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domingo, 1 de agosto de 2021

Parabéns, pelo sucesso e pelo exemplo!

 


Parabéns para Patrícia Mamona (n. 1988), Jorge Fonseca (n. 1992) e Neemias Queta (n. 1999)! Pelo sucesso, claro! Mas sobretudo pelo que representam - a persistência, o trabalho, a confiança. Exemplos!

Pela partilha, os êxitos deles são também para sentirmos. Obrigado.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Da (não) reprovação

O leitor Santana-Maia Leonardo tem uma carta divulgada no Público de hoje sobre a questão das reprovações no ensino básico. A questão é pertinente, sobretudo depois de se ter passado um período de discussão sobre facilitismos em exames, sobre avaliações para o sucesso ou para a estatística, sobre necessidade ou não de haver alunos que reprovam, sobre o mal-estar que tudo isto junto gera.
As propostas de avaliação feitas por um docente valem a apreciação sobre o andamento do estudante na respectiva disciplina, aí incluindo as atitudes e os saberes que são inerentes à mesma. Um Conselho de Turma aprova as propostas, muitas vezes com discussão e daí sai uma avaliação para o aluno. Se o aluno reprova ou não, essa deveria ser uma questão de política – como o é, de facto, uma vez que não é o Conselho de Turma nem a escola quem define o número de notas positivas necessário para um aluno progredir, assim como não decide o contrário. O princípio de que um aluno reprova com dois níveis abaixo de 3 tem o mesmo valor que aquele que defende que o aluno reprova com quatro níveis inferiores a 3 ou que o aluno não reprova nunca. Questão de números e de imagens forçadas, apenas, sobretudo numa sociedade em que o sucesso se mede na fronteira entre o 2 e o 3, com todos os problemas daí advenientes, como sejam o de ser pouco valorizado o esforço e o trabalho ou o de fazer tudo pelo mínimo!...
Daí que me pareça sensata a proposta do leitor do Público: “se os alunos não reprovassem, as classificações atribuídas pelos professores poderiam reflectir o verdadeiro nível atingido pelo aluno a cada disciplina, permitindo dessa forma a qualquer pessoa (aluno, pai, professor, analista, empregador, ministra, etc.) interpretar os resultados, tomar medidas e extrair daí as consequências. Neste caso, se um aluno quisesse terminar a escolaridade obrigatória com nível três, não lhe bastava ficar sentado no seu lugar à espera que o tempo passasse, teria de trabalhar e de se esforçar para isso, caso contrário terminava com nível um. Além disso, isso valorizava e credibilizava, inevitavelmente, os certificados de habilitações, evitava que os repetentes se amontoassem nas turmas à espera da sua hora de passar sem fazer nada e permitiria à ministra e à escola encaminhar e apoiar os alunos com nível um e dois, com vista à sua recuperação.
Sempre estaríamos num caminho que chamava mais a atenção para o empenhamento de todos (e de cada um), aí incluindo estudantes, famílias, escolas, aí incluindo a sociedade, que, como se sabe, não gosta de ser tabelada por baixo!

domingo, 12 de outubro de 2008

Marçal Grilo e algumas amarguras na educação

A propósito da Futurália (Feira da Juventude, Qualificação e Emprego), que vai ter lugar em Lisboa entre 10 e 13 de Dezembro, Marçal Grilo, que preside à Comissão Consultiva do evento, teve entrevista publicada no Expresso de ontem, no suplemento “Emprego”.
Respondendo à questão sobre as áreas que lhe causam maior preocupação no panorama educativo, disse: “Preocupam-me alguns currículos nos cursos de formação de professores. Devíamos ter uma componente, designadamente para os professores dos primeiros anos de escolaridade, com maior incidência na componente científica. Além disso, verifica-se também um grande afastamento em áreas como a Matemática, as Ciências e as Tecnologias. E esta é uma matéria muito sensível porque temos alguns desencontros estruturais a este nível. Precisamos de mais gente nas áreas de tecnologia, ciências e engenharia. Preocupa-me também a atitude que muitos compatriotas têm em relação à escola. Eles não olham para a escola como algo que possa ser relevante para o futuro dos seus filhos, como um instrumento de aprendizagem, mas mais no sentido de a ultrapassar. Preocupam-se sobretudo que os miúdos passem e não tanto com o que eles sabem. Confesso que me inquieta também uma certa deterioração das relações entre os vários parceiros. Já o disse publicamente e faço votos para que este clima não regresse, pois isso reflecte-se no ambiente vivido nas escolas e quem sai prejudicado são as crianças e os jovens.”
Mais adiante, falando sobre o sucesso, essa palavra mágica que parece resolver todos os problemas do universo e que parece ser o único objectivo a atingir pela sociedade, considerou o ex-Ministro da Educação: “É preciso também perceber o que se pretende com o sucesso nas escolas. Para mim, o sucesso traduz-se nos alunos saberem mais, terem maior consciência das suas capacidades e uma atitude diferente perante o mundo e a sociedade.” O facto de 60% da população portuguesa ter o máximo de seis anos de escolaridade mereceu-lhe o seguinte comentário: “Isso é uma falha terrível que não fomos capazes de equacionar depois do 25 de Abril. A minha geração vai ficar aqui com um peso na consciência por não ter sido capaz de motivar os jovens para a educação. Houve muita euforia mas faltou isto. Não é admissível que tenhamos estas taxas de insucesso e de abandono escolar.”

domingo, 29 de junho de 2008

Intervalo (9)

Acabadinha de receber esta história...
FÁBULA SOBRE OS OUTROS E O SUCESSO
Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia, ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e atazanou-o até conseguir comprá-lo. Um mês depois, o cavalo adoeceu e ele chamou o veterinário:
- Bem, o seu cavalo está com uma virose; é preciso tomar este medicamento durante 3 dias. No terceiro dia, eu regressarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Ali perto, o porco escutava a conversa toda... No dia seguinte, deram o medicamento ao cavalo e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:
- Força, amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!
No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse:
- Vamos lá, amigo, levanta-te, senão vais morrer! Vamos lá, eu ajudo-te alevantar... Upa!Um,dois, três!
No terceiro dia, deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:
- É agora ou nunca... Levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá... Fantástico! Corre, corre mais!Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!
Então, de repente, o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para comemorar, vamos matar o porco!!!
Reflexão: Isto acontece com frequência no ambiente de trabalho e na vida também. Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso, por isso... saber viver sem ser reconhecido é uma arte. Se, algum dia, alguém te disser que o teu trabalho não é de um profissional, lembra-te: "Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais construíram o Titanic". Procura ser uma pessoa de valor, em vez de uma pessoa de sucesso.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

De pequenino se torce... o sucesso

No Diário de Notícias de hoje, Pedro Lomba faz crónica sobre o sucesso. Trago para aqui o final, porque contém um desafio: é que o sucesso... nem sempre é o que parece!
"(...) O sucesso não é condição suficiente para se ser uma "pessoa de sucesso". "As pessoas de sucesso" falam um código próprio, usam uma linguagem reconhecível, demonstram uma atitude. Para sermos reconhecidos como "pessoas de sucesso", precisamos de conviver com outras "pessoas de sucesso". A primeira decisão de uma "pessoa de sucesso" é livrar-se de todos os desgraçados à sua volta. Depois, "a pessoa de sucesso" fala abundantemente do seu sucesso, de como o merece e de como nada do que lhe aconteceu foi por acaso. E, muito importante, sempre que pode, "a pessoa de sucesso" escancara na cara dos outros esse estatuto. São um perigo estas "pessoas de sucesso". Uma má influência para as crianças que podem querer nos seus sonhos ser uma "pessoa de sucesso". Vivem em pose permanente. Desprezam quem presumem abaixo deles.
O psicanalista britânico Adam Philips escreveu uma vez, no seu estilo obscuro, que o "sucesso na terapia pode significar falhanço na universidade". O que acho que isto quer dizer é que as "pessoas de sucesso" numas áreas podem ser "pessoas de insucesso" noutras e que a sua satisfação, por isso, acaba por ser fútil e compensatória. E que estamos sempre tão perto do falhanço em tudo o que fazemos que devíamos pensar que o sucesso, por melhor que seja, não é bem o que parece."
E anda a gente a ouvir falar sobre sucesso todos os dias e a ser empurrada para o sucesso, como se isso fosse a coisa mais maravilhosa do mundo, como se todos tivéssemos que nos vergar ao dito deus!...