2011 é o Ano Internacional das Florestas e o Ano Europeu do Voluntariado. Mas o ano de 2011 é também aquele em que passam os centenários da refundação da Universidade de Lisboa e do nascimento de Alves Redol (29 de Dezembro), de Orlando Ribeiro (16 de Fevereiro) e de Manuel da Fonseca (15 de Outubro). Setúbal tem também bons motivos para assinalar em 2011, uma vez que passam os 400 anos sobre a primeira edição de Afonso Africano, de Vasco Mouzinho de Quevedo (5 de Junho), 100 anos sobre o nascimento do pintor Luciano dos Santos (25 de Março) e sobre a morte do poeta António Maria Eusébio, o Calafate (22 de Novembro), e os 50 anos da criação do Museu de Setúbal e da morte do escritor, e também estudioso bocagiano, João Elói Vidal do Amaral (19 de Novembro).
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domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 22 de maio de 2010
Obrigado, São!
Na noite de ontem, foi o jantar a propósito da aposentação da colega Conceição. É costume: de cada vez que um(a) colega se aposenta, a gente reúne-se, partilhando o momento, que vive em torno de lembranças e de encontros que trazem também outros colegas que, entretanto, também já deixaram a Escola, enveredaram pela aposentação e seguiram as suas vidas...
Pois a Conceição entrou nessa via e segue agora o seu caminho, isenta de tudo o que não seja a sua vontade, a sua força e o seu tempo. Sempre a conheci como uma mulher interessada na última palavra no seu ramo - a Biologia -, munindo-se das mais recentes bibliografias, dos mais recentes documentários, que adquiria e levava para a Escola. Nuns casos, partilhava esses seus recursos com os alunos e com a Escola; noutros, aconselhava que a Escola os adquirisse. Certo era que a área da Biologia estava sempre actualizada, o que até levava a que alunos que, entretanto, dali saíam para o ensino superior pediam para, nos anos lectivos subsequentes, frequentar a biblioteca da Escola para pesquisa naquela área, porque sabiam ter lá adequados recursos. Em grande parte devidos à perspicácia e sentido de actualização que eram apanágio da Conceição.
Ora, dias antes, nesta semana, vi a Conceição na Escola, numa sua visita breve. E só ontem fiquei a saber porquê: é que a Conceição, sempre preocupada com as condições do laboratório, sempre a apostar na experimentação, fora à Escola entregar à Direcção um cheque (de quantia bem interessante, mas que não vou revelar) com vista ao equipamento dos laboratórios de Ciências, pormenor que, apenas no jantar de ontem, a Directora revelou. E todos ficámos a olhar esta insistência da Conceição no fazer dos caminhos da educação... E todos ficámos um pouco gratos à Conceição porque o seu contributo vai, por certo, enriquecer as possibilidades de exercício da Escola e da aprendizagem... E todos ficámos a pensar que, para lá daquelas imagens circunstanciais que muito têm contribuído para o abaixamento do reconhecimento do que é ser professor, o gesto da Conceição ria-se dessa sociedade que despreza a Escola e via na Escola um caminho de futuro e de ligação à vida - à sua vida, é certo, mas também à vida de todos.
O gesto da Conceição - que, agora, ainda vai fazer algum voluntariado na Escola, a ajudar a organizar esses laboratórios - enterneceu-nos a todos. Obrigado, São!
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Voluntários na escola
“Professores reformados de volta à escola - O Ministério da Educação (ME) pretende recrutar professores reformados para, em regime de voluntariado, colaborarem no apoio aos alunos nas salas de estudo, em projectos escolares, no funcionamento das bibliotecas, no apoio à formação de professores e pessoal não docente, e a visitas de estudo, além do planeamento e realização de formação para pais.”
A notícia é do Público de ontem. Uma versão do que poderá ser o diploma ou estudo prévio para o mesmo já andou por aí a circular na net. Algumas coisas me surpreendem: “Recrutam-se” voluntários? Terá que haver sempre legislação para algumas práticas de cidadania que algumas escolas vão tendo dentro da sua autonomia? Por outras palavras: tudo, inclusive o voluntariado que alguns queiram fazer, tem que ter diploma legal? Será que não se percebeu que muitos dos professores que pediram a aposentação, mesmo com prejuízo económico daí adveniente, o fizeram para se demarcarem?
Exemplos conheço eu de voluntariado na escola, incluindo casos de docentes que se aposentaram nas condições atrás descritas, um voluntariado praticado em combinação com a gestão das escolas e com as funções de alguns professores dentro das respectivas escolas. Será que estas pessoas vão aceitar que seja outra vez a legislação do Ministério da Educação a indicar-lhes caminhos? Será que não o podem fazer por atitude de cidadania apenas ou por ligação do meio à escola ou mesmo aos que foram seus alunos? Casos conheço em que já houve conversa: se houver legislação que condicione este voluntariado… adeus à participação.
A notícia é do Público de ontem. Uma versão do que poderá ser o diploma ou estudo prévio para o mesmo já andou por aí a circular na net. Algumas coisas me surpreendem: “Recrutam-se” voluntários? Terá que haver sempre legislação para algumas práticas de cidadania que algumas escolas vão tendo dentro da sua autonomia? Por outras palavras: tudo, inclusive o voluntariado que alguns queiram fazer, tem que ter diploma legal? Será que não se percebeu que muitos dos professores que pediram a aposentação, mesmo com prejuízo económico daí adveniente, o fizeram para se demarcarem?
Exemplos conheço eu de voluntariado na escola, incluindo casos de docentes que se aposentaram nas condições atrás descritas, um voluntariado praticado em combinação com a gestão das escolas e com as funções de alguns professores dentro das respectivas escolas. Será que estas pessoas vão aceitar que seja outra vez a legislação do Ministério da Educação a indicar-lhes caminhos? Será que não o podem fazer por atitude de cidadania apenas ou por ligação do meio à escola ou mesmo aos que foram seus alunos? Casos conheço em que já houve conversa: se houver legislação que condicione este voluntariado… adeus à participação.
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