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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Para a agenda: Para uma história do teatro em Setúbal



Há uma história do teatro em Setúbal? É claro que sim e já vem desde longe. Em 20 de Junho, uma fatia dessa história vai passar pelo Arquivo Distrital de Setúbal no colóquio "O Teatro em Setúbal - Artistas, Agentes e Espaços do Séc. XVIII". Um dia de comunicações, por onde passarão os contributos de Glória Santos, Anísio Franco, Mart Brites Rosa, Daniel Pires, Victor Eleutério, Licínio Rodrigues Ferreira, José Camões, Paulo Roberto Masseran e Heitor Pato. Uma história que vai desde o espaço sadino até ao Cabo Espichel. A não perder. Para a agenda!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Para a agenda: Carlos Sargedas e Cabo Espichel



Carlos Sargedas vem falar / mostrar o Cabo Espichel  por que há muito pugna. Livro,  filme, intervenção cívica, iniciativas culturais... vários têm sido os suportes e recursos que este sesimbrense tem usado para chamar a atenção sobre a identidade local, com o Cabo Espichel e a Arrábida à mistura... Em 30 de Setembro, pelas 21h30, na sede do Parque Natural da Arrábida (Praça da República, Setúbal). Para a agenda!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Para a agenda - Carlos Sargedas e o Cabo Espichel, em Setúbal


A associação Synapsis traz a Setúbal o Cabo Espichel por um dos seus mais empenhados defensores - Carlos Sargedas, autor de fotografias, de livros, de ideias, em torno do Espichel. Integrado no programa "Sextas de Arte e Ciência", o título do encontro não esconde a dose de mistério e de afecto - "Cabo Espichel - Em terras de um mundo perdido". A descobrir! Para a agenda!

domingo, 21 de setembro de 2014

Para a agenda - O Cabo Espichel que Carlos Sargedas quer mostrar



O Cabo Espichel é assunto na “Revista” do Público de hoje pela mão de Alexandra Prado Coelho, sob o título “Cabo Espichel: Conseguimos salvar o fim do mundo?”
São quatro páginas em que se entrelaçam histórias do Cabo Espichel com a história de um dos seus mais lídimos promotores dos tempos mais recentes, o fotógrafo Carlos Sargedas, de Sesimbra. A justificação é a apresentação do filme Cabo Espichel – Em terras de um mundo perdido, de Sargedas, com música de Miguel Valadares, a ocorrer na semana que agora começa, em Sesimbra.
Espaço que alberga histórias, memórias e lendas fantásticas, a oscilarem entre a espiritualidade, a devoção, a lenda, a festa, o luxo e a paisagem, o Cabo Espichel mantém algo do que é comum designar-se como “finisterra”, ao mesmo tempo que parece desaproveitado, mesmo esquecido. A tentativa de Carlos Sargedas é a força da arte e de uma voz apenas comprometida com a defesa e com a descoberta do património – é que, como refere no final da pequena reportagem, aquele espaço é excelente para filmar e deve ser conhecido, porque ““temos tudo aqui, batalhas navais, vikings, invasões francesas, túmulos, segredos, uma imagem de origem desconhecida, pegadas de dinossauros. Agora, o cinema faz o resto.”
O Cabo Espichel, Sesimbra e a Arrábida foram já motivo de um trabalho fotográfico de Carlos Sargedas, publicado em edição de autor, sob o título de Vertigem Azul, em, 2006.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Quando o sol se põe para as bandas do Cabo Espichel...



A propósito do postal colocado ontem, contendo uma fotografia feita no Cabo Espichel por uma visitante viguense, o amigo Quaresma Rosa fez-me chegar duas imagens do pôr do sol no mesmo sítio. Aqui as deixo, porque valem a pena.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cabo Espichel em fotografia premiada pelo "El País"



Carolina Guimerans Arce é galega, de Vigo, e visitante de Portugal, destacando no nosso país a visita à Arrábida. Foi exactamente a passagem pela região arrabidina que lhe proporcionou o prémio de fotografia El País / Aguilar, ao ter retratado Lola, sua filha, no Cabo Espichel, num espectáculo de entardecer.
A notícia pode ser lida aqui e aqui.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Cabo Espichel pelo olhar de José Arsénio

O fascínio da paisagem do Cabo Espichel no seu quê de encontro com o horizonte, de envolvimento místico, de abrupto final de terra que se confronta com o mar, de sítio histórico e religioso, pode ser visto nas fotografias de José Arsénio, editadas no terceiro volume da colecção “Patrimónios” que a autarquia sesimbrense tem a seu cargo (Cabo Espichel. Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra, 2008)
A publicação mostra e conta o sítio a partir de vários ângulos, com a ajuda de uma objectiva que se intromete no tempo e na história, num jogo entre os longes e o perto, entre a distância do tempo e actualidade. Paralelamente, corre o texto (devido a Luís Jorge Gonçalves, Anabela Santos e Paulo Sá Caetano), que conta histórias vividas no Cabo, sobretudo de cunho religioso: desde a lenda do aparecimento da imagem de Nossa Senhora (séc. XV) até à construção do santuário da Senhora do Cabo (séc. XVIII), com passagem pelas Casas dos Círios; desde o patrocínio que a este encontro deram reis e populares até às marcas pictóricas e arquitectónicas da arte que faz viver o sítio e contar a história; desde os cómodos proporcionados aos romeiros pela “mãe-d’água” (séc. XVIII) até ao recinto festivo, onde o profano convivia com o peregrinar da fé; desde a ponta que, do lado do mar, anuncia a Arrábida até à importância arqueológica do local, não esquecendo os registos de dinossauros.
O leitor pode acompanhar a evocação do lugar, seja pelas imagens apelativas (dos espaços exteriores ou do interior do santuário, com destaque para as reproduções do seu tecto), seja pelas notícias históricas que, em breves apontamentos, vão sendo dadas, havendo mesmo a possibilidade de acompanhar a romagem que aqui fez o príncipe herdeiro D. João em 1784, seja pela forma de contar a história desde o aparecimento da imagem até à construção do santuário que o conjunto azulejar da Ermida da Memória permite. É uma memória, um olhar sobre o presente o passado, na contemplação do tempo, da paisagem e da história.

sábado, 12 de julho de 2008

Farol do Cabo Espichel em selo

Os faróis voltaram a ser tema numa emissão filatélica dos CTT (em circulação desde 19 de Junho), depois de, em 1987, já o terem sido a partir de desenhos de Maluda. Desta vez, a série é constituída por doze selos, com outros tantos faróis portugueses, sendo 10 do Continente (Montedor, Leça, Penedo da Saudade, Esposende, Santa Marta, Cabo Espichel, Cabo da Roca, Bugio, Cabo Sardão e Cabo de São Vicente), um da Madeira (Ponta do Pargo) e outro dos Açores (Arnel), em desenhos do atelier Acácio Santos / Hélder Soares.
O farol do Cabo Espichel, na zona de Sesimbra, tem construção datada de 1790, com reformulações várias ao longo dos séculos XIX e XX. Com uma altura de 32 metros, o farol tem um alcance de 26 milhas. Em escrito de 1872, Francisco Maria Pereira da Silva apresentou-o desta forma: “A luz deste farol é fixa e branca produzida por dezassete candeeiros de Argand com reflectores parabólicos, distribuídos na respectiva árvore em três ordens horizontais, formando um sector iluminado de 260º, com seis candeeiros na primeira ordem, cinco na segunda e seis na terceira, tendo um alcance de 13 milhas. A lanterna que abriga o aparelho tem 6,80 m de altura com seis faces de 1,30 m cada uma de largo. A cúpula tem uma chaminé no vértice que dá suficiente tiragem ao fumo; mas faltam-lhe em roda tubos para a ventilação e não tem pára-raios. O edifício em que assenta a lanterna é uma torre hexagonal formada de três corpos construídos de grossas paredes de alvenaria (…) A altura de todo o edifício, desde a base da torre até ao vértice da lanterna, é de 30,7 metros. (…) Para o serviço deste farol há só um faroleiro, que tem um homem a quem paga para o coadjuvar, o que bem mostra a necessidade de haver ali mais outro faroleiro para se alternarem naquele serviço, principalmente de noite.”
Na pagela que acompanha esta série, escreve J. Teixeira de Aguilar [também ele autor de uma obra como Onde a terra acaba – História dos faróis portugueses (Pandora, 2005)] que, “diferentemente do que sucede com os mareantes, que neles vêem sobretudo uma ajuda à navegação, os faróis são para o observador desinteressado ou ocasional uma fonte de mistério, que facilmente convoca toda a espécie de mitos e lendas”. Com efeito, o viajante sabe que onde há um farol há uma paisagem para deslumbrar, seja por aquela noção de que se chegou ao fim de uma linha, seja porque a costa se apresenta agressiva na sua natureza, seja porque a nossa imaginação se refugia na solidão e no silêncio deste ponto em que a terra acaba… O Cabo Espichel e o seu farol já foram, de resto, cenário privilegiado para uma história de mistério destinada ao público juvenil, quando Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada resolveram escrever Uma aventura na falésia (Lisboa: Caminho, 1983). Suscitando a aventura ou o mistério ou não, continua Aguilar, “a verdade é que se trata de construções humanas, cuja vida foi desde o início votada a preservar a de quem anda no mar – ontem por necessidade apenas, hoje também por prazer.”

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Cabo Espichel - Recuperação do espaço

Do Público de hoje: "A zona envolvente do santuário do cabo Espichel vai começar a ser requalificada durante o corrente ano, informou a Câmara de Sesimbra. A recuperação dos espaços edificados permitirá a instalação de serviços e promoção de actividades que sirvam de atracção de visitantes ao longo do ano, mas a autarquia considera que o projecto terá de contar com apoios do Estado e de parceiros privados. Segundo um comunicado camarário, a doação ao município de uma parcela de terreno com 41.042 metros quadrados, por um conhecido promotor imobiliário da região, 'criou as condições para a dinamização devários investimentos durante os próximos anos' no santuário. A cedência, assegura um porta-voz municipal, não envolveu 'qualquer contrapartida'. (…) O programa base de intervenção prevê a criação de estacionamento, em cerca de um hectare, para libertar o terreiro em frente à igreja de viaturas, reservando o espaço para utilização pedonal; a reabilitação da zona da mãe-d'água; o tratamento do santuário, com a instalação de um pavimento que evite a poeira actualmente levantada pelo vento, e o aumento da segurança, com uma vedação no acesso à falésia. Estão ainda previstas infra-estruturas de telecomunicações e de saneamento básico. O abastecimento de água e recolha de esgotos deverá ser assegurado através de colaboração a estabelecer entre a autarquia e a Simarsul. A recuperação do património edificado, classificado como imóvel de interesse público, visa criar actividades que possam servir de atracção durante todo o ano. (…) A igreja e as duas alas de hospedaria remontam ao século XVIII, a partir da quatrocentista Ermida da Memória. O conjunto monumental, dedicado ao culto de Nossa Senhora do Cabo, entrou em declínio na transição dos séculos XIX e XX."
[fotos: área monumental do Cabo Espichel, em torno do santuário da Senhora do Cabo, na actualidade; desenho da fachada do santuário, de 1973, na igreja da Senhora da Rocha, em Queijas]