos Medeiros, Carlos Pereira da Silva, Duarte Crispim, Eduarda Oliveira, Eduardo Carqueijeiro, Graciete Lança, Mizé Pê, Nuno David, Olinda Lima, Pedro Miguéis, Salvador Peres e Sara Loureiro.
Para a agenda!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Carlos Silveira: uma lente sobre as Festas da Agonia, em Viana do Castelo



As Festas de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, que ocorrem em Agosto, motivam leituras apaixonadas e apaixonantes. Um prazer para quem conhece e vê, uma perda para os que as não experimentam!
Carlos Silveira (declaração de interesses: somos amigos), a viver em Setúbal e dedicado às curtas sobre motivos vários do nosso país, visitou, olhou e interpretou uma parte das Festas da Agonia, justamente aquela que envolve as "mordomas". O filme "Dressed in gold" pode ser visto aqui. E é de ver!

sábado, 14 de outubro de 2017

Lendas e histórias tradicionais que se ouviram em Setúbal ontem




O final do dia de ontem foi passado no MAEDS (Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal) no encontro “Entre contos e lendas, uma viagem pela memória e pela literatura oral e tradicional”, orientado por Sara Loureiro e Joaquina Soares, com a participação de um grupo de contadores-leitores de histórias do Montijo (Fernanda Quintino, Graciete Correia, João Barbosa, João Jacinto) e de um grupo de músicos e cantadores (Alfredo Dias, Francisca Dias, Helena Queiroz).
Foi mais um encontro do programa “Sextas - Arte e Ciência”, promovido pelo Synapsis. Sala repleta, fantasia imensa, encontro com a memória e com a identidade em dose elevada.
Por ali passou a curta história do património imaterial da Humanidade, as imagens sociais na literatura oral (de que foi exemplo mais prolongado o estudo de Joaquina Soares sobre “A Imagem da Mulher na Literatura Oral do Torrão”, já publicado em 1986), o valor dos contos e das lendas. Por ali passaram narrativas e música, vozes e emoções. Por ali circulou literatura oral e tradicional à mistura com poema “Tempo da Lenda das Amendoeiras”, que Ary dos Santos publicou em 1964.
Deliciou-se o público com as histórias de “Pedro Malas Artes”, “O Regresso do Noivo Guerreiro”, “Conde Varão” e a “Lenda das Amendoeiras”, ao mesmo tempo que as vozes se encontraram em músicas populares como “Ó Laurindinha vem à janela”, “Os olhos da Marianita” e “Menina estás à janela”.
Foram momentos de encontro com a identidade e com as raízes. De alegria e de emoções. Muito bom!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Para a agenda: Literatura oral e tradicional em Setúbal



Contar uma história e o prazer de ouvi-la. Os rituais dos contadores de histórias. As histórias da literatura oral e tradicional e os seus ensinamentos ou o seu papel na memória e na identidade. Estes poderão ser temas para conversa na próxima sessão de "Sextas - Arte e Ciência", promovida em Setúbal pelo Synapsis, na sexta-feira, 13 de Outubro, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal, em que Sara Loureiro apresentará, Joaquina Soares intervirá e contadores de histórias participarão. O título é sugestivo: "... entre contos e lendas, uma viagem pela memória e pela literatura oral tradicional". Para a agenda!

Para a agenda: Luís Osório em Setúbal



Luís Osório, jornalista conhecido, publicou agora o seu primeiro romance, A Queda de um Homem. Para falar desta obra, o autor vai estar em Setúbal na sexta-feira, 13 de Outubro, na Casa da Cultura, em mais uma edição "Muito Cá de Casa". A apresentação do autor e da obra estará a cargo de Cláudia Marques Santos e Helena Lebre. Para a agenda!

domingo, 8 de outubro de 2017

A escola e o "susto" das provas de aferição



Ao ler a missiva de Rui Silvares, divulgada nas “Cartas ao Director” no jornal Público de hoje, cruzei-me com a reacção que tive quando li a notícia, há dias, segundo a qual iria haver mais formação para professores porque os resultados dos alunos nas provas de aferição não tinham sido satisfatórios.
É bem o que diz o signatário da carta: os resultados são o que são e quem tem de ser formado são os professores, independentemente da sua experiência, do seu tempo de serviço, dos resultados que vão obtendo num espaço em que, frequentemente, estão sós. É sempre assim: os professores têm de receber formação para isto, para aquilo, para aqueloutro, até para corrigirem testes (mesmo que sejam exames), que é uma coisa que fazem várias vezes ao longo de cada ano lectivo e milhares de vezes ao longo da sua profissão... e quem está de fora fica sempre desresponsabilizado!
“Politicamente correcto” é o que se pode dizer desta medida de “formação”. Mas isso esconde o essencial - o que é a escola, o que a sociedade tem feito da escola e permite que continue a ser feito. O número de alunos por turma, as regras, o facilitismo, as pressões de todos os lados, a ausência de uma valorização da escola, as inconstâncias e as indefinições, a falta de um pacto social educativo... tanta coisa! E tanta gente continua a falar de educação como se estivéssemos entre treinadores de bancada...

É claro que olhar a educação de uma forma administrativa é sempre mais fácil; todavia, como sabemos, é também a forma mais imediata para que não sejam resolvidos problemas...