sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

David Mourão-Ferreira: 90 anos, hoje



Faria hoje 90 anos David Mourão-Ferreira. Poeta incontornável do século XX português, homem de cultura, professor extraordinário (que recordo).
"Ladainha dos póstumos Natais" é um poema que consta no seu livro Cancioneiro de Natal, aqui dito pelo próprio David Mourão-Ferreira, conforme gravação no cd "Um Monumento de Palavras" (Lisboa: EMI - Valentim de Carvalho, 1995). Vale a pena ouvi-lo: pelo poema, pela voz, pela expressão, pelo poeta.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Haendel nasceu no dia de hoje, em 1685



Em 1685, em 23 de Fevereiro, nascia o compositor alemão Handel. Uma oportunidade para se ouvir essa obra de arte que é o "Aleluia" integrado na obra "Messias", composta em 1742, aqui interpretado pelo Mormon Tabernacle Choir.

José Afonso, 30 anos depois


Três décadas depois da sua partida, a voz e a memória de José Afonso. "Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar..."



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Andy Warhol 30 anos depois


Quando passam três décadas sobre Andy Warhol, mantém-se aquela sensação de novidade perante o "kitsch" na arte...

Andy Warhol, "Sopas Campbell's", 1962 (MoMA) 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Memória: José Fernandes Fafe (1927-2017)



De José Fernandes Fafe rezarão as cronologias e as notas biográficas. Por mim, recordo as leituras. E tenho de assinalar duas que me impressionaram.
A primeira, uma tradução. De Octávio Paz, também poeta, sobre Pessoa, outro poeta. Li O Desconhecido de Si Mesmo (Iniciativas Editoriais, 1980), curto ensaio de Paz sobre Fernando Pessoa, traduzido por Fafe, e fiquei rendido. Um ensaio em que não falta poesia. Um ensaio que já convenci alguns alunos a lerem. Começa assim: "Os poetas não têm biografia. A sua obra é a sua biografia. Pessoa, que duvidou sempre da realidade deste mundo, aprovaria sem hesitação que se fosse directamente aos seus poemas, esquecendo os incidentes e os acidentes da sua existência terrestre." E acaba desta maneira: "A poesia é o que fica e nos consola, a consciência da ausência. E renovo, quase imperceptivelmente, um rumo de algo: Pessoa ou a iminência do desconhecido."
Outro livro que recordo de Fernandes Fafe é Curriculum Vitae (Editorial Fragmentos, 1993), ilustrado por Graça Morais, um conjunto de reflexões sobre a vida e sobre a escrita, de que não resisto sem transcrever, igualmente, o início e a conclusão, sobretudo porque os dois fragmentos vêm a propósito neste dia do passamento do poeta e diplomata portuense.
Eis o início: "Detesto curricula. Sempre que tenho de apresentar um, alinhavo-o à pressa da irritação... E arranco da máquina uma vergonha de dactilografia, dados errados, lacunas... Mas que mal me fizeram os curricula?"
E o final? Certeiro, neste dia: "A morte é o de que não há metáfora. Se a desconhecemos totalmente, como podemos compará-la? E não havendo metáfora, não há linguagem. É o Silêncio. Sem nenhuma palavra para dizê-lo. Sem nenhuma sensibilidade para senti-lo."
Seja no que traduziu, seja no que produziu, Fafe foi eloquente. Obrigado.

Para a agenda: José Poças em serão Synapsis



Mais uma actividade promovida pelo grupo Synapsis, desta vez para se falar sobre medicina e artes com José Poças, médico em Setúbal que já se serviu da escrita para a reflexão sobre o acto médico - Ode ou Requiem (Ed. Autor, 2015). No Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal, em 24 de Fevereiro, pelas 21h30. Para a agenda!


domingo, 19 de fevereiro de 2017

O livro de Cavaco Silva e o artigo de José Sócrates segundo Luís Afonso



Eis a "controvérsia" entre o livro de Cavaco Silva e o artigo-resposta de José Sócrates sobre quintas-feiras que muito deram / darão que falar, segundo o humor de Luís Afonso!...

António Gedeão vinte anos depois, com poema na voz de Manuel Freire



Passam hoje 20 anos sobre o falecimento desse magno poeta que foi António Gedeão, o também professor Rómulo de Carvalho. Curta nota biográfica pode ser lida aqui. Mas fica também o registo do seu poema cantado mais conhecido, "Pedra Filosofal", na voz e interpretação de Manuel Freire.

Para a agenda: António Oliveira e Castro e o terceiro romance


António Oliveira e Castro, setubalense por adopção, terá o seu o seu terceiro romance, Coleccionadores de Sonhos (Lisboa: Gradiva), apresentado por Viriato Soromenho-Marques, em 24 de Fevereiro, na Casa da Cultura, em Setúbal, pelas 22h00. Para a agenda!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

150 anos de "Danúbio Azul"



A primeira execução pública de "Danúbio Azul", de Johann Strauss, aconteceu há 150 anos, passados hoje. Oportunidade para ouvir uma grande obra e um excelente momento musical com a interpretação de André Rieu! A história com a notícia sobre a estreia pode ser lida aqui.