terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Alexandrina Pereira e Mariana Ricardo - "Somos Setúbal": poemas e desenhos em favor da memória



Comecemos pelo título – Somos Setúbal. Duas palavras apenas, mas fortes e intensas, a oporem-se àquilo que o filósofo José Gil chamou o “medo de existir”, característica comum em Portugal, recanto que foi de nevoeiro e de “não inscrição”. Duas palavras que afirmam e intensificam a identidade – se, por um lado, remetem para os valores de uma cidade, de uma comunidade, por outro, essas mesmas palavras assumem neste título que “ser Setúbal” não é uma questão apenas dos outros, mas de um “nós”, em que entram, não só as figuras que vão ser tratadas, mas também os leitores, mas também as autoras, uma pela escrita, outra pelo desenho. Uma certeza: ambas se afirmam como fazendo parte desse universo que é o de haver uma maneira de “formar Setúbal”, isto é, uma marca colada a estas margens do Sado, que passa pelas pessoas.
Na nota que abre o livro, assinada pelas autoras, este pormenor da identidade não é esquecido, lá sendo dito que se trata de um “modesto contributo para a memória futura da história desta cidade”. Então, este é um livro de comemoração, em que são memoradas figuras que se identificam com Setúbal, independentemente do tempo em que por cá andaram ou do tempo que as continua a fazer estar entre nós.
E, quanto ao conteúdo, ele é feito de imagens e de palavras. O traço é de Mariana Ricardo, fotografado por Paulo Alexandre Ferreira, traço que se passeia pelos rostos de personagens desta cidade, quase todos eles com um sorriso esboçado, muitos deles conotados com a fotografia que conhecemos, com a imagem que temos. Visualizar as personagens é uma forma de as actualizar, de lhes dar consistência, de as tornar presentes no nosso tempo e nos nossos momentos, de as incorporar na nossa vida, com entradas pelas janelas das páginas, a contemplarem as palavras, os retratos escritos que delas são feitos, num jogo de espelhos – ora a imagem, ora a impressão dada pela escrita.
As palavras são de Alexandrina Pereira, autora bem conhecida em Setúbal, sempre dada a estas marcas de identidade e de afecto à terra e às gentes, para o que põe ao serviço a sua veia poética. Como referem as autoras na nota introdutória, trata-se de um livro “em que as palavras organizadas poeticamente se entrelaçam com a imagem de cada pessoa aqui incluída”, duas formas de arte e de expressão, ambas se congregando na busca e no enlevo de uma maneira de “ser Setúbal”.
Entra o leitor por estas páginas e encontra vinte nomes, vinte imagens, vinte poemas, vinte curtas biografias, constituindo esses nomes o tema de cada um dos poemas e de cada um dos registos biográficos, abrangendo os universos da música, do teatro, da poesia, da intervenção social e cívica, do desporto e alguns que, pela sua singularidade, podem ser entendidos como “únicos”. Falamos de um livro que é um itinerário de visita à memória de catorze nomes e de convívio com meia dúzia de outras figuras do nosso presente, que povoam o nosso quotidiano, todos alinhados por ordem alfabética, de A a Z, qual chave que abre e fecha um universo de referências, num horizonte temporal que viaja entre o século XVIII, protagonizado por Luísa Todi e por Bocage, e se despenha sobre o século XXI, num encontro com Eugénio da Fonseca (o de data de nascimento mais recente), Carlos Rodrigues, Fernando Tomé, Georgete de Jesus, Manuel de Jesus e Odete Santos. O trilho é ainda alicerçado em Álvaro Félix, António Maria Eusébio (o que alcançou maior longevidade, com quase 92 anos), Carlos César, Fernando Guerreiro, Francisco Finura, Mário Regalado, Sebastião da Gama (o que teve menos tempo de vida), Xico da Cana, Xico Jorge, Zé dos Gatos, Zeca Afonso e Zeca Gregório.
Marcas fortes trazidas para todas estas personagens são a capacidade de sonhar, a humildade e uma filosofia de vida. O livro abre com uma expressão do universo do teatro, como se fosse um espectáculo aquilo a que o leitor vai assistir – “Sobe o pano, entra o actor”, uma forma de apresentar a personagem do poema, o actor Álvaro Félix, mas também de partilhar o palco da escrita com esta assistência que somos nós, por ali desfilando a história e as histórias, os afectos, os trabalhos, as recordações de momentos, as pessoas.
Os poemas contêm aguarelas de apreciação, que vão desde a personalidade à obra produzida, todos assentando numa base que pretende ser também uma homenagem. Esta aspiração revela-se no prazer de serem mostradas as características, usando marcas de proximidade e mensagens que ligam a poesia à figura, muitas vezes se socorrendo de um tratamento por “tu”, como se se tratasse de uma carta, de uma conversa a dois. Nessas mensagens vão sendo apontados os indicadores das vidas, os traços de personalidade, os efeitos das obras e dos percursos, a admiração partilhada. Mas também flui o testemunho, veiculado pela memória de quem escreve ou desenha, num vaivém entre o passado e o presente, entre as histórias contadas e as revividas.
As escolhas que deram origem a este livro vão sendo marcadas pela admiração e pela amizade, é certo, mas também pelos princípios seguidos na vida, correspondendo os valores apontados também a um perfilhar desses mesmos valores. Por esse facto, também aqui se joga no tabuleiro dos princípios, naquilo que pode constituir um conjunto de referências para a sociedade – o “não fazer mal a ninguém” (apanágio do poeta Calafate), a busca e a luta pela liberdade (linhas de força em Bocage, Odete Santos e Zeca Afonso), a ousadia e a determinação (como no caso de Carlos César), a partilha de alegrias e de sonhos (relevado de Manel Bola), a solidariedade contra o esquecimento e a pobreza (resultante de Eugénio da Fonseca), a capacidade criativa para representar a vida (decorrente de Álvaro Félix e de Fernando Guerreiro), a humildade (marca de Fernando Tomé), o assumir a diversidade e a afirmação da diferença (presente em Francisco Finura e em Zé dos Gatos), o respeito pela tradição (visível na paixão pelo fado apresentada em Georgete e Manuel de Jesus), o trabalho necessário ao sucesso (pairando em Luísa Todi), o convívio e o respeito pela inspiração (emergente em Mário Regalado), o afecto pela Natureza (testemunhado em Sebastião da Gama), o culto de capacidades (simbolizado em Xico da Cana e em Zeca Gregório), a felicidade no que se faz (patente em Xico Jorge). Enfim, um programa de humanidade, uma multiplicidade de caminhos que ajudam à afirmação da vida, de um povo.
Somos Setúbal é, por isso, um espelho que reflecte imagens e exemplos edificadores e edificantes de uma comunidade, de uma identidade. Assim haja vontade para descobrir naqueles que nos rodeiam os dotes e as marcas que podem ajudar a que uma sociedade se afirme, desde que esses traços se revistam em favor da humanidade. Por isso… somos Setúbal!
[na apresentação da obra, em 13 de Fevereiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal]

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Para a agenda - "Os construtores do Mundo" em Palmela



Um pequeno curso livre de História da Arte em que são protagonistas Van Dyck, Miguel Ângelo e Moreau, trazidos até aos participantes por Cerqueira de Souza. Na Biblioteca Municipal de Palmela, na primeira quinzena de Fevereiro. Para a agenda.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Para a agenda - Arte e história em rotunda de Azeitão



Na Rotunda de Castanhos, em Azeitão, vão aliar-se arte e etnografia a partir de hoje: um autocarro de 1928 da empresa transportadora Belos e uma vinha vão ser dois motivos fortes, um e outro ligados à história de Azeitão. Para a agenda.

Para a agenda - Ciclo de Jazz, em Setúbal

De 22 a 30 de Janeiro, é o 5º Ciclo de Jazz em Setúbal, a decorrer na Sociedade Musical Capricho Setubalense e na Casa da Cultura. Para a agenda!

Para a agenda - Gonçalo M. Tavares em Setúbal



Gonçalo M. Tavares é dono de uma obra ímpar na literatura portuguesa contemporânea. A partilha das ideias e da escrita vão prosseguir no encontro a haver hoje à noite. Na Casa da Cultura, no âmbito da programação "Muito cá de casa". Para a agenda.

domingo, 10 de janeiro de 2016

2016 em efemérides




O ano de 2016 abriu com a edição de um calendário repleto de fotografias da zona da Arrábida, iniciativa da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), distribuído com a edição portuguesa de Janeiro da revista National Geographic. Em termos de efemérides, que nos traz este ano bissexto de 2016, além de ser o Ano Internacional das Leguminosas, o Ano Internacional dos Camelídeos e o Ano Internacional do Entendimento Global (declarados pela ONU) e ainda o Ano da Misericórdia (proposto pelo Papa Francisco) e o Ano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (conforme declaração da Assembleia da República)?
Várias efemérides podem ser assinaladas ao longo de 2016, já que passam: os 500 anos da beatificação da Rainha Santa Isabel (15 de Abril de 1516), sobre a publicação das obras Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende (1516), e Utopia, de Tomás Moro; os 400 anos da morte de Miguel de Cervantes (22 de Abril de 1616) e de William Shakespeare (23 de Abril de 1616); os 350 anos do falecimento de Francisco Manuel de Melo (24 de Agosto de 1666); os 200 anos do nascimento de Charlotte Bronte (21 de Abril de 1816); os 150 anos do nascimento de António José de Almeida (17 de Julho de 1866), de Wassily Kandinsky (16 de Dezembro de 1866), de Euclides da Cunha (20 de Janeiro de 1866), de Romain Rolland (29 de Janeiro de 1866, tendo-se, no ano passado, cumprido o centenário sobre o Nobel da Literatura que lhe foi atribuído), de H. G. Wells (21 de Setembro de 1866), de Ramon del Valle-Inclan (28 de Outubro de 1866) e também da publicação de A Queda de um Anjo, de Camilo Castelo Branco (1866); os 100 anos do nascimento de Mário Dionísio (16 de Julho de 1916), Alexandre Babo (30 de Julho de 1916), Vergílio Ferreira (28 de Janeiro de 1916, passando também neste ano o 20º aniversário sobre o seu falecimento, em 1 de Março de 1996), François Miterrand (26 de Outubro de 1916, também falecido há 20 anos, em 8 de Janeiro de 1996), Camilo José Cela (11 de Maio de 1916), Léo Ferré (24 de Agosto de 1916) e Roald Dahl (13 de Setembro de 1916) e do falecimento de Mário de Sá-Carneiro (26 de Abril de 1916). O centenário passa ainda sobre uma das mais mortíferas batalhas da Grande Guerra, a de Verdun, em Fevereiro de 1916, sobre a declaração de guerra da Alemanha a Portugal, em 9 de Março de 1916, e sobre a publicação da obra Curso de Linguística Geral, de Ferdinand Saussure.
Podem ainda ser assinalados os 50 anos do falecimento de Walt Disney (15 de Dezembro de 1966) e do lançamento dos álbuns “Morte e Vida Severina”, de Chico Buarque, e “Strangers in the night”, de Frank Sinatra.
Em Setúbal, que, em 2016, tem o título de "Cidade Europeia do Desporto", há também momentos a assinalar, tais como: 450º aniversário do alvará que aprovou fundação do Hospital da Misericórdia, em Setúbal (22 de Dezembro de 1566); 250º aniversário do nascimento, em Setúbal, de Rodrigo Ferreira da Costa (1766); 200º aniversário do falecimento de Tomás Santos Silva (19 de Janeiro de 1816); 150º aniversário do falecimento de António Cândido Pedroso Gamito (16 de Abril de 1866) e da chegada de Hans Christian Andersen a Setúbal (8 de Junho de 1866); 100º aniversário da apreensão de navios alemães em portos portugueses, incluindo Setúbal (23 de Fevereiro de 1916) e 100º aniversário da partida de militares de Setúbal para participação na Grande Guerra, em África (18 e 19 de Setembro de 1916).
[actualizado em 23 de Janeiro]

Para a agenda - Américo Ribeiro, as fotografias que contam histórias



Américo Ribeiro (1906-1992) é nome incontornável na história setubalense, tão certeira foi a sua câmara em registar momentos da narrativa vivida ao pé do Sado. Se uma parte significativa da sua obra foi já divulgada em livro - Um Tesouro Guardado - Setúbal d'outros tempos (Setúbal: 1992), Setúbal - Imagens da História Religiosa no Século XX (Setúbal: diocese de Setúbal, 1995) e Américo Ribeiro – Todos os Dias (Setúbal: Livraria Hemus, 2006) -, também em exposições as suas fotografias têm andado. Desde ontem, "Dizem que é Américo!" está na Casa da Cultura, em Setúbal. O prazo para ver não chega a um mês. A não perder. Para a agenda!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Para a agenda - Quando Azeitão foi à Grande Guerra



De Azeitão também partiram homens para a Grande Guerra, indo ao encontro de cenários como os de África e da Flandres. Quem foram? Num tempo em que, a propósito do centenário, se lembra a dor, o sofrimento e as implicações, há também tempo para evocar e conhecer os protagonistas sem decisão, os anónimos que ajudaram a fazer a História, ainda que não fosse esse o caminho por eles escolhido. Uma abordagem da Grande Guerra de um ponto de vista local, regional. No Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, com a colaboração de Pedro Marquês de Sousa, estudioso desta época e deste evento. Para a agenda!

Para a agenda - Mais um ano sobre Luísa Todi



Um programa de música para 8 e 9 de janeiro, quando o calendário roda pela 263ª vez desde que Luísa Todi nasceu em Setúbal. Lembrada com música e com flores, como acontece às divas, por iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal. Para a agenda.

Para a agenda - "A razão", pelo TAS (Teatro Animação de Setúbal)


Três dias, apenas três. Três sessões, apenas três. Para seguir A Razão, a partir do texto de Jorge Palinhos, peça em que intervêm conhecidos e valiosos nomes da representação ligados a Setúbal - Sónia Martins, José Nobre, Susana Brito, Miguel Assis e Carlos Curto -, numa realização do TAS (Teatro Animação de Setúbal). A não perder. Para a agenda!

Para a agenda: Bocage pelo traço de Júlio Pomar



Bocage pelo traço de Júlio Pomar ou a possibilidade do encontro em que dois grandes artistas dialogam. Uma oportunidade para assistir a este face a face, mostra integrada no programa dos 250 anos dos 250 anos do nascimento do poeta sadino. Para a agenda!

Para a agenda - 250 anos de Bocage no mês de Janeiro



Eis Bocage, sobre quem se fala um pouco por todo o lado, não para contar as anedotas de que ficticiamente é protagonista, mas para evocar, relembrar e enaltecer, num trajecto que passa por Setúbal e pela Madeira. Eis o programa que ocupará o mês de Janeiro. Para a agenda.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Para a agenda - Revisitar a indústria conserveira sadina



As conservas sadinas vão ser objecto de mais um livro a ser apresentado em 19 de Dezembro, em Setúbal, nos Paços do Concelho, pelas 16 horas. O título A indústria das conservas de peixe em Setúbal, devido a José Madureira Lopes e a Alberto Sousa Pereira, afigura-se como documento importante para a crónica setubalense, sobretudo porque a identidade desta terra passa obrigatoriamente pelo sector das conservas, que eram saboreadas além fronteiras.
É conhecida a história passada com Sebastião da Gama, que, na sua deslocação a Paris, em 1948, aproveitou o último dia para entrar numa livraria e adquirir obras de autores franceses que admirava. No final, não tinha francos em quantidade suficiente para o pagamento. Pediu à senhora da livraria para os trazer fiados, que lhe enviaria o dinheiro logo que chegasse a Portugal. No decorrer da conversa, a livreira percebeu a origem geográfica do poeta e pediu-lhe: "Já que é de Setúbal, quando lá chegar, faça-me o pagamento não em dinheiro, mas enviando-me o equivalente em conservas de Setúbal..." Sebastião da Gama lá trouxe os livros e, chegado a Portugal, cumpriu a dívida e correspondeu ao pedido.
Para a agenda, pois, esta revisitação ao universo conserveiro de Setúbal!

domingo, 22 de novembro de 2015

Para a agenda - Terra Santa: uma história contada por Frei Miguel Loureiro



O que sabemos sobre a Terra Santa? Frei Miguel Loureiro, franciscano, comissário da Terra Santa, vai abrir os horizontes. Uma organização Synapsis, em Setúbal, em 27 de Novembro. Para a agenda.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Para a agenda - As cartas de Régio para o irmão Antonino



José Régio, romancista, poeta, pensador, epistológrafo, diarista, ensaísta, nome máximo da cultura portuguesa do século XX. Não valerá a pena substantivar ou adjectivar, claro. Mais um volume de correspondência, desta feita com seu irmão Antonino. A apresentar em Lisboa, em 20 de Novembro. A ler, com certeza. Para a agenda.

Para a agenda - Bocage e a arte contemporânea



Um concurso de ideias no âmbito das artes plásticas, tendo como tema Bocage, nestes 250 anos do seu nascimento, começa hoje, estando aberto por dois meses. Um bom cruzamento interdisciplinar, uma boa oportunidade para mais leituras bocagianas. Para a agenda!

Para a agenda - A arte de Jorge Vieira



"Arte como forma de intervenção política na obra de Jorge Vieira" é o título de exposição na Casa da Baía desde há dois dias, podendo ser visitada até 3 de Janeiro. Para a agenda.

sábado, 31 de outubro de 2015

Para a agenda - Rui Canas Gaspar conta histórias de Setúbal



Rui Canas Gaspar tem sido um contador de histórias de Setúbal, procuradas junto de quem as viveu, num percurso de conservação da memória. Autor de vários títulos ligados à história de Setúbal e interventor na rede social "facebook" sobre coisas ligadas à cidade do Sado, Canas Gaspar vai agora apresentar o título Histórias, coisas e gentes de Setúbal. Em 7 de Novembro, a bordo do "Évora", pelas 17h30. Para a agenda!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Para a agenda - Francisco Augusto Flamengo cem anos depois



Francisco Augusto Flamengo (1852-1915), pintor setubalense, vai ter a sua obra revisitada. A partir de sábado, 24 de Outubro, até final de Janeiro, na Galeria Municipal do edifício do Banco de Portugal, em Setúbal. Uma forma de (re)conhecer. Para a agenda!

Para a agenda - "Orpheu" em Sesimbra



A revista Orpheu vai estar em discussão em Sesimbra na tarde de sábado, 24 de Outubro. O centenário é pretexto, mas os intervenientes e os temas a abordar falam muito alto e são motivadores. Cem anos depois, a revista de que só saíram dois números continua a dar que pensar, tecendo encontros entre Fernando Pessoa, Almada Negreiros e António Telmo, a coberto das leituras de Elísio Gala, António Carlos Carvalho, Rui Arimateia e Miguel Real. Na Biblioteca Municipal de Sesimbra. Para a agenda!

Para a agenda - "Auto da Índia", pelo TAS


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Gil Vicente chega através de Auto da Índia pelas vozes e expressões do TAS (Teatro Animação de Setúbal). Até amanhã. Uma obra que critica a ideia dos Descobrimentos como momento épico. Uma interpretação feita por quem já está habituado a trazer Gil Vicente para os palcos. Para a agenda!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Para a agenda - José Poças, a medicina e a arte




José Poças convida para a apresentação de Ode ou Requiem, obra que define como "alegoria sobre a natureza do acto médico, a propósito de algumas histórias clínicas reais". O tema alicia, haja em vista quantos médicos, além de prescreverem, escreveram também. Em 24 de Outubro, no Forum Luísa Todi, às 15h00. Para a agenda.

domingo, 18 de outubro de 2015

Para a agenda - Conferência bocagiana por Daniel Pires



Em tempo de ano bocagiano, mais uma conferência sobre o poeta, desta vez sobre "A transgressão em Bocage", a cargo de Daniel Pires, na Biblioteca Nacional de Portugal. Em 20 de Outubro. Para a agenda!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Para a agenda - Rui Cardoso Martins e Fernando Sobral em Setúbal



A programação "Muito cá de casa" continua a animar a Casa da Cultura, em Setúbal. Na noite de sexta-feira, 16 de Outubro, dois autores em torno de dois livros, com a moderação de Rosa Azevedo. Fala-se de Rui Cardoso Martins e de Fernando Sobral. Lê-se, respectivamente, Levante-se o réu (Lisboa: Tinta-da-China) e As jóias de Goa (Lisboa: Edições Parsifal). Para a agenda!

Para a agenda - Bocage orientalista, na Biblioteca Nacional, hoje



Mais uma iniciativa a assinalar os 250 anos do nascimento de Bocage, desta vez por Ana Margarida Chora, na Biblioteca Nacional. Hoje, pelas 18h30, uma conferência sobre "Bocage e o Oriente". Para a agenda.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Para a agenda: Dia Nacional dos Castelos, em Palmela



O Dia Nacional dos Castelos é assinalado em 10 de Outubro em Palmela com a conferência "A história maravilhosa do castelo medieval português", por João Gouveia Monteiro. Às 17h00, na Biblioteca Municipal de Palmela. Para a agenda!

Para a agenda: Quando o Afonso descobre Azeitão



Um percurso na descoberta de Azeitão, seguindo os passos de Afonso. Um trabalho de Idalina Veríssimo, editado por Junta de Freguesia de Azeitão, com apresentação marcada para 10 de Outubro, pelas 16h30, no Museu Sebastião da Gama, em Azeitão. Afonso à descoberta de Azeitão é... para a agenda!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dia Mundial do Professor - é hoje!



Hoje é o Dia Mundial do Professor. O propósito apontado para esta data por organizações internacionais é o de “Dar força aos Professores”, visando “uma sociedade mais justa e sustentável”.
Tal escolha é assim justificada no sítio da UNESCO: “É facto reconhecido que os docentes não só são um meio para alcançar os objectivos da educação; são também a chave da sustentabilidade e a capacidade nacional para chegar à aprendizagem e criar sociedades baseadas no conhecimento, nos valores e na ética”.
Na Declaração de Incheon (República da Coreia, Maio de 2015), que pode ser lida aqui, ficou expresso um conjunto de princípios relacionados com a formação, a qualificação profissional e os recursos de maneira a que aos docentes sejam dadas condições como “passo decisivo na consecução da educação de qualidade e de uma sociedade sustentável”.

Cabe (também) a todos a responsabilidade para a esperança e para a concretização desse mundo, que será absolutamente melhor!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (30)



Praça de Bocage, em Setúbal (postal de data e autor desconhecidos)
[Fonte: blogue "Setúbal doutros tempos"]

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (29)



Página manuscrita de Sebastião da Gama da conferência "Lugar de Bocage na nossa poesia de amor", proferida em Setúbal, em 15 de Setembro de 1950 (depois repetida em Vila Viçosa e em Estremoz). A conferência foi publicada em separata da Revista da Faculdade de Letras (Lisboa: tomo XVIII, 2ª série, nº 1 e 3, 1953) e integra a obra póstuma O Segredo é amar. [Fonte: Associação Cultural Sebastião da Gama]

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (28)



Notícia da prisão de Bocage no Mosteiro de São Bento
pelo Tribunal do Santo Ofício (Biblioteca Nacional de Portugal)

domingo, 27 de setembro de 2015

Ramalho Ortigão, um século depois



Passam hoje 100 anos sobre a morte de Ramalho Ortigão (24-Out-1836 a 27-Set-1915).
Na imagem, reprodução da nota de 50$00, de 1938 (ch. 6), que consagrava o autor portuense.

Bocage no seu mês - 250 anos depois (27)



Bocage, por Marcelino de Almeida, no Café Nicola (Lisboa)

sábado, 26 de setembro de 2015

Hoje e amanhã - Feira Medieval em Palmela - memórias de um passado com História dentro



As feiras medievais vão-se cruzando com o nosso tempo por aqui e por ali. Neste fim de semana, é em Palmela, no espaço entre o centro histórico e o castelo, uma sugestão válida. Por aqui vai passar o encontro com histórias que em Palmela também fizeram a História - as almenaras, isto é, os sinais que permitiram a Nuno Álvares avisar Lisboa de que o apoio estava próximo, visando o apoio a D. João I. A ver.

Bocage no seu mês - 250 anos depois (26)



Bocage, em puxador de porta, no Café Nicola (Lisboa)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (25)



Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 4 - conclusão)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (24)



Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 3 - continua)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (23)



Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 2 - continua)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (22)



Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 1 - continua)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

domingo, 20 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (20)



Bocage, em painel de azulejos, desenho de Louro de Almeida e Rogério Chora (1979),
em Setúbal (Centro Comercial do Bonfim)

sábado, 19 de setembro de 2015

Fernando Pessoa chega de "Expresso"



O semanário Expresso iniciou hoje a distribuição gratuita da colecção “Obra Essencial de Fernando Pessoa” com o volume Mensagem e Outros Poemas, prefaciado por Fernando Pinto do Amaral.
Com edição coordenada por Ivo de Castro, cada uma dos nove volumes da colecção vai ser prefaciado por nome conhecedor da obra pessoana – Richard Zenith, Nuno Júdice, António Feijó, Ana Luísa Amaral, Rita Patrício, Clara Ferreira Alves, Miguel Tamen e Pedro Mexia são as assinaturas que se seguem para os restantes volumes.
Neste título de abertura, Fernando Pinto do Amaral usa o título “A matéria dos sonhos” para o seu prefácio e, depois de contar a história do aparecimento do único livro de Pessoa publicado durante a sua vida, estabelece um paralelo entre Mensagem e Os Lusíadas, sendo que “enquanto Camões nos conta a nossa História, a atitude de Pessoa é a de subentender nos leitores o conhecimento dessa História”. Outra dimensão abordada nesta apresentação relaciona-se com uma linha de leitura que passa pelo poder visionário, pela loucura, responsável por “distorcer ou alterar para sempre as coordenadas da realidade”, a que é cometida a capacidade de inovar, de construir, de dar alma ao mundo. Finalmente, o terceiro vector de leitura apontado é o da actualidade desta obra, assente sobre a realidade que nos rodeia e nos afoga – “Neste Portugal do século XXI, bem comportado e integrado numa Europa esvaziada dessa loucura – Europa essa onde o único valor parece resumir-se ao dinheiro e a alguns cadáveres adiados se ocupam a negociar orçamentos em Bruxelas enquanto milhares de cadáveres não adiados vão desaguando nas praias do Mediterrâneo –, um livro como Mensagem interpela os que não se resignam a essa tranquila mediania, insistindo em procurar outras dimensões onde possam projectar a sua febre de Além – uma febre perigosa ou insensata pelos padrões do senso comum, mas ainda assim uma febre que talvez nos faça alguma falta e de que Fernando Pessoa foi um dos soberanos intérpretes."

Um bom convite para uma boa visita à leitura pessoana!

Ainda a tempo - Tertúlia bocagiana em Setúbal, hoje



Como vem acontecendo há dezena e meia de anos no mês de Setembro, hoje há lugar para mais uma tertúlia, a XVI, sob o título "Eis Bocage... Conversas de Botequim", desta vez com especial ingrediente como seja o 250º aniversário do poeta sadino. Os parceiros são já muitos neste projecto que foi iniciado pelo jornal digital "Setúbal na rede". Hoje, no Largo da Misericórdia, pelas 21 horas, um sarau bocagiano.


Para a agenda: Jornadas Europeias do Património em Setúbal com o MAEDS



O Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) participa nas Jornadas Europeias do Património 2015 com três iniciativas, entre 25 e 27 de Setembro - exposição de fotografia de Rosa Nunes, conferência de Francisco Gomes e visitas guiadas à estação romana do Creiro (Arrábida), com Carlos Tavares da Silva, e ao castro de Chibanes (Palmela), com Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares. Para a agenda.

Bocage no seu mês - 250 anos depois (19)



Bocage e os seus irmãos, em lista organizada por João Carlos Almeida Carvalho, disponível no Arquivo Distrital de Setúbal [foto: sítio do Arquivo Distrital de Setúbal]

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (18)



Bocage, em painel de azulejos (Escola Básica 2, 3 de Bocage, em Setúbal)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (17)



Uma obra teatral sobre Bocage
Romeu Correia. Bocage. Col. "Vária" (2). Lisboa: Editora Ulisseia, 1965

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (16)



Ilustrações de Nuno Saraiva para o projecto "Bocage Reconhecido" promovido pela Junta de Freguesia de Santa Maria Maior (Lisboa) [Fonte: sítio da JF de Santa Maria Maior]

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Bocage no seu mês - 250 anos depois (15)



Rosto da revista cultural Occidente (nº 602, de 15 de Setembro de 1895)