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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Máximas em mínimas (62)

Escola - "Lá fora, nos bosques, predominavam, agora, os tons vermelho e ouro e o brilhante Sol outonal refulgia. Era o melhor tempo para caçar coatis e serigueias ou para subir, de canoa, o rio Holston à procura de frutos silvestres ou nozes, e ele ali preso, no seu quarto dia de aulas! Impaciente, suspirou; mas, lembrando-se de como a mãe ficara contente com a promessa que lhe fizera, de aprender a ler e a escrever, pegou na pena de pato e inclinou-se sobre o caderno de cópia, de papel grosso. No cimo da página, estava um nome. Era o dele, escrito pelo senhor Kitchen. Mergulhando a pena no tinteiro de chifre, Davy copiou-o, com cuidado, diversas vezes."
Cidade - "Que quantidade de coisas estranhas e surpreendentes encontrava ali um rapaz criado nos bosques! Casas alinhadas e juntas umas às outras; ruas pavimentadas com godos; um grande mercado onde abundavam hortaliças, frutas e bolos; lojas e igrejas; e havia mais gente nas ruas do que árvores na floresta."
Razão - "Depois de verificares que a razão te assiste, segue para diante."
Enid Lamonte Meadowcroft. Davy Crockett (1952).

terça-feira, 26 de maio de 2009

A partir de "A porta", de José Fanha

1. “Que o mundo está todo do avesso já sabemos. Às vezes está do avesso para bem e outras para mal. Mas se resolvêssemos aparafusá-lo, deixava de rodar e isso é que não tinha graça nenhuma.”
2. “Uma pessoa só se perde se não souber para onde quer ir.”
3. “Não há que ter vergonha por chorar. Às vezes até é bom. Faz falta quando sentimos saudades de alguém, ou ouvimos uma música especial, ou estamos simplesmente tristes. Toda a gente chora ou já chorou. Mesmo os mais fortes, os mais valentes.”
4. “Há tantas coisas que nós fazemos porque sim ou porque não. Bem… Lá no fundo temos sempre uma razão, mesmo quando não sabemos qual é.”
5. “É bom que as paredes dos castelos sejam, por vezes, bem reais e sólidas, metade de pedra, metade de sonho.”
José Fanha. A porta. Alfragide: Gailivro, 2009.