domingo, 17 de junho de 2012

Marchas Populares de Setúbal 2012 (7) - Núcleo de Bicross de Setúbal


O Núcleo Bicross de Setúbal recordou as águas furtadas dos bairros tradicionais de Setúbal, ambiente de trabalho e de histórias de amor.
Refrão: “Da minha janela / ouço o assobiar / é o rapaz namoradeiro / com o seu jeito de andar / vem todo gingão / o moço solteiro / com sua boininha ao lado / sempre alegre e matreiro / aqui do teu bairro / eu quero levar / a moça namoradeira / para comigo dançar / tem nas lindas mãos / dom de bordadeira / na noite de São João / canta e dança a noite inteira.”



Marchas Populares de Setúbal 2012 (6) - União Desportiva e Recreativa das Pontes


A União Desportiva e Recreativa das Pontes seleccionou para tema da sua marcha a história da tourada em Setúbal, tomando como referência a criação da praça de touros Carlos Relvas em 1889.
Refrão: “Setúbal vaidosa / coloca uma rosa / no teu penteado / as saias aos folhos / realçam os teus olhos / e o xaile encarnado / o povo acena / e dentro da arena / já vai começar / a festa bravia / com muita alegria / que nos faz gritar / olé olé olé olé.”



Marchas Populares de Setúbal 2012 (5) - Centro Cultural e Desportivo de Brejos de Azeitão

O Centro Cultural e Desportivo de Brejos de Azeitão procurou tema histórico relacionado com D. Afonso V e com a sua jornada em África, já que, para esse feito, navios houve que partiram de Setúbal.

Refrão: “Quando esta marcha passa / grita o povo e com razão / quando esta marcha passa / grita o povo: é Azeitão / quando a caravela desce / na avenida garrida / quando a caravela desce / diz o povo: é destemida / quando a caravela passa / grita o povo e com razão / quando a caravela passa / diz o povo por chalaça: / é destemida é Azeitão.”


Marchas Populares de Setúbal 2012 (4) - Grupo Desportivo Independente


O Grupo Desportivo Independente tomou para tema a personificação da cidade sadina, chamando-lhe “Setúbal Maria, Maria do Mar”.
Refrão: “Ai ai Setúbal / és mulher varina / cidade sadina / rainha do mar / ai ai Setúbal / quem te descobriu / bem juntinho ao rio / jura cá voltar / ai ai Setúbal / cidade orgulhosa / de gente formosa / que diz a cantar / meu grande amor / varina peixeira / mulher verdadeira / Setúbal Maria / Maria do Mar.”


Marchas Populares de Setúbal 2012 (3) - Associação de Moradores do Bairro da Anunciada


O tema da marcha da Associação de Moradores do Bairro da Anunciada contempla o ambiente das peixeiras e pescadores que diariamente convive com o quadro do Sado e da Arrábida, alicerçado numa história do pescador Manel com a peixeira Maria.
Refrão: “Vejam quem passa / garrida e altaneira / com ar de graça / bem ladina a peixeira / de mão na anca / grita pró seu Manel: / Meu amor tu vai pró mar / eu cá te serei fiel!/ Vejam quem passa / d’arquinho e balão / com ar de graça / o pescador que é gingão / de voz erguida / grita prá sua Maria: / Meu amor eu vou de noite / mas venho dar-te um bom dia!”


Marchas Populares de Setúbal 2012 (2) - Núcleo Recreativo e Desportivo Ídolos da Praça


O tema da marcha do Núcleo Recreativo e Desportivo Ídolos da Praça está relacionado com a vivência em torno dos festejos dos santos populares pelas populações dos bairros, lembrando antigas ruas da cidade que se enfeitavam para receber a festa.
Refrão: “Venham todos ver passar / esta marcha popular / os beijos são as cantigas / pra despertar emoções / traz a luz de mil balões / nos olhos das raparigas / na noite de S. João / bate forte o coração / vamos lá cantar até ser dia / toda a gente vai bailar / com os Ídolos a cantar / viva a festa, haja alegria.”



Marchas Populares de Setúbal 2012 (1) - Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense

O tema da marcha da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense é a evocação do ambiente romântico da época em que a associação foi fundada - Abril de 1882, num evento de rua em que as raparigas puseram perpétuas na lapela da farda dos músicos.
Refrão: "Ó Azeitão / aqui vais tu a mostrar / numa canção / esta história de encantar / tens orgulhosa / Filarmónica na aldeia / és preciosa / quando a arte se enleia / bem animada / tocas tangos, tocas valsas / e na arruada / São João quer ver as moças / deixas no ar / um perfume a manjerico / e vais marchar / daqui para o bailarico."




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entre o dia "não" e o futebol que nos cega...


Não sou propriamente um adepto da Selecção Nacional na medida em que também não sou um adepto do futebol. Acompanho estas competições na medida do possível e o possível é pouco.
Vi o primeiro jogo de Portugal (com a Alemanha), mas não vi o jogo de ontem (de Portugal com a Dinamarca). Fui acompanhando o resultado porque me iam noticiando os golos por sms. Não tenho, pois, opinião sobre o jogo.
Hoje, na rádio, ouvi intervenções do público ouvinte sobre o jogo de ontem; ouvi também os títulos das primeiras páginas dos jornais. E, de facto, Camões tinha razão, muita razão, ao ter começado a sua obra maior – Os Lusíadas – com a glória dos portugueses e ao acabá-la com a palavra “inveja”, evolução (!) que ilustra bem, ainda hoje, o que é esta nossa maneira de ser…
A Selecção Nacional merece ser apoiada, incentivada e até criticada; não merece ser insultada. Os jogadores, colectiva ou individualmente, merecem ser apoiados, incentivados e até criticados; não merecem ser insultados. Muitas das vozes que hoje ouvi invectivaram Cristiano Ronaldo com frases próximas do insulto pelo dia de azar que terá tido no jogo de ontem. Se, no próximo jogo, Ronaldo for um bom marcador, as mesmas vozes cantarão hinos de glória ao atleta madeirense. Ou, pela mesquinhez, continuarão a dizer mal, porque o dever dele é… porque lhe pagam para…, etc., etc. Não gostava de ver toda esta gente de palavra desbocada em dia “não”!
Cristiano Ronaldo, como os seus companheiros, merece o nosso apoio, o nosso entendimento humano. Uns e outros têm dado alegrias em momentos diversos aos adeptos. Não se está sempre na mó de cima, todos o sabemos. Porque é que só aceitamos esta verdade para nós e não para os outros?
É este espírito mesquinho, de raiva e de ódio (frequentemente), que nos mata. E que me leva a não nutrir paixão pelo futebol. Mas a Selecção Nacional, pelos altos e baixos que tem tido, merece o meu aplauso. Mesmo sabendo que ganhar o campeonato pode ter a configuração da utopia…

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mia Couto - cinco excertos sobre a língua portuguesa (que nos une)


Na edição da revista Tempo Livre deste mês (Lisboa: Fundação Inatel, nº 238, Junho de 2012), é publicada entrevista de Mia Couto a Humberto Lopes em que são abordadas questões da literatura, da lusofonia, de Moçambique, do acordo ortográfico e da identidade. Aqui registo alguns excertos.
CPLP – “Qualquer organização que junta países que estão tão distantes tem que enfrentar [um] processo [que] tem que ser olhado com verdade. O que me faz aflição é que há quem pense que ela já está criada… E ainda não está, tem que nascer… Falta nascer no sentido em que essas organizações têm que nascer várias vezes… e têm que estar no lugar certo. Por exemplo, acontece qualquer coisa na Guiné ou em qualquer um desses países da comunidade e tem que se perceber como é que ela é útil e que conquistou um lugar.”
Países de língua portuguesa – “Esses países têm uma expressão diversa, são países que, sendo de língua portuguesa, têm outras línguas, têm outras maneiras de respirar e de pensar que têm de ser consideradas de forma inclusiva, que não se podem marginalizar. E isso significa pensar de todas as maneiras possíveis, económica, etc… Como fazer dicionários, como fazer trocas em que estas línguas falem realmente com o português, dialoguem com o português para que qualquer cidadão destes países possa saltitar entre as duas línguas, a materna e a língua portuguesa.”
Acordo Ortográfico – “O Acordo Ortográfico mexe com uma coisa tão pequenina, mexe com a ortografia, e a minha reinvenção não se opera exactamente aí… É um acordo que unifica tão pouco que não me parece que seja motivo para eu me preocupar… Acho que foi pena, sim, não se ter discutido coisas que eram bem mais importantes, como aquilo que são os nossos laços culturais e as distâncias das políticas culturais.”
Escrever – “As explicações que eu dou sobre as razões por que é que eu escrevo são sempre inventadas. E eu estou sempre a pensar em coisas novas porque não só uma explicação, há várias explicações disso que é a apetência de eu escrever, de criar e de fazer poesia. Mas eu acho que eu sou um escritor do território da poesia, essa é a minha casa. A prosa é uma viagem que eu faço para voltar, para sair de casa e voltar a casa.”
Linguagem – “A linguagem não serve só para descrever o mundo. A linguagem deve ter também uma função de o criar, uma vez que o mundo é sempre o resultado de um olhar, e de um olhar que é muito pessoal, que é sempre uma obra de reinvenção.”

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Para a agenda - literatura de viagens sobre a região de Setúbal no séc. XVIII


A região de Setúbal, Palmela e Azeitão vista por estrangeiros na época de Bocage. Um trabalho organizado por Daniel Pires, em edição do Centro de Estudos Bocageanos. Um encontro connosco e com a identidade, através do olhar de estrangeiros que nos conheceram e ajudam a conhecer...
No sábado, 16 de Junho, na Biblioteca Municipal de Setúbal, pelas 16h00. Um convite para mais uma presença. Para uso próprio e para passar aos amigos...