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domingo, 1 de janeiro de 2017

Efemérides de 2017 com muitas datas a assinalar



Bom 2017, em primeiro lugar!
O ano de 2017 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, mas aquilo que pode ser assinalado neste ano em virtude das datas “redondas” é muito, como se pode ver:
800 anos (1217) - criação do primeiro convento dominicano em Portugal (Montejunto, Alenquer);
750 anos (1267) - Tratado de Badajoz (Castela renuncia à posse do Algarve, em 16 de Fevereiro);
550 anos (1467) - nascimento de Erasmo de Roterdão (28 de Outubro);
500 anos (1517) - provável primeira representação de Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; nascimento de Francisco de Holanda (6 de Setembro) e do padre jesuíta Manuel da Nóbrega (18 de Outubro);
450 anos (1567) - publicação da Crónica de D. João II, de Damião de Góis;
400 anos (1617) - decapitação dos missionários portugueses João Baptista Machado (jesuíta) e Pedro Assunção (franciscano) no Japão (22 de Maio)
300 anos (1717) - 1ª reunião da futura Academia Real da História Portuguesa (Dezembro de 1717)
200 anos (1817) - fundação dos Maristas; morte de Gomes Freire de Andrade (18 de Outubro) e de Madame de Staël (14 de Julho); nascimento do lexicógrafo Pierre Larousse (23 de Outubro);
150 anos (1867) - abolição da pena de morte em Portugal para crimes civis, extinção da roda de enjeitados; Alexander Bell estabelece a primeira ligação telefónica (10 de Março); criação da Polícia Cívica, actual PSP (2 de Julho); Nobel faz a primeira demonstração da dinamite numa pedreira (14 de Julho); nascimento de Raul Brandão (12 de Março), de António Nobre (16 de Agosto), de Camilo Pessanha (7 de Setembro) e de Marie Curie (7 de Novembro);
100 anos (1917) - aparições de Nossa Senhora em Fátima (13 de Maio); Revolução Russa de Outubro (7 de Novembro); partida do Corpo Expedicionário Português (CEP) para a Flandres (embarque do primeiro contingente em 26 de Janeiro), em que se integrou o 3º Batalhão do Regimento de Infantaria 11 de Setúbal; nascimento de Nat King Cole (17 de Março), de Ella Fitzgerald (25 de Abril), de John Kennedy (29 de Maio), de Josué Montello (21 de Agosto), de Óscar Lopes (2 de Outubro), de Júlio Resende (23 de Outubro), de Romeu Correia (17 de Novembro) e de António José Saraiva (31 de Dezembro); morte de Manuel de Arriaga (5 de Março), de António Gonçalves Curado (4 de Abril), de Luís Zamenhof, criador do esperanto (14 de Abril), de Hermenegildo Capelo (4 de Maio), de António Feijó (20 de Junho), de Edgar Degas (27 de Setembro), de Auguste Rodin (17 de Novembro), de Emile Durkheim (15 de Novembro) e de Sidónio Pais (8 de Dezembro); publicação de Cantos, de Ezra Pound; primeira utilização do termo “surrealistas” por Guillaume Apollinaire (para qualificar os cenários e roupagens feitos por Picasso para o bailado “Parade”);
50 anos (1967) - assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz (17 de Maio); morte de Palmira Bastos (10 de Maio) e de “Che” Guevara (9 de Outubro).
E, tendo-se já referido duas efemérides em que a região de Setúbal pode estar envolvida (os centenários da participação do CEP na Flandres, no âmbito da I Grande Guerra, e do nascimento de Romeu Correia), mais algumas dessas datas “redondas” se entroncam com Setúbal neste 2017, como sejam:
600 anos (1417) - D. João II visita Setúbal (23 de Julho);
450 anos (1567) - morte de D. Gonçalo Pinheiro (14 de Novembro), setubalense, bispo de Viseu, participante no Concílio de Trento;
200 anos (1817) - nascimento de João Carlos de Almeida Carvalho, coleccionador de histórias e factos de Setúbal e construtor de um arquivo inesquecível para a história local sadina (5 de Março)
150 anos (1867) - primeira actuação da Sociedade Filarmónica Capricho Setubalense (22 de Novembro);
100 anos (1917) - fundação do União Futebol Comércio e Indústria (24 de Junho); nascimento de Ricardo Correia (7 de Janeiro), dirigente associativo e autor de história local;
70 anos (1947) - publicação da segunda obra de Sebastião da Gama, Cabo da Boa Esperança (Dezembro).
(actualizado em 7 de Fevereiro)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

5 de Outubro, Dia Mundial do Professor

Em Portugal, a data corre o risco de ser esquecida ou, pelo menos, minimizada, por coincidir com o feriado da implantação da República, sobretudo neste ano de centenário. No entanto, ela consta nos dias comemorativos e merece mensagem assinada conjuntamente pela UNESCO, UNICEF, PNUD, OIT e IE. Reproduzem-se excertos da mensagem deste ano, que pode ser lida na íntegra aqui. O tema escolhido para 2010 é sintomático: "A reconstrução passa pelos professores". E não se está a falar apenas desta crise com que nos vamos anestesiando, mas com aquelas que há muito doem na pele, tenham elas a origem que tiverem e aconteçam onde acontecerem - aqui, ao pé da porta, mas também longe -, e que têm tido a formação humana dos professores.
"En cette Journée mondiale des enseignants, nous leur rendons à tous homage pour la formation déterminante qu’ils apportent aux enfants et pour leur contribution décisive au développement social, économique et intellectuel des nations. Les enseignants sont des vecteurs de changement, eux qui donnent l’impulsion nécessaire à l’émergence de collectivités instruites. (…)
Les enseignants assurent la continuité tout en apportant du réconfort, à la fois pendant et après les catastrophes naturelles et d’autres crises. En redonnant espoir en l’avenir et en restaurant un cadre structuré et un sentiment de normalité, ils aident à atténuer les effets des conflits, des catastrophes et des déplacements de population. Ils apportent un appui psychosocial indispensable, apaisant les enfants et les jeunes traumatisés par des scènes d’une extrême violence ou par la destruction de leur maison et la perte de membres de leur famille. (…)
Catalyseur de la croissance humaine et du développement, l’éducation constituera un levier déterminant pour la réalisation des Objectifs du Millénaire pour le développement (OMD) et de ceux de l’Éducation pour tous (EPT). Mais sans un nombre suffisant d’enseignants bien formés et motivés, nous risquons de ne pas tenir la promesse faite il y a 10 ans aux enfants et aux jeunes du monde entier lors du Forum mondial sur l’éducation : en effet, les enseignants sont au coeur même du système éducatif. (…)
La qualité de la formation des enseignants est tout aussi importante. Des professeurs bien formés et correctement rémunérés sont plus à même d’offrir un bom enseignement et de promouvoir activement les valeurs civiques, la paix et le dialogue interculturel. Nous prions donc instamment les gouvernements de continuer à investir dans des politiques et des programmes viables en matière de formation, de recrutement et de maintien en fonction des enseignants, afin que ces derniers restent en poste et évoluent au sein de la profession. Dans le même temps, nous exhortons les partenaires de développement à apporter leur appui aux gouvernements, en particulier ceux de pays en développement, qui sont déterminés à investir dans la formation des enseignants.
Nous demandons aussi que plus d’efforts soient consentis et que davantage de structures de dialogue social soient mises en place pour que les enseignants aient voix au chapitre au moment où les décisions sont prises, par l’entremise de leurs organisations démocratiquement élues. Si les enseignants n’apportent aucune contribution aux réformes éducatives, il y a peu de chances que l’ensemble dês objectifs des programmes de reconstruction soient atteints."

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O 1º de Abril, as mentiras e o calendário

Século Ilustrado: nº 484, 12.Abril.1947, pg. 25

sábado, 20 de dezembro de 2008

Hoje, no "Correio de Setúbal"

Diário da Auto-Estima – 92
Escola – As recentes negociações entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical pautaram-se pela desconfiança. E, enquanto tal, tiveram o resultado que mereciam: o peso da irredutibilidade, da obstinação e da teimosia, com resultado de empate. Era esperado mais de parte a parte – pelo respeito que deveriam merecer a Escola, a sociedade, os alunos e os professores. A presença no(s) poder(es) não pode ser a justificação para todos os fins. E a verdade, como disse recentemente Licínio Lima, é que, em educação, a pedagogia foi substituída pela economia. A semelhança está apenas na rima. É quase certo que, no futuro, ambas vão perder por causa desta confusão. Mas todos perderemos muito mais do que elas. Se me estiver a enganar, ficarei feliz…
Deputados – Haverá ainda algo para dizer sobre aquela cena maquiavélica que se passou na Assembleia da República quanto à presença ou ausência de deputados, voltada a notar porque uma votação que parecia ser escaldante volveu votação vencida? Haverá ainda algo a dizer sobre a sugestão de que a sexta-feira fosse libertada do trabalho dos deputados? Não podemos estar a ver o trabalho no Parlamento como uma coisa de somenos, como algo que soa a jogo combinado. Que interesse terão os cidadãos em aproximar-se dos políticos se as políticas andam distantes, se as aprovações parlamentares mais fazem lembrar estratégias do que convicções? E o pior é que o sistema se reproduz – quantas vezes se vê, em sessões públicas, alguns dos intervenientes a sair da sala no momento das votações, só para que o seu nome não lhes esteja associado? Creio que não é para isto que se vota…
Sebastião da Gama – O poeta da Arrábida tem um estudo que merecia e que já aqui sugeri na última crónica. Sebastião da Gama - Milagre de vida em busca do Eterno é o título de que se fala, devido a Alexandre Santos. Linguagem acessível (apesar de ser um trabalho académico), com dose quanto baste de registos biográficos que ilustram o passeio pela obra publicada. Uma chave para entender a escrita e o sonho do poeta de Azeitão, deambulando pela sua poesia e pelo seu Diário, na busca da alegria de viver e na construção de um caminho de amor feito. E fica a convicção de que o poeta, o homem e o pedagogo funcionavam em conjunto, num todo, numa forma poética de ser vida. E também a de que Sebastião da Gama ultrapassa em muito o interesse eventualmente apenas regional, antes sendo uma expressão importante da cultura portuguesa do seu tempo. A ler, obrigatoriamente.
2009 – O ano que está a chegar tem números redondos para gostos plurais. Eis algumas hipóteses de trabalho com a memória: 900 anos do nascimento de Afonso Henriques, 250 anos da morte de Bernardo Gomes de Brito, 200 anos do nascimento de José Estêvão, 150 anos do nascimento de António Feijó, centenário do nascimento de Soeiro Pereira Gomes, de António Pedro e de Adolfo Simões Muller, 90 anos do nascimento de Ricardo Alberty, 60 anos da morte de António Aleixo e 50 anos das mortes de António Botto e de Gago Coutinho. No que à região de Setúbal respeita, as oportunidades de celebrar a vida, a cultura e a memória são também algumas: 390 anos da morte de Frei Agostinho da Cruz, 200 anos da morte do Morgado de Setúbal, 150 anos do nascimento do Padre Cruz e de João Vaz, 80 anos do nascimento de José Afonso, 35 anos da morte de Celestino Alves e de Antoine Velge e, finalmente, 60 anos sobre o início da escrita do Diário de Sebastião da Gama.
Votos – Boas Festas é o desejo inevitável nesta quadra, que gostaria de transmitir a todos os leitores, ainda que sabendo que a realidade dos tempos é difícil. Seja com o calor do presépio, seja com o ritmo comercial e global do Pai Natal, votos de Boas Festas, pois! E também de um 2009 que seja o melhor possível!