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domingo, 1 de maio de 2011

No Dia da Mãe [com a ajuda da poesia de José Simões Dias]


Às Mães

Sacrário de amizades,
Do amor cofre adorável,
Num álbum reverdescem as saudades
Do tempo que passou irrevogável!

Tudo nele é precioso, até um nome,
Se esse nome é de alguém,
Mas o álbum melhor, mais amorável,
O que afectos somente em si contém,
É aquele que o tempo não consome,
- Um coração de mãe!

José Simões Dias (1844-1899)
in: Albano Martins. A Mãe na Poesia Portuguesa. Lisboa: Público, 2006, p. 129.

domingo, 3 de maio de 2009

Dia da Mãe

Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…

Sebastião da Gama, 07-03-1945
Serra Mãe (1945)