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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vasco Graça Moura e o cânone literário

No Diário de Notícias, Vasco Graça Moura escreve sobre o cânone literário e a sua importância na educação e no domínio da leitura, na cultura geral e na formação estética. Um texto de opinião a ler, sem tendências saudosistas, mas com preocupações culturais e de identidade, que aflora uma questão já desde há muito sentida.
Naturalmente que, quanto a este assunto, o vazio que foi sentido durante uns tempos está já a ser ultrapassado, haja em vista a preocupação dos programas da disciplina de Português e as suas indicações alusivas à competência da leitura ou o Plano Nacional de Leitura ou a dinamização que tem sido promovida pelas bibliotecas municipais e pelas bibliotecas escolares ou a promoção que da leitura tem sido feita por muitos professores em projectos diversos!
Mas a preocupação expressa por Vasco Graça Moura quanto à utilização do cânone literário na escola, construído com base na qualidade e literária e na importância cultural, deve ser uma constante.


sábado, 25 de junho de 2011

Nuno Júdice em entrevista

A revista “Única”, que saiu com o Expresso de hoje, traz uma entrevista com Nuno Júdice feita por Clara Ferreira Alves, que vale a pena ler. Por lá perpassa o mundo e o compromisso do escritor, o papel das livrarias na leitura, a literatura actual, os valores da literatura portuguesa e os seus nomes esquecidos, o acordo ortográfico… São palavras de poeta, de professor, de teórico, de leitor e de pensador aquelas que Nuno Júdice nos deixa e de que destaco alguns exemplos.
Livrarias – «As livrarias perderam a função de estimular o leitor, encaminhá-lo para a escolha apropriada, pela qualidade do livro. Os livreiros dantes tinham esse conhecimento da vida literária.»
Liberdade – «Nunca vivemos tão livres, mas o pensamento é hoje muito pouco livre.»
Cânones – «Hoje, o cânone é o do mercado. O que obedece a uma construção a que o leitor estará habituado. Se o escritor quiser vender (…) embora muitos desses livros até possam ser bem construídos. Coerentes. São superficialmente obras literárias, mas estarão para a literatura como o McDonald’s está para a gastronomia. O que estamos a consumir como literatura são produtos em série. Nada a ver com a invenção, a criação literária. O que o escritor tem de fazer é romper com as normas, ir além das normas. Como aconteceu antes.»
Leitura e literatura – «A literatura desapareceu da terminologia do português. Tem de haver um mínimo de leitura obrigatória que corresponda a uma ideia de história da literatura. Ler só contemporâneos não faz sentido, porque se perde o que está por detrás, o fio condutor.»