terça-feira, 17 de outubro de 2017
Carlos Silveira: uma lente sobre as Festas da Agonia, em Viana do Castelo
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Para a agenda - Festas da Agonia, em Viana do Castelo
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Viana do Castelo e a Grande Guerra
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Para a agenda - Cinema etnográfico em Viana do Castelo
terça-feira, 11 de junho de 2013
Para a agenda - Feira Medieval em Viana do Castelo
quarta-feira, 18 de julho de 2012
"Por este rio acima...", no Lima
terça-feira, 29 de maio de 2012
Memórias de António Manuel Couto Viana em conversa com Ricardo de Saavedra
António Manuel Couto Viana (1923-2010), nome para sempre ligado à poesia portuguesa e ao teatro, foi exímio memorialista dos outros, servindo-se de uma prodigiosa memória para contar sobre poetas e autores, lidos e conhecidos, sobre épocas e personagens que no seu caminho se cruzaram. Pena seria que a sua vida extremamente preenchida não desse origem a um volume de memórias, contando o seu trajecto sempre diversificado, absolutamente dominado por uma dinâmica que nunca lhe permitiu a paragem na escrita, tendo mesmo, na fase final da sua vida (a partir de 2004), encetado o caminho do conto. É assim de saudar o aparecimento da obra assinada por Ricardo de Saavedra, intitulada António Manuel Couto Viana – Memorial do coração (Conversa a quatro mãos), recentemente editada (Lisboa: Quetzal Editores, 2012).
quarta-feira, 6 de julho de 2011
António Manuel Couto Viana - "Tens Visto o Antão? (Contos Pícaros e Outros Não)"

sexta-feira, 2 de abril de 2010
Amorosa: um lugar com 100 anos
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O livro Lugar da Amorosa (1911-1952-2008) – Ontem e hoje, de Maria Alberta dos Prazeres Gomes (Póvoa de Varzim: ed. Autor, 2009), é uma incursão na história das pessoas da Amorosa (freguesia de Chafé), sobretudo no seu núcleo autóctone, responsável pela manutenção e povoamento do lugar desde que, em 1911, o casal castelense Francisco Arezes Novo e Maria da Silva Vieira, vivendo da agricultura e da pesca, ali deitaram raízes.
Este estudo é, fundamentalmente, um repositório de memórias e de referências, por onde passa também a história da ligação (e dos afectos) da autora e da sua família ao próprio local. De facto, não é por acaso que o livro surge; é sobretudo por um acto de amor – ao lugar e às pessoas, é certo; mas também a José Teiga Mano (1917-2005), marido da autora, que teve responsabilidades na edificação urbana do lugar a partir da década de 50.
Assim, este livro aparece ao leitor como uma prova de dedicação a um local de adopção, com uma história construída graças aos testemunhos da população local, à experiência e vivência da autora e às poucas fontes que ainda podem constituir o acervo documental da Amorosa.
Pelos olhos do leitor passa ainda uma viagem no tempo, que assiste à evolução do núcleo populacional, desde sítio quase incógnito até ser dormitório de Viana do Castelo, ali a meia dúzia de quilómetros, passando naturalmente pela categoria de local de segundas residências ou de férias.
É por isso que este livro é também uma reflexão da autora sobre a identidade do local e sobre as alterações (ou sobre as eventuais ameaças) a essa mesma identidade. Simultaneamente, fica um desafio aos leitores, que pode ser partilhado por quem já viveu a Amorosa ou por quem lá queira rumar: “Quem admira hoje a Amorosa? Todos os que a viram. Todos os que nela viveram, pelo menos uma manhã, uma tarde ou uma noite.”
A mim, leitor que experimentei a Amorosa na infância, que lhe acariciei as águas e em cuja areia sonhei, que respirei o cheiro do seu sargaço e me deixei envolver pela cantilena do mar e pela companhia das rochas… este livro devolveu-me também um pouco da minha história. E um melhor entendimento da razão que me leva a visitar a Amorosa de cada vez que rumo a norte, independentemente da época do ano!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A filigrana e os sinais do tempo
«Primeiras alianças 'gay' de filigrana - Aos 70 anos, o ourives Manuel Freitas é conhecido por desenhar as mais modernas peças de ourivesaria na típica filigrana portuguesa. Em terra conservadora, rendido à modernidade, o ourives minhoto acaba de lançar as primeiras alianças para casamentos homossexuais de filigrana portuguesa.Na montra da Ourivesaria Freitas, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, acabam de surgir estas alianças que ostentam o género respectivo, sejam casais homossexuais ou lésbicas.
A filigrana tradicional de séculos mostra assim a mudança de hábitos em Portugal. "Toda a gente deve ter direito a aliança. Isto é, também, uma forma de propaganda ao que de melhor temos na ourivesaria que é a filigrana portuguesa", apontou o ourives.
As alianças custam 14 euros, de prata, enquanto as de ouro podem chegar aos 300 euros. "Em Viana do Castelo sei que vai ser mais difícil vender porque é uma cidade conservadora e as pessoas não se querem expor muito. Mas há outras pessoas, de fora, que até podem vir cá comprar ou encomendar", apontou Manuel Freitas.
Como qualquer outra aliança, as de casamento homossexual podem ser feitas com pormenores e inscrições à escolha do cliente. Não fosse Freitas o "desenhador" de serviço. "A minha paixão é a filigrana e desenhar novas peças, sempre inspiradas na nossa cultura. "
O anel que simboliza o casamento entre homossexuais é mais uma prova da versatilidade do ourives, que já desenhou alianças, como as de divorciados, "encalhados" ou mesmo de cibernautas.»
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
António Manuel Couto Viana e os contos pícaros
Ora, quem passa por estes contos vai encontrar narrador na primeira pessoa, a fim de sugerir credibilidade ao contado, dando a ideia de uma certa dimensão autobiográfica. No entanto, este “eu” vai variando a sua identidade de texto para texto, nome incluído, pelo que a própria sugestão autobiográfica só pode viver na linha de experiência do narrador, logo aí deixando campo aberto para a ficção.
As histórias acontecem no período da primeira metade do século XX, remetendo para retratos sociais dessa época, e situam-se, maioritariamente, na “cidadezinha”, burgo alto-minhoto, encostado ao mar, ao rio, ao campo e à serra, que outro local não pode ser senão Viana do Castelo, geografia de que não restam dúvidas depois de se ler a dedicatória da obra de 2008 à memória de uma tia do autor, que conhecia “toda a História e todas as histórias pícaras e dramáticas da sua cidadezinha, meu berço”.
São pequenas historietas, pois, coladas ao burgo que Couto Viana recorda, mas muito fantasiadas e reconstruídas. Por elas passa uma mestria de linguagem, assente na capacidade para descrever o pormenor ou os gestos, na graça com que a acção vai sendo dada a presenciar ao leitor. Por elas transitam personagens inesquecíveis, a que estão associados feitos não menos inolvidáveis e singulares, ficando o leitor a saborear o riso despertado por criaturas como o Maluquinho dos Comboios, o Lopes, o Toninho, o Sete-Cus ou a Cló (para lembrar o último livro) ou o Macário, o Malaquias, o padre Silvério, a Carminho ou o padre Libório (se falarmos do penúltimo conjunto de contos).
Se Couto Viana já era senhor de uma obra vastamente variada, estes três títulos, num género que ainda não experimentara nas suas seis décadas de vida literária, vêm reconfirmar o autor multifacetado sobre quem Ricardo Saavedra, no prefácio que integra o mais recente título, garantiu que terá “menção na História da Literatura Portuguesa”.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Os jornais de Viana na memória
A imprensa regional vianense conta agora com uma referência de elevado interesse – a obra Publicações periódicas vianenses, de Rui Faria Viana e António José Barroso (Viana do Castelo: Câmara Municipal de Viana do Castelo, 2009), integrada na série de edições a propósito dos 750 anos do foral afonsino atribuído à cidade do Lima.Num conjunto de 640 páginas, os autores catalogaram 370 publicações por ordem alfabética (não tendo tido acesso directo a 17), “excluindo as impressas por meios não tipográficos, como as policopiadas e, até mesmo, as electrónicas”, fazendo constar em cada registo ficha técnica adequada (datas de início, responsáveis e colaboradores, conteúdos e características físicas), além de reprodução fotográfica do número mais antigo a que acederam. O período abrangido é lato, tão aberto quanto se sabe que tem sido a história do jornalismo vianense, desde 1855 (ano da criação de A Aurora do Lima) até Fevereiro de 2009 (data em que surgiu Vale do Neiva Filatélico, em Barroselas). No final da obra, surgem quatro muito úteis índices – de títulos, de responsáveis pelas publicações, geográfico e cronológico.
O maior período que houve sem o aparecimento de novas publicações foi o de 1859-1867, enquanto a maior sucessão de anos com novos títulos é a que se inicia em 1982 e vem até 2009, período de 28 anos durante os quais sempre surgiram novas publicações, havendo cinco desses anos em que nasceu apenas um novo título (1982, 1983, 1986, 1990 e 2009).
Os anos que revelaram maior número de nascimentos de títulos foram: no século XIX, o de 1892 (8); no século XX, os de 1922, 1970, 1985 e 1994 (8 títulos em cada) e 1913, 1914, 1959, 1991, 1992 e 1998 (7 por ano); mais recentemente, foram os anos de 2002 e 2004, cada um deles com 8 títulos.
A longevidade de A Aurora do Lima (saindo desde 1855, o que o torna no mais antigo título em publicação em Portugal continental) não esconde uma grande quantidade de jornais ou revistas que tiveram número único como edição – ainda no século XIX, a primeira situação aconteceu com Doris, em 1878, mas houve outros 14 títulos com igual destino; ao longo do século XX, em todas as décadas houve publicações de número único, totalizando 43; nos tempos mais próximos, os anos de 2002 e de 2003 tiveram também títulos de número único (um em cada ano). Em grande parte dos casos, estes números únicos são publicações com a finalidade de evocar efemérides ou acontecimentos sociais muito importantes (normalmente por solidariedade social), mas é curioso o paradoxo existente de uma publicação como Diário de Viana (de 1879), que não chegou a ter a periodicidade sugerida no título porque dela saiu apenas um número… Aliás, maior é o paradoxo se repararmos que, nesta história de mais de século e meio, não houve nenhum jornal diário a partir de Viana do Castelo, ainda que haja uma longa história de correspondentes de diários nacionais de referência na cidade.
Quanto aos títulos, há os que nos despertam a curiosidade, seja pelo que sugerem, seja pela originalidade: entre os primeiros, O snob (1905), A troça (1911), O peneira (1912), O gabiru (1913), O pedante (1913), Atira-le… Bernardo (1914), Zé da Gaita (1914) e O safado (1924), por exemplo; entre os segundos, refiro os casos de RTP (de 1958, publicação escolar surgida por altura do Natal, com propósito social, aproveitando o efeito do aparecimento recente da televisão em Portugal, mas identificando-se como Rápida, Total e Pronta a colaboração dos alunos para a consoada dos mais pobres), de Apolo (de 1969, jornal escolar saído em Abril, com título a propósito da proeza das 10 voltas à Lua feitas pela nave Apolo 8) e de Dar que falar (2004, aproveitando a sonoridade da expressão linguística para remeter para o ponto de origem, Darque).
Este volume Publicações periódicas vianenses é uma obra que se consulta com prazer, pelo que conta e pelo que dá a descobrir, com organização acessível e apresentação agradável, deixando no leitor a ideia de como a história local ou regional e a comunicação social se conjugam e se apoiam. Apesar de organizado alfabeticamente, este trabalho vai muito além do que é um registo enciclopédico de verbetes, quer pelo contributo que dá para o estudo da imprensa periódica, quer pelo pormenor a que desce na apresentação de cada título (orientações, tipo de conteúdos, colaboradores, mudanças na orientação, reprodução fotográfica do rosto de cada título), quer pela dificuldade na sua elaboração, uma vez que sabemos que, por se ligar à efemeridade, o jornal raramente é conservado, marca que dificulta a organização de um trabalho deste género. Aliás, os próprios autores o reconhecem ao mencionarem as bibliotecas (públicas ou particulares) que percorreram ou ao referirem as quase duas dezenas de títulos de que obtiveram referências mas que não conseguiram encontrar. Esta obra cultiva, pois, a memória local e a memória daquilo que se tem construído a partir da efemeridade, os jornais.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Dos bordados de Viana do Castelo
Hoje, no quiosque, ao ver a capa de uma revista com bordados de Viana do Castelo, senti o tempo a recuar sob a pressão da memória. Recordo as toalhas e almofadas bordadas por familiares que se usavam na casa de infância, relembro a habilidade da mãe a decorar a vermelho e a azul pedaços de linho...quarta-feira, 29 de abril de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Vale do Neiva - coleccionismo em revista
A Associação de Filatelia e Coleccionismo do Vale do Neiva, com sede em Barroselas (Viana do Castelo), existe desde o segundo semestre de 1996. Entre as diversas iniciativas que tem promovido (exposições, publicações, divulgação), chegou agora a vez do primeiro número da revista Vale do Neiva Filatélico, publicação que pretende ser semestral e que tenciona, segundo o seu presidente, Marcial Passos, regista no “Editorial”, assumir este recurso como um “espaço aberto de informação”, que apresente “a filatelia como um elemento cultural do desenvolvimento humano numa perspectiva de partilha de conhecimento e informação”.Por este número inaugural passam textos como “A telegrafia eléctrica em Portugal” (Pedro Vaz Pereira), “Curiosidades filatélicas – Correio-Andorinha” (Mota Leite), “Entrevista ao Jurado FIP Eduardo Sousa” (Núcleo Juvenil de Filatelia da Escola EB 2, 3/S de Barroselas), “Para a história do correio no Vale do Neiva – O correio em Balugães” (Mota Leite), “A 1ª Exposição Filatélica portuguesa” (Eduardo Sousa), “Coleccionando… Postais ilustrados” (José Manuel Pereira) e “Para a história da Associação” (Mota Leite). Há ainda lugar para diversos textos de carácter noticioso que lembram a recriação medieval do percurso a cavalo da mala-posta entre Barroselas e Viana do Castelo (que aconteceu em 28 de Outubro), a XX Exposição Filatélica Nacional e Inter-Regional “Viana 2008” (ocorrida entre 28 de Outubro e 2 de Novembro), entre outros eventos, sendo ainda antologiadas as emissões filatélicas nacionais do 2º semestre de 2008.
Neste número, é evidente a apresentação do coleccionismo – e da filatelia, em particular – como recurso alternativo para a ocupação dos jovens, quer pela intervenção de um núcleo filatélico da escola local, quer pela mensagem de um dos principais coleccionadores da região, com vários prémios já obtidos, Eduardo Sousa, que, em entrevista, recomenda aos jovens: “agarrem a filatelia como um meio instrutivo, como um meio educativo, de investigação, de estudo, que nos pode trazer novos conhecimentos.”
É uma publicação curiosa, a seguir com interesse, que apresenta outras facetas da história local e regional, não a desligando de factores identitários que a todos dizem respeito.
Com este número da revista, foram ainda distribuídos quatro postais, com fotografia de Olindo Maciel, a preto e branco, de uma série intitulada “Usos e costumes do Vale do Neiva” (“ida à feira”, “ida à fonte”, “lavadeira” e “o namoro”), que teve a colaboração do Grupo Folclórico S. Paulo de Barroselas.



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