quinta-feira, 12 de abril de 2018

Para a agenda: Eugénio Lisboa traz José Régio a Setúbal



Eugénio Lisboa é um nome que não precisa de apresentações, tão vasta é a sua obra, tão excelente tem sido o seu contributo para a cultura portuguesa! Em Setúbal, vamos ter oportunidade de o ouvir sobre um dos seus temas de eleição, sobre um dos autores para cujo conhecimento muito tem contribuído, sobre um poeta que é intemporal e é já um clássico - José Régio.
Uma organização da Casa da Poesia de Setúbal marcada para as 18h00 de 14 de Abril, sábado, na Biblioteca Municipal de Setúbal. Para a agenda!

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Para a agenda: Abril, mês de Sebastião da Gama



Em 10 de Abril de 1924, em Azeitão, nascia Sebastião da Gama. Na sua vida intensa de 27 anos, houve tempo para muito: para crescer, para ler, para escrever, para viver, para testemunhar, para ensinar, para aprender, para legar. E também para "arrabidar" na sua "serra-mãe"!
Passam agora 94 anos sobre essa data, que convém não esquecer. A evocação vai fazer-se, no dia 10,  com flores e com poemas, em Azeitão, justamente com "coisas" de que ele gostava. Mais tarde, em 21, vai ser com poesia, com a entrega do prémio que leva o seu nome a outro poeta, Xavier Zarco.
Será uma iniciativa conjunta da Associação Cultural Sebastião da Gama, da Casa da Poesia de Setúbal, da Junta de Freguesia de Azeitão e da Câmara Municipal de Setúbal. Para a agenda!

Para a agenda: João Limpinho em Setúbal



A Casa da Cultura e a Casa d'Avenida, ambas em Setúbal, vão receber, em 7 de Abril, esculturas de João Limpinho: "Mar", na primeira; "Quadraturas", na segunda. Para a agenda!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Para a agenda: "Património Arquitectónico Civil de Setúbal e Azeitão" em seminário


Eis o programa do seminário "Património Arquitectónico Civil de Setúbal e Azeitão", que terá lugar entre 18 e 20 de Abril em Setúbal, com organização da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA). Um programa rico, a prometer excelentes contributos para a história local e para o conhecimento do património cultural. A não perder! Absolutamente! Exige inscrição.








terça-feira, 3 de abril de 2018

Memória: Gabriel José dos Santos Fernandes (1935-2018)


Gabriel Fernandes na inauguração do memorial a Sebastião da Gama
(Portinho da Arrábida, 7.Fevereiro.1987)

Gabriel Fernandes deixou-nos hoje. Grande parte da sua vida passou-a em conciliação permanente com a memória do que foi seu professor, Sebastião da Gama. É um dos alunos mais citados no Diário, registo que ficou do tempo de leccionação de Sebastião da Gama na Escola Veiga Beirão, em Lisboa.
Tendo-se dedicado à área da contabilidade (foi revisor oficial de contas), Gabriel Fernandes foi também um dos impulsionadores dos encontros anuais dos que foram alunos de Sebastião da Gama e um dos mais empenhados obreiros para a construção do memorial ao poeta azeitonense, erguido no Portinho da Arrábida em 1987.
Fica-me a imagem de um homem disponível, sempre pronto para testemunhar, empreendedor, a quem devo alguns conhecimentos sobre o homem que foi seu professor. Obrigado, Gabriel Fernandes!

Depoimento de Gabriel Fernandes sobre Sebastião da Gama
(Boletim da Associação Cultural Sebastião da Gama: nº 2, 2006-12)

Rui Canas Gaspar conta as histórias da várzea sadi(n)a



“Esta será provavelmente a última oportunidade que teremos para salvar o pouco que ainda resta da várzea de Setúbal, ou seja, dar o devido uso aos terrenos ainda livres de betão. (...) Trata-se de terra agrícola onde, em tempos passados, existiram lindas e produtivas quintas e que presentemente se encontra parcialmente ocupada por edifícios habitacionais, de comércio ou serviços. É aqui que agora se pretende construir o maior parque verde sadino, como se de uma última e necessária fronteira entre o passado e o futuro se tratasse.” Estas são as frases iniciais do mais recente livro de Rui Canas Gaspar, A Última Fronteira - Várzea de Setúbal (Setúbal: ed. Autor, 2018), que, no sábado, vai ter apresentação pública na Biblioteca Municipal de Setúbal.
Pelas suas cerca de duas centenas e meia de páginas passa um texto introdutório assinado por Carlos Frescata, que relembra a sua intervenção em prol do ambiente em Setúbal e o papel que a sua geração teve em torno do movimento “Setúbal Verde”, e passam crónicas repletas de histórias e de memórias da várzea setubalense, que foi povoada por quintas, experiências e vidas agrícolas, um espaço a fazer a ligação entre a Setúbal à beira-rio e próxima do mar e a Palmela mais vocacionada para a agricultura.
Aquilo a que hoje se vai chamando “várzea” é apenas uma parte do que ela na verdade foi. Mas o crescimento da cidade foi implacável com esse território ao longo dos tempos, desde a instalação do liceu e da escola básica de 3º ciclo, dos espaços desportivos, das habitações, dos estabelecimentos comerciais, até às faixas rodoviárias. As quintas que alimentaram e sustiveram a várzea são hoje nomes de referência histórica que preenchem memórias. Neste livro, Canas Gaspar leva-nos a visitar algumas dessas quintas (da Azeda, da Azedinha, da Boa Esperança, da Inveja, da Môca, das Palmeiras, do Paraíso, de Prostes, do Quadrado, da Restaurada, da Saudade, da Varzinha); evoca histórias como as do Palácio dos Aciprestes, da tragédia do dono da Quinta do Paraíso numa escaramuça entre liberais e absolutistas, do corte de passagem junto à azinhaga de São Joaquim levado a efeito por jovens da Quercus; relembra personagens como o chefe escutista Joaquim Farinha (que chegou a encontrar-se com o astronauta Neil Armstrong) ou como Joaquim, “o último pastor da várzea”; chama traços caracterizadores de Setúbal como a produção de laranja e os respectivos licor e doce, como as memórias ligadas à ribeira do Livramento (é, aliás, este curso de água que constitui importante pista para uma visita à várzea e às suas histórias).
No final do livro, Canas Gaspar refere ainda o que é o projecto para o futuro da várzea, um Parque Urbano em que é apontada a área de 400 mil metros quadrados, que, “para além de parque lúdico, deverá ter a importante função de defesa da cidade contra o risco de inundação” e constituirá um espaço recreativo e ambiental de elevada importância. Ainda que este projecto venha pôr fim à várzea enquanto espaço agrícola, Canas Gaspar conclui com optimismo que “a necessária e urgente obra só por si será uma lufada de ar fresco e puro, constituindo certamente a última fronteira entre o tentacular betão que paulatinamente tem vindo a impermeabilizar os solos e o verdejante campo que envolve esta linda cidade localizada estrategicamente entre o verde e o azul, uma terra que cada vez mais pessoas escolhem para viver.”
A Última Fronteira - Várzea de Setúbalé um livro que se lê com agrado, ao ritmo da crónica, apontando como máxima pretensão uma viagem pela identidade através de uma viagem no tempo e também a consciência que todos devemos ter quanto ao papel que a Natureza para si reivindica e que passa pelas condições para que a vida seja mais equilibrada.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Para a agenda: Conhecer o Bairro de Troino, em Setúbal



O Centro de Cidadania Activa vai levar os interessados a conhecerem o Bairro de Troino, uma zona da cidade de Setúbal que cresceu fora das muralhas. Património e identidade serão etiquetas fortes nesta acção que lembrará "História e Estórias do Troino" em dois momentos: em 9 de Abril, numa "Conversa sobre o Bairro" (às 16h00); em 13 de Abril, num passeio guiado (às 10h00), a partir da Rua João Eloy do Amaral. Para a agenda!

quarta-feira, 21 de março de 2018

Dia Mundial da Poesia - A poesia em sete reflexões


“Todo o poema - por mais dramático, áspero, dissonante... - infiltra-nos pelos poros a música, e o silêncio, do rumor de fonte da Harmonia.” (José Fernandes Fafe. Curriculum Vitae. S/L: Editorial Fragmentos, 1993)

“O poema / (…) / são palavras que caem, abatidas pela vida, / e que esperam por nós para se erguerem, / como se a música assim pudesse permanecer.” (Luís Filipe Castro Mendes. “Rater. Rater encore. Rater mieux”. Outro Ulisses regressa a casa. Col. “Poesia Inédita Portuguesa”, 149. Lisboa: Assírio & Alvim, 2016)

“A grande poesia é aquela que, de repente nos oferece um mundo, no qual a vivência deste se altera em cores e dimensões não sonhadas. É a criação de um outro mundo que se acrescenta realmente ao nosso mundo visível. É isso e não os versos que são muito bonitos.” (Eduardo Lourenço, entrevista a Carlos Vaz Marques. Ler. Lisboa: Fundação Círculo de Leitores, nº 72, Setembro.2008)

“A poesia é a linguagem segundo a qual deus escreveu o mundo.” (Valter Hugo Mãe. A Desumanização. 7ª ed. Porto: Porto Editora, 2016)

“A poesia nasce como os rios / e as pessoas / as avenidas / e o mar // Porque a poesia vive em tudo / e em tudo se confunde / com o sonho.” (Costa Andrade. “A voz da terra”. Terra de acácias rubras. Lisboa: União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa - UCCLA, 2014)

“As pessoas lêem poesia porque fazem parte da raça humana e a raça humana arde de paixão! Medicina, direito, a banca… Estas coisas são necessárias à vida. Mas poesia, romance, amor, beleza? São estas coisas que nos mantêm vivos! (...) Se toda a gente fosse poeta, o planeta morreria à fome! Mas a poesia tem de existir, e nós temos de reparar nela, reconhecê-la na mais ínfima, na mais insignificante das coisas, ou teremos perdido e deixado passar muito do que a vida tem para nos oferecer.” (N. H. Kleinbaum. O Clube dos Poetas Mortos. Col. “Os Livros do Cinema”, 4. Lisboa: “Diário de Notícias”, 2004)

“Toda a verdadeira poesia é um frémito diante do mistério ou da injustiça; um pressentimento do que está ou devia estar para além da apreensão imediata, da complexidade vibrante das coisas e do tempo, de tudo o que a ciência e a filosofia procuram depois de desvendar e resolver.” (José Rodrigues Miguéis. É Proibido Apontar. 2ª ed. Lisboa: Estampa, 1984)

Águas de Moura: Sobreiro "Assobiador" é "árvore do ano"



O sobreiro conhecido como “Assobiador”, em Águas de Moura, no concelho de Palmela, mereceu hoje o título de “Tree of the Year”, depois de uma votação do público que o tornou vencedor com 26606 votos, seguido dos ulmeiros ancestrais de Cabeza Buey (Badajoz, Espanha), com 22323 escolhas, e do carvalho ancião da floresta de Belgorod (Dubovskoye, na Federação Russa), com 21884 indicações.
Na página da organização, que pode ser lida aqui, a história do “Assobiador” é assim contada: “O Assobiador deve o nome ao som originado pelas inúmeras aves que pousam nos seus ramos. Plantado em 1783 em Águas de Moura, este sobreiro já foi descortiçado mais de vinte vezes. Além do contributo para a indústria, é impossível quantificar o seu impacto na manutenção do ecossistema e no combate ao aquecimento global. Com 234 anos, o Assobiador está classificado como ‘Árvore de Interesse Público’ desde 1988 e inscrito no Livro de Recordes do Guinness como ‘o maior sobreiro do mundo’!”

segunda-feira, 19 de março de 2018

Para a agenda: Dia Nacional dos Centros Históricos mostra patrimónios desaparecidos em Setúbal


O Dia Nacional dos Centros Históricos é pretexto para, em Setúbal, serem descobertos os "patrimónios desaparecidos" através de um percurso pedestre a partir da Fonte do Sapal, na Praça Teófilo Braga, curiosamente uma fonte que não nasceu ali, mas para ali foi deslocada desde a actual Praça de Bocage.
Vai ser no dia 28 de Março e exige inscrição prévia (no Museu de Setúbal), pois há limitação no número de participantes. Para a agenda!

Para a agenda: Dia Mundial da Poesia em Setúbal com maratona poética e mais...



Entre as 09h30 e as 23h00 de 21 de Março, Setúbal vai celebrar o Dia Mundial da Poesia num programa bem preenchido, o da "VIII Maratona da Poesia de Setúbal". Apresentação de livros (de Alexandrina Pereira e de Dina Barco), sessões de leitura de poemas, evocação de Bocage (com José Nobre), música (com Manuel Guerra) e uma conferência sobre Miguel Torga (com José Cymbron e Eugénio Lisboa), eis um programa a convidar.


A celebração do Dia Mundial da Poesia vai também ser acontecimento no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS), em sessão prevista para as 21h30, com a presença de Sara Loureiro e António Marrachinho, que dirão poemas, e com uma mini-Feira do livro de poesia.
Para a agenda, inevitavelmente!

sexta-feira, 16 de março de 2018

Para a agenda: Jiru Taniguchi a ver em Setúbal



Desenhos de Jiru Taniguchi para O Homem que Passa podem ser vistos em Setúbal a partir de 17 de Março, pelas 16h30, no espaço A Mar Setúbal (Av. Luísa Todi, 73)., numa parceria com Edições Devir. Para a agenda!

Para a agenda: Paul Auster apresentado em Setúbal



Paul Auster chega a Setúbal através da edição bilingue de Espaços em Branco / White Spaces (tradução de Maria da Conceição Sendas), com moderação de leitura de José Teófilo Duarte. Na Casa d'Avenida, em 17 de Março, pelas 17h30. Para a agenda!

domingo, 11 de março de 2018

Bocage: A primeira edição em livro em italiano




Intitula-se Importuna Ragione e é uma antologia de 40 poemas bocagianos (Bergamo: Edizioni Lemma Press, 2017). O título é tomado do primeiro verso do soneto “Importuna Razão, não me persigas” e o conjunto de poemas resulta de escolha de Daniel Pires na obra editada em e-book Da Inquietude à Transgressão: Eis Bocage (Biblioteca Nacional de Portugal, 2016).
Daniel Pires, estudioso e divulgador da obra de Bocage e diretor do Centro de Estudos Bocageanos, é também autor do prefácio, em que considera ser a poesia o “elemento vital do quotidiano de Bocage”, poeta que cultivou uma pluralidade de géneros e se assumiu como revolucionário, sendo “autenticidade e originalidade dois atributos” do poeta setubalense.
A antologia está dividida em dez partes: “Poemas autobiográficos” (cinco textos, em que não falta o “Magro, occhi azzurri, faccia scura”), “Poemas líricos” (quatro, aí constando o soneto que dá título ao livro), “Poemas de intervenção política” (seis, incluindo o soneto “Libertà, dove sei? Chi ti trattiene?”), “Poemas de intervenção social” (quatro), “Poemas do cárcere” (quatro), “Poemas eróticos” (quatro), “Poemas satíricos” (três), “As sete partidas do mundo” (quatro, com o inesquecível “Io mi assento da te, mio patrio Sado”), “A religião” (três) e “Doença e morte” (três).
Ada Milani teve a seu cargo uma nota biográfica sobre o poeta, bem como a tradução, que pretendeu ser coerente não só nas linhas de sentido, mas também no plano da sonoridade, do ritmo, da rima e do espírito. A obra contém ainda um texto posfacial devido a Vincenzo Russo, que considera Bocage “um poeta de transição, um poeta em trânsito”, afirmando, a propósito da designação de “pré-romântico” normalmente associada ao poeta sadino, tratar-se de uma “etiqueta” que permite “encontrar na obra de Bocage mais elementos do ‘novo’ que do ‘velho’”, assim salientando o carácter inovador da poesia bocagiana.