Bocage e o humor, no blog "As minhas ilustrações"
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Segunda carta de Eugénio Lisboa - desta vez "aos governantes de Portugal"
Eugénio Lisboa reincidiu nos destinatários de mais uma carta aberta, ontem publicada por Eduardo Pitta no blogue "Da Literatura". Cáustico (como só se pode ser neste tempo), irónico (como só se pode ser neste tempo), lúcido (como se precisa de ser neste tempo), Eugénio Lisboa recorre a Swift (sécs. XVII-XVIII), o criador de Gulliver, que cita abundantemente, para incentivar os governantes na prossecução dos cortes. Na sequência da carta que já ontem aqui mencionei, vale a pena ler esta segunda... não tão cheia de ensinamentos quanto a primeira, mas demolidora. Cáustica, irónica e lucidamente demolidora!
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Eugénio Lisboa escreve carta aberta ao Primeiro-Ministro
Corre na net uma carta aberta dirigida ao Primeiro-Ministro português, subscrita por Eugénio Lisboa. É um documento a ler - pela qualidade literária, é certo; mas, sobretudo, por essa transmissão que resulta do saber ("de experiência feito"), da sensibilidade, da cultura, da humanidade e também pela ausência de todas essas referências neste período que nos vai invadindo.
Muitos de nós subscreveríamos aquela carta, independentemente dos efeitos de Cronos; muitos de nós aplaudimos o gesto de Eugénio Lisboa, que partilhou o sentir, num acto de cidadania e de verticalidade, sem as amarras justificadas pelas globalizações, venham elas de onde vierem.
É comovente a carta. Vale a pena lermos e vale a pena comovermo-nos.
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terça-feira, 3 de julho de 2012
Memória: Jorge Figueira de Sousa (1931-2012)
Não conheci Jorge Figueira de Sousa pessoalmente.
Conheci a obra dele, no âmbito do que é ser livreiro, através de pessoas amigas.
Participei na “Carta de Gentes do Livro”, em Novembro passado, quando o blogue
Encontro Livreiro promoveu uma homenagem ao livreiro madeirense, por dever de
leitor, assinando a homenagem e levando outros a que o fizessem também.
Esperava tê-lo visto homenageado neste 10 de Junho,
mesmo porque a carta assinada em Novembro apelava a instâncias e a figuras como
o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. Essa distinção no Dia de
Portugal não aconteceu. Agora, o livreiro partiu. Qualquer homenagem póstuma
será oportuna, mas podia ter tido mais oportunidade há uns tempos atrás. De
resto, a revista Ler (Lisboa:
Fundação Círculo de Leitores), no seu último número, de Julho (nº 115), que não
sei se ainda chegou ao conhecimento de Figueira de Sousa, lamentava a falta
cometida no seu barómetro “Sobe & Desce” – “Homenagem – Apesar do
abaixo-assinado, o livreiro da Esperança não foi distinguido no 10 de Junho.
Devia.”
Umas páginas adiante, na mesma edição, Sara Figueiredo
Costa faz reportagem sobre o livreiro do Funchal em pouco mais de duas páginas
sob o título “O negócio dos Figueira de Sousa”, chamando a atenção para a “maior
livraria de Portugal”, na rua dos Ferreiros, fundada em 1886, que redescobriu a
originalidade de expor os livros mostrando-lhes a capa, não só das novidades,
mas também das existências nos fundos bibliográficos, o que permite aos
leitores (re)descobertas importantes.
Conheço várias pessoas que por esta livraria
passa(ra)m, que ali começaram a formar as suas bibliotecas, que ali acorrem
sempre que se deslocam ao Funchal. Todas me falam desse poder mágico, dessa
energia que brota dos livros e que arrebata e faz leitores. Um sucesso devido
também a Jorge Figueira de Sousa.
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