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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Carlos Fiolhais e o monstro

MONSTRO – «A palavra "monstro" para designar o Ministério da Educação é muito anterior ao mandato dos actuais ocupantes da 5 de Outubro. (…) Mas o problema é que pouco mudou nos últimos tempos: o monstro continua monstruoso, com DRE, despachos, circulares, grelhas, etc. A pseudo-avaliação burocrática de professores que ele pretende impor a todo o país provém de uma velha e enorme máquina, que já devia ter sido esboroada. Parafraseando Kafka, burocrata é alguém "que escreve um documento de dez mil palavras e lhe chama sumário". E os "sumários" não cessam de jorrar... (…)»
ENSINAR – «(…) Os professores, que, na sua esmagadora maioria, marcharam em protesto em dois fins-de-semana sucessivos (num com e no outro sem sindicatos) pelas ruas de Lisboa, vieram dizer uma coisa muito simples: querem ensinar sem o monstruoso sufoco de que são vítimas. De facto, ensinar é o que sabem e gostam de fazer e é, aliás, o que é preciso que eles façam. O ministério devia querer isso deles, mas a palavra parece banida do seu vocabulário. Se ele quisesse ensino, então precisaria mesmo deles, pois não há, obviamente, ensino sem professores. (…)»
GOVERNO E SINDICATOS – «(…) O Governo tem todo o direito de combater os sindicatos. Mas já não tem o direito de confundir os sindicatos com os professores e de agredir indiscriminadamente os segundos descarregando a sua raiva aos primeiros. Governo e sindicatos são dois monstros em luta pelo poder e nem professores nem alunos deviam ser vítimas dessa luta. (…)»
VITÓRIA DAS ESCOLAS – «(…) A Escola Infanta D. Maria, em Coimbra, que é a melhor escola pública de acordo com os rankings dos exames do 12.º ano, já decidiu suspender o processo de avaliação para não se degradar. Se todas as escolas seguissem esse exemplo, o actual impasse poderia cessar com a vitória das escolas e do ensino, e não dos sindicatos. (…)»
Carlos Fiolhais. "O monstro da 5 de Outubro". Público, hoje

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Entre o futebol e a educação, onde está o país?

O professor Carlos Fiolhais assina hoje uma interessante crónica no Público (para ler, clicar sobre a imagem). Depois do espectáculo em que foi transformada uma viagem de autocarro ou a saída para um aeroporto, depois desta contínua imagem de que o país é um imenso relvado e todos são adeptos, depois de se ver que tudo o que está para lá do futebol parece um imenso deserto... teimo em pensar que estas imagens que a televisão e outros media nos estão a dar não são reais e fazem parte da ficção, da distracção (des)necessária... E não se pense que não quero que a selecção lusa ganhe; quero, pois. Mas também acho que deve haver discernimento. Mas também acho que tomar a festa (em) que alguns vão vivendo por uma festa colectiva é uma falsidade, talvez para ser arranjado um alibi.
Quando o artigo do professor Carlos Fiolhais chega ao fim, a gente percebe o que é valorizado no país em que estamos...