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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Para a agenda: Poesia erótica do tempo de Bocage



A antologia Poesia Erótica do Tempo de Bocage, organizada por António Galrinho, vai ser apresentada sexta feira, 29 de Setembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Setúbal.
No dizer do organizador, esta obra é uma “pequena mas elucidativa compilação de poesia de cariz erótico e brejeiro, portuguesa e brasileira, produzida na época do grande poeta setubalense” e reúne os poemas apresentados no 1.º Encontro Maior de Poesia Erótica que decorreu na Sociedade Musical Capricho Setubalense.
Para dizer os poemas estão convidados Américo Pereira e Rui Lino. Para a agenda!

sábado, 5 de agosto de 2017

Pelo sonho é que vamos... - poema entre um marcador e muitas outras histórias


A Biblioteca Pública Municipal de Setúbal procedeu à edição de um marcador de livros sóbrio e discreto que reproduz na face um aspecto do edifício onde a mesma se localiza e, no verso, divulga o poema “O Sonho”, de Sebastião da Gama, sobre fundo verde, que é a cor da parede exterior desta casa dos livros.
É sempre bom ver este poema a circular, quer porque se tornou num dos textos icónicos do poeta azeitonense, quer porque a sua mensagem é vasta como a vida. Sobre este texto, sabia que...
... o poema “O sonho” (mais conhecido pelo seu primeiro verso - “Pelo sonho é que vamos”) teve a sua primeira publicação no jornal O Distrito de Setúbal, em 17 de Setembro de 1951 (nº 3, pg. 8)?
... deste mesmo poema há duas interpretações musicais - a primeira, do grupo “Moby Dick” (constituído por João Gil, Artur Costa e Alexandre Cortez) no álbum Moby Dick, publicado em 1991, e a segunda devida a Salvador Peres, do grupo setubalense “e-Vox”, editada no álbum Pelo Sonho é que Vamos em 2012?
... este poema mereceu, pelo menos, três interpretações em cd que incluíram poemas de Sebastião da Gama - por Victor de Sousa, no álbum “Pelo Sonho é que Vamos” (Ruquisom, 2000); por Afonso Dias, na colectânea “Poesia de Cabo Verde e Sete Poemas de Sebastião da Gama” (Media XXI, 2007); pela setubalense Clementina Pereira, na antologia “Meu Caminho é por mim fora” (Associação Cultural Sebastião da Gama, 2009)?
... este poema aparece em inúmeras antologias de poesia portuguesa, em variadíssimos manuais escolares, e que o seu primeiro verso foi adaptado para títulos de livros como Pela Prática é que Vamos (manual de Português de 7º e de 8º anos, Edições ASA, 1987 e 1988) ou como Pelo Sonho não vamos lá mas o povo fá-lo-á quando tomar o poder (de Martinho Marques, publicado em 1976), além de ter sido o título dado ao primeiro livro póstumo de Sebastião da Gama, publicado em 1953?
... o primeiro verso deste poema tem servido para justificar decisões e opiniões nas mais diversas áreas, por vezes ligeiramente alterado, como podemos ver nos títulos dos artigos de José Eduardo Lemos (director da Escola Secundária Eça de Queirós à época) sobre autonomia escolar “Pela autonomia é que vamos” (Expresso, 2014-11-22)  e de Pedro Dominguinhos (Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal à data) sobre desenvolvimento regional “Pela cooperação é que vamos” (Sem Mais – suplemento “500 maiores empresas do distrito de Setúbal”. Setúbal: 2014-12-06, pg 14), além de recentemente ter sido inspiração para a Juventude Comunista Portuguesa nos murais em que anunciou o seu 11º congresso (que aconteceu em 1 e 2 de Abril) com o lema “Conquistar o Presente, Construir o Futuro - É pela Luta que Lá Vamos”?
... “Pelo Sonho é que Vamos” é também o título de uma tela pintada por Eduardo Carqueijeiro e Nuno David, durante um concerto em 15 de Outubro de 2011, que os autores ofereceram à Associação Cultural Sebastião da Gama?
... este poema está gravado em suporte acrílico no espaço exterior da Escola Secundária Antero de Quental, nos Açores, e que a pastelaria S. Julião o insere na embalagem do seu apreciado bolo “D. Filipe”?
... Sebastião da Gama escreveu este poema em 1 de Setembro de 1951 e o dedicou “à memória de Francisco Bugalho”?