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sexta-feira, 14 de junho de 2024

LASA publica álbum com as 17 mais antigas fotografias de Setúbal

 


Um álbum com 17 fotografias captadas em Setúbal em 1867 vai ser apresentado pela LASA - Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão hoje, 14 de Junho, pelas 21h00, na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal.

As fotografias, da autoria de Antero Frederico Ferreira de Seabra da Mota e Silva (1821-1883), nascido em Pombal, militar no Batalhão de Caçadores 1 em Setúbal, foram conservadas num álbum que integra o acervo da Biblioteca Pública Municipal de Setúbal desde, pelo menos, 1930, conforme registo de Arronches Junqueiro, bibliotecário nessa época.

O mais vasto conjunto destas fotografias de que havia conhecimento, propriedade particular, compreende 12 reproduções e, dada a sua raridade e importância para a história da fotografia em Portugal, foi classificado “bem de interesse nacional” pelo Decreto 2/2015, de 14 de Janeiro, depois de ter sido encontrado num sótão em Lisboa, num edifício que iria ser sujeito a obras. Cinco anos depois, em investigação na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, o historiador local Diogo Ferreira confrontou-se com um exemplar do conjunto das fotografias de Antero de Seabra, com maior quantidade de fotografias do que as que estão classificadas - 17, em vez das 12 conhecidas. Tal “descoberta” levou ao estudo destas peças e intenção da LASA na publicação da obra, visando a divulgação do património cultural.

Preocupação do fotógrafo, já habituado a retratar outros pontos do país, foi a de registar espaços de Setúbal relacionados com a paisagem e com o património, tendo legado impressionante testemunho do que eram a cidade e seus arredores na segunda metade do século XIX, sendo possibilitado ver ao observador os paços do concelho, diversas igrejas, o gasómetro, vários panoramas da cidade e dos arrabaldes, numa preferência do fotógrafo pela fotografia panorâmica, documentos que nos permitem hoje olhar a configuração e a evolução da cidade.

A edição da LASA reproduz em fac-símile o álbum que é pertença da Biblioteca, em trabalho de um exemplar cuidado no pormenor. A anteceder as reproduções fotográficas, Francisco Borba, Diogo Ferreira e António Cunha Bento assinam textos sobre a importância destes documentos para a história da fotografia, sobre o contexto histórico e social de Setúbal na década de 1860 e sobre o percurso biográfico e artístico de Antero de Seabra.

O “Álbum Fotográfico”, de Antero de Seabra, em edição da LASA, permite, assim, uma retrospectiva sobre o que foi a cidade em 1867.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Camões e Bocage, com a Biblioteca Municipal de Setúbal, em colecção de livros que são "ex-libris"



Doze livros integram a colecção “Ex-Libris - Tesouros das Bibliotecas de Portugal” que o jornal Público começará a distribuir amanhã, a ritmo quinzenal, até 11 de Fevereiro, em edições facsimiladas.

Não deixa de ser interessante que a colecção se inicie com Camões e feche com Bocage, os dois maiores sonetistas portugueses, um e outro unidos por várias circunstâncias da vida e da escrita. O primeiro título, Rimas, de Camões, é impresso a partir do exemplar pertencente à Biblioteca D. Manuel II do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, publicado em 1595; o último título, Rimas, de Bocage, reproduz o exemplar existente na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, datado de 1799.

Entre estes dois títulos, há lugar para obras de Fernão de Oliveira, Francisco Álvares, Manuel Alegre ou Francisco de Holanda.


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Para a agenda: Poesia erótica do tempo de Bocage



A antologia Poesia Erótica do Tempo de Bocage, organizada por António Galrinho, vai ser apresentada sexta feira, 29 de Setembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Setúbal.
No dizer do organizador, esta obra é uma “pequena mas elucidativa compilação de poesia de cariz erótico e brejeiro, portuguesa e brasileira, produzida na época do grande poeta setubalense” e reúne os poemas apresentados no 1.º Encontro Maior de Poesia Erótica que decorreu na Sociedade Musical Capricho Setubalense.
Para dizer os poemas estão convidados Américo Pereira e Rui Lino. Para a agenda!

sábado, 5 de agosto de 2017

Pelo sonho é que vamos... - poema entre um marcador e muitas outras histórias


A Biblioteca Pública Municipal de Setúbal procedeu à edição de um marcador de livros sóbrio e discreto que reproduz na face um aspecto do edifício onde a mesma se localiza e, no verso, divulga o poema “O Sonho”, de Sebastião da Gama, sobre fundo verde, que é a cor da parede exterior desta casa dos livros.
É sempre bom ver este poema a circular, quer porque se tornou num dos textos icónicos do poeta azeitonense, quer porque a sua mensagem é vasta como a vida. Sobre este texto, sabia que...
... o poema “O sonho” (mais conhecido pelo seu primeiro verso - “Pelo sonho é que vamos”) teve a sua primeira publicação no jornal O Distrito de Setúbal, em 17 de Setembro de 1951 (nº 3, pg. 8)?
... deste mesmo poema há duas interpretações musicais - a primeira, do grupo “Moby Dick” (constituído por João Gil, Artur Costa e Alexandre Cortez) no álbum Moby Dick, publicado em 1991, e a segunda devida a Salvador Peres, do grupo setubalense “e-Vox”, editada no álbum Pelo Sonho é que Vamos em 2012?
... este poema mereceu, pelo menos, três interpretações em cd que incluíram poemas de Sebastião da Gama - por Victor de Sousa, no álbum “Pelo Sonho é que Vamos” (Ruquisom, 2000); por Afonso Dias, na colectânea “Poesia de Cabo Verde e Sete Poemas de Sebastião da Gama” (Media XXI, 2007); pela setubalense Clementina Pereira, na antologia “Meu Caminho é por mim fora” (Associação Cultural Sebastião da Gama, 2009)?
... este poema aparece em inúmeras antologias de poesia portuguesa, em variadíssimos manuais escolares, e que o seu primeiro verso foi adaptado para títulos de livros como Pela Prática é que Vamos (manual de Português de 7º e de 8º anos, Edições ASA, 1987 e 1988) ou como Pelo Sonho não vamos lá mas o povo fá-lo-á quando tomar o poder (de Martinho Marques, publicado em 1976), além de ter sido o título dado ao primeiro livro póstumo de Sebastião da Gama, publicado em 1953?
... o primeiro verso deste poema tem servido para justificar decisões e opiniões nas mais diversas áreas, por vezes ligeiramente alterado, como podemos ver nos títulos dos artigos de José Eduardo Lemos (director da Escola Secundária Eça de Queirós à época) sobre autonomia escolar “Pela autonomia é que vamos” (Expresso, 2014-11-22)  e de Pedro Dominguinhos (Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal à data) sobre desenvolvimento regional “Pela cooperação é que vamos” (Sem Mais – suplemento “500 maiores empresas do distrito de Setúbal”. Setúbal: 2014-12-06, pg 14), além de recentemente ter sido inspiração para a Juventude Comunista Portuguesa nos murais em que anunciou o seu 11º congresso (que aconteceu em 1 e 2 de Abril) com o lema “Conquistar o Presente, Construir o Futuro - É pela Luta que Lá Vamos”?
... “Pelo Sonho é que Vamos” é também o título de uma tela pintada por Eduardo Carqueijeiro e Nuno David, durante um concerto em 15 de Outubro de 2011, que os autores ofereceram à Associação Cultural Sebastião da Gama?
... este poema está gravado em suporte acrílico no espaço exterior da Escola Secundária Antero de Quental, nos Açores, e que a pastelaria S. Julião o insere na embalagem do seu apreciado bolo “D. Filipe”?
... Sebastião da Gama escreveu este poema em 1 de Setembro de 1951 e o dedicou “à memória de Francisco Bugalho”?