quinta-feira, 28 de junho de 2018

Para a agenda - Fundação Oriente promove exposição sobre Livraria do Convento da Arrábida



Em 1994, foi publicado pela Fundação Oriente o Catálogo da Livraria do Convento da Arrábida, organizado por Ilídio Rocha. Já lá vão 26 anos sobre essa obra e, agora, quando a Fundação Oriente assinala o seu 30º aniversário e a primeira década do Museu do Oriente, a Livraria do Convento da Arrábida volta a estar em destaque.
Uma das acções de aniversário que a Fundação vai levar a cabo é a exposição “Olhares sobre a Livraria do Convento da Arrábida”, no Museu do Oriente, durante três meses, entre 26 de Julho e 28 de Outubro. Haverá visita comentada e conferência de encerramento, conforme informação no “site” da Fundação.
Para a agenda!

Para a agenda: "A Casa Verde" no centenário de Silva Duarte



Silva Duarte, setubalense, nasceu há 100 anos numa casa sita na Avenida Luísa Todi, ainda hoje existente, que ele próprio designou como “casa verde”.
A sua vida foi uma peregrinação pelo mundo, pelo saber e pela cultura. Pintor, escritor, poeta, tradutor, professor, Silva Duarte foi o mais importante andersenista português, sendo o responsável pela maioria das traduções de Hans Christian Andersen disponíveis no mercado português, aí se incluindo a totalidade dos contos e o relato de viagem que o autor dinamarquês fez em Portugal em 1866.
A LASA (Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão) e a Câmara Municipal de Setúbal, com o apoio indispensável de Fátima Ribeiro de Medeiros, estudiosa de Silva Duarte, têm um programa para cumprir durante um ano, homenageando este autor setubalense em diversas actividades - a primeira, uma conferência sobre a sua vida e obra, proferida por Fátima Medeiros, teve já lugar em 5 de Junho, o dia dos 100 anos. A segunda vai acontecer no sábado, 30 de Junho, pelas 17h00, na Casa Bocage, com a apresentação do livro A Casa Verde, homenagem do autor à casa em que nasceu.
Para a agenda!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

"Ainda que a nuvem passe por cima da luz", uma coreografia contra o "bullying"



"Ainda que a nuvem passe por cima da luz" é um trabalho de mérito, inteligente, sentido, imprescindível. 
Concebido por Sofia Luz, jovem palmelense, e pelo seu grupo de dança, é necessário que seja visto e reflectido. O tema é o bullying, algo que preocupa a sociedade de hoje. A música, a dança e as palavras caracterizam-no, mas também incentivam à coragem. Peça notável! A ver, em cerca de sete minutos que não serão um desperdício...

sábado, 2 de junho de 2018

Máximas em mínimas - Correr e Esperar



"Correr sem rumo é esperar em movimento", numa parede de Lisboa.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Para a agenda - Festa da Ilustração em Setúbal


A  Festa da Ilustração 2018, em Setúbal, está a chegar: amanhã é o dia de abertura da Festa e de algumas exposições: João Fazenda, na Casa da Cultura, às 00:00; Silva Duarte, ilustrador de Andersen, na Casa Bocage, às 15:00; José Paulo Simões, no Museu do Trabalho, às 15:30; ilustrados vários do concelho, na Galeria Municipal (ex-Banco de Portugal), às 16:00; Alberto Lopes e Outros, na Casa d'Avenida, às 16:30; pessoas reclusas no Estabelecimento Prisional de Setúbal, na biblioteca Municipal de Setúbal, às 17:00; ilustrados vários, no Cais 3 do Porto de Setúbal, às 17:30.
Para o dia 9, está prevista, pelas 19h00, a abertura da exposição de Tóssan, na Galeria Municipal do 11.
Um programa e uma oportunidade a não perder. Absolutamente! Para a agenda! 

Para a agenda - Silva Duarte: O maior andersenista português é setubalense



Em 5 de Junho, passam 100 anos sobre o nascimento do setubalense João José Silva Duarte, que ficou conhecido pelos apelidos de família Silva Duarte, nome com que assinou a sua produção literária.
Investigador na área da literatura, andersenista, professor, tradutor, poeta e pintor, Silva Duarte vai ser tema de diversas actividades ao longo do ano do seu centenário, que se inicia já em 5 de Junho com uma conferência na Casa da Cultura, em Setúbal, por Fátima Ribeiro de Medeiros, a pessoa que mais conhece sobre a obra de Silva Duarte. Na mesma sessão, vai ser feita a apresentação da obra A Casa Verde, poema em que o autor homenageia a casa (na Avenida Luísa Todi) e a terra que o viram nascer, pela primeira vez publicado autonomamente em livro.
Uma parte da obra de Silva Duarte poderá também, a partir de amanhã, ser vista na Casa de Bocage, com abertura prevista para as 15h00, em exposição incluída na Festa da Ilustração 2018, apresentando ilustrações a propósito dos contos de Hans Christian Andersen.
A não perder! Para a agenda!

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Carlos Silveira: Festa de Nossa Senhora do Rosário da Tróia em filme



A festividade de Nossa Senhora do Rosário da Tróia é tema de uma curta metragem de Carlos Silveira intitulada "Rio de Cera", datada de 2018.
Recorrendo a filmagens de 2015 e de 2016, a peça, com cerca de 10 minutos, dá a medida da participação, do entusiasmo, da religiosidade, da festa de uma das mais antigas manifestações religiosas ligadas aos pescadores e muito participada. A ver!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Para a agenda: Em Setúbal, a Feira do Livro do Autor Setubalense é na Culsete



Há uns tempos, a Biblioteca Municipal de Setúbal promoveu uma exposição bibliográfica com obras de autores ligados a Setúbal; agora, é a livraria Culsete que organiza uma Feira do Livro do Autor Setubalense. As duas iniciativas andam ligadas neste fenómeno que é o da identidade, da promoção da leitura e da história e da cultura local.
Será entre 28 de Maio e 1 de Junho. A pôr na agenda!

sábado, 26 de maio de 2018

Setúbal: A "cidade vermelha" que Albérico Costa nos lembrou



Quando, em 1610, Duarte Nunes de Leão publicou a sua obra Descrição do Reino de Portugal, deixou-se ofuscar pelas cores que dominavam a construção da cidade sadina: “Na vila de Setúbal há uma pedra de várias cores, convém a saber branco, vermelho, encarnado, toda feita de remendos como seixinhos, que parece que se pegaram com a mão e que não nasceram assim, a qual a gente vulgarmente e erradamente chama jaspe, por aquela diversidade de cores. Desta pedra está edificada toda aquela grande vila (...). A que é sólida e maciça e que acerta não ser variada, mas fica só em vermelho, parece verdadeiro pórfido.” Nunes de Leão acentuava o vermelho resultante do material usado na construção, uma questão física, que dava cor a Setúbal.
Cerca de três séculos e meio depois, o tom do vermelho voltaria a ser chamado para classificar a cidade, desta vez não por razões físicas, mas por questões de identidade e de intervenção cívica e social - em 12 de Março de 1975, o jornalista Rogério Severino chamava para primeira página de O Setubalense o título da sua reportagem “Em Setúbal, Cidade Vermelha - Conferência de imprensa: Importantes declarações sobre os acontecimentos do 7 de Março”; em 1976, era apresentado o filme-documentário Setúbal - Ville Rouge, com realização de Daniel Edinger e de Michel Lequenne, rodado no início de Outubro de 1975, abordando o papel das comissões de trabalhadores, de soldados e de moradores, dando destaque à actividade das comissões existentes na Setenave e na Movauto; em 2017, o epíteto serviu para o título da obra de Albérico Afonso Costa - Setúbal Cidade Vermelha - Sem perguntar ao Estado qual o caminho a tomar (Setúbal: Estuário, 2017) -, monografia que estuda o período entre 25 de Abril de 1974 e final de Novembro de 1975 em Setúbal.
Logo no preâmbulo da obra, o autor dá conta das dificuldades e das apreensões na construção da história deste período em Setúbal: ora pelo papel das memórias dos intervenientes, ainda ligadas aos “afectos e desafectos que sentiam à data”, ora pela conflitualidade entre o que a memória preserva e o que a realidade é (foi), ora porque “a paixão e o ódio convivem no tempo efémero de uma Revolução”. Assim fica claro que a forma como cada um dos intervenientes conta a história é uma leitura da sua participação e das suas convicções, como se torna evidente que a necessidade deste livro decorre da urgência de salvaguardar do esquecimento o que foi um período intenso da vida política e social em Setúbal e que “este trabalho deve ser entendido como uma primeira tentativa, ainda que limitada, de síntese interpretativa de um período tão rico da história da cidade.”
Organizado em cinco partes, o estudo de Albérico Afonso Costa parte do ciclo conserveiro, para explicar as convulsões sociais na cidade que chegou a ser identificada como a “Barcelona Portuguesa”, haja em vista o papel que o operariado teve na luta pelas suas reivindicações, bem como a posição de força que o regime republicano adoptou para controlar as formas como as exigências eram manifestadas, questão que mereceu já títulos de investigação por parte de autores ligados a Setúbal, como Albérico Afonso Costa e Álvaro Arranja. A segunda parte estabelece a ligação entre o que se passou em Setúbal e o que foi a história política do país no período entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro do ano seguinte, com os episódios alusivos ao 28 de Setembro e ao 11 de Março; a terceira parte chama a atenção para a nova organização política e social levada a cabo sobretudo em Setúbal (papel das comissões de moradores, das comissões de trabalhadores, da Assembleia Geral do Concelho de Setúbal e do Comité dos Organismos Populares de Setúbal), talvez sendo esta a parte que mais razão confere ao subtítulo que o autor escolheu para a obra; a quarta parte abre caminho pelas relações do poder autárquico com este período histórico, trajecto nada fácil pelas dificuldades em conciliar a ideia de revolução com a ponderação necessária, dando destaque especial a acontecimentos como a manifestação das betoneiras (14 de Junho de 1974), a relação conflituosa com a comissão de trabalhadores ou o conhecido episódio do hasteamento da bandeira da União Soviética no edifício da Câmara de Setúbal (em Junho de 1975, aquando da visita da astronauta Valentina Tereshkova); a quinta parte faz o ponto da situação relativamente a diversas instituições (partidos políticos, imprensa - com relevo para a intervenção do jornal O Setubalense -, igreja - com a importância da criação da diocese de Setúbal na altura - e organizações sociais como a Casa do Gaiato, o Asilo Dr. Paula Borba ou a Santa Casa da Misericórdia) e à acção que tiveram ou sofreram durante o período em apreço.
Esta obra é um bom repositório dos acontecimentos que marcaram Setúbal nesse tempo, percebendo o leitor que as principais causas que dominaram o panorama terão sido a resolução de “múltiplos problemas da vivência urbana e a melhoria das condições de trabalho nas empresas”. Por outro lado, a luta pelo espaço político foi outra das dominantes, haja em consideração o “confronto de perspectivas entre o Partido Comunista Português e as organizações da esquerda revolucionária” ou a oposição nítida aos partidos de centro e de direita. Com papel relevante surge também o Círculo Cultural de Setúbal, verdadeiro cadinho de formação vanguardista para diversos actores deste período histórico em Setúbal.
A obra insere ainda uma cronologia exaustiva do dia-a-dia vivido em Setúbal, recorrendo aos principais acontecimentos que povoaram o quotidiano, muitas vezes ilustrados com fotografias ou fac-símiles ou reprodução de documentos surgidos durante este período - notícias, correspondência, comunicados.
Na bibliografia, nota-se a quase inexistência de estudos relativamente a esta época vivida em Setúbal, devendo ser dado destaque a essa obra de memória e de registo testemunhal que é Memórias da Revolução no Distrito de Setúbal - 25 Anos Depois, devida a Pedro Brinca e a Etelvina Baía, dois volumes que reúnem mais de uma centena de entrevistas (Setúbal: “Setúbal na Rede”, 2001-2002). Por essa quase inexistência, é de sublinhar a atenção dada aos arquivos (Arquivo Nacional da Torre do Tombo - arquivo da PIDE/DGS, Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Setúbal e Arquivo Distrital de Setúbal), à imprensa (O SetubalenseO Distrito de SetúbalNotícias de Setúbal Margem Sul) e às entrevistas com diversos protagonistas (23, no total).
Como o autor sublinhou no início da obra, compreendendo o risco de historiar sobre assuntos contemporâneos, esta obra é “uma primeira tentativa” de interpretação dos factos, exigindo, por isso, outras abordagens ao mesmo período temporal, designadamente quanto à intervenção de outros sectores, como o militar ou o patronal, forçosamente fornecedores de dados importantes quanto às vivências, às causas e às condições como este tempo foi sentido, ou quanto à acção desenvolvida nos concelhos limítrofes, na península de Setúbal, uma vez que muitas ocorrências a sul do Tejo deram visibilidade, em termos mais vastos, a Setúbal, quer por ser capital de distrito, quer por aqui haver a representação do poder que era o Governo Civil.
Até que outras análises sucedam, temos este Setúbal Cidade Vermelha como roteiro adequado, que faz o filme do sucedido, muitas vezes seguindo o ardor posto nas informações recolhidas, sempre perseguindo a acção, numa perspectiva em que o tempo se deixa dominar pelo que acontece, quase havendo a sensação de se estar a presenciar ou a viver os acontecimentos, o que torna esta obra indispensável para conhecer esse momento e para ajudar a entender a identidade desta região, sendo por isso importante que Albérico Afonso Costa conclua a obra da forma que o faz: Setúbal “é a cidade onde a esquerda se movimenta com o à-vontade próprio de quem está na sua casa; (...) é a cidade que se organiza nos grandes momentos de tensão (...); é a cidade da vigilância revolucionária, que discute, efabula, sonha e desnorteia; é a cidade em que o PCP ganha as eleições, ocupa parte significativa do aparelho de Estado em recomposição e apesar disso não consegue um controlo total das greves e das ocupações; (...) é, por fim, a cidade onde a trama da Revolução melhor se urde e onde melhor se sente a mudança abrupta que o 25 de Abril trouxe consigo. (...) O que se ganhou foi o produto desta acção.”
A questão dos acontecimentos ligados a Setúbal e da identidade desta região tem sido uma preocupação de Albérico Afonso Costa. Aos títulos História e Cronologia de Setúbal 1248-1926 (Setúbal: Estuário, 2011) e Setúbal sob a Ditadura Militar 1926-1933 (Setúbal: Estuário, 2014) veio agora juntar-se este Setúbal Cidade Vermelha 1974-1975, todos eles construídos com informação segura e um estilo acessível, tornando-se marcos incontornáveis para o conhecimento da terra sadina.

(Revista LASA. Setúbal: nº 4, Primavera.2018, pp. 17-20)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Grande Guerra - Saudação aos combatentes palmelenses


Os deputados da coligação PSD/CDS da Assembleia Municipal de Palmela apresentaram voto de saudação aos combatentes palmelenses que participaram no Corpo Expedicionário Português (CEP), na Primeira Guerra Mundial, iniciativa que teve unanimidade.
O concelho de Palmela já anteriormente homenageou os seus combatentes e aqueles que tombaram na Grande Guerra, como, por exemplo: na exposição “Quadros da Guerra 2015” (entre Setembro e Dezembro de 2011); na exposição bibliográfica “Quando os Portugueses andaram na Grande Guerra”, na Biblioteca Municipal de Palmela, entre 14 de Janeiro e 11 de Fevereiro de 2012; na inauguração de memorial a propósito, em 1 de Novembro de 2012; na “newsletter” do Arquivo Municipal de Palmela de Setembro de 2013, em que foi dado destaque aos combatentes palmelenses mortos durante o conflito. Abaixo se reproduz notícia sobre a moção apresentada pela coligação PSD/CDS, saída em O Setubalensede hoje.