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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Não há pachorra para este teatro!


Recordo-me de ter aprendido com os mais velhos que as "garotadas" eram de evitar. Sobretudo porque ninguém nos levaria a sério a partir dali; sobretudo porque não eram marca de responsabilidade e de ser adulto; sobretudo porque eram desrespeito pelos outros. Recordo-me bem, porque ouvi o termo aplicado muitas vezes a situações e a pessoas que tinham deixado muito a desejar.
A situação por que estamos a passar na política portuguesa assemelha-se a essas situações. Porque ninguém percebe (?). Porque não podemos acreditar. Porque não nos respeitam. Porque fomos "enganados" com promessas de horizontes de esperança e agora se esquecem os sacrifícios que foram pedidos, os sacrifícios que têm sido sofridos, valentemente sofridos.
Há políticos que deveriam ter vergonha do que têm feito e não mais se deveriam apresentar como pretensas soluções (que não são, nunca foram, não sabem ser). Indignação, sim, porque temos sido gozados, porque à nossa custa nos têm culpado do que não fizemos (nunca fizemos), porque à nossa custa têm esbanjado tempo, dinheiro, paciência, recursos, respeito.
Não há pachorra para este teatro (sem ofensa à arte)!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ora aí estão os bons exemplos...

Vários deputados do PS fecharam com força os seus computadores em protesto contra as explicações do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, sobre a natureza de serviço público daqueles computadores.
A notícia está na edição online do Público. Com atitudes destas, o que pode uma escola fazer para dizer que não é assim que se deve proceder? A gente vai andando e vai vendo que muitas das atitudes que atropelam o relacionamento social, inclusive nas escolas, têm uma origem: os exemplos. Se uma fatia do nosso Parlamento trata assim o Presidente da AR (que até é da área política dessa fatia) e trata assim um equipamento que é público, como se há-de exigir na escola que o respeito seja um valor, que a discordância não implique falta de respeito e que o equipamento deva ser tratado com respeito porque é pago e usado por todos?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Então o senhor o que faz?"

Numa pausa da montagem dos móveis, o homem perguntou-me: “então o senhor o que faz?” Disse-lhe que sou professor. E, na sua apreciação de quem trabalha com móveis, fazendo-os, e de quem vê e ouve o que se passa, observou: “Deve ser bonito! Mas, hoje, nota-se muita falta de respeito pelos professores… Isto foi um processo a crescer. Tem-se dado cabo do sentido da autoridade… E daí até à falta de respeito na sociedade ou até à sociedade que não se respeita a si mesma… é um passo!” Fiquei a ouvir. “É pena que os professores tenham sido desrespeitados…” E voltou ao trabalho. Não, não tem familiares ligados ao ensino; preocupa-se com o que vê, ouve e vive; comenta e aprecia. Ao mesmo tempo que trabalha na pequena empresa, quase exclusivamente familiar, lá para Paços de Ferreira, onde gera móveis por encomenda.

sábado, 27 de setembro de 2008

Máximas em mínimas (34)

Respeito
"Dantes, respeitava-se tanto o regedor como o cantoneiro. Hoje, quem respeita quem? Se os desejos de cada um fossem nobres e houvesse lealdade na língua, o entendimento seria bem melhor..."
José Rego. A Aurora do Lima. 24 de Setembro de 2008.