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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

José Miguel, o descarregador de peixe de Setúbal, tem museu em Ferrara


A notícia vem na página 7 de O Setubalense de hoje: o descarregador de peixe setubalense José Miguel da Fonseca tem um museu em Itália, em Ferrara, onde estão reunidos o seu espólio de pintura e os estudos que sua mulher, Noelle Perez-Christiaens, fez sobre os descarregadores.


domingo, 27 de maio de 2012

Depois do prémio que Horácio deu...


Há poucas horas, a TVI apresentou curta reportagem a propósito do aluno português, António Gil, estudante na Escola Secundária Rodrigues de Freitas, que, em Itália, ganhou o concurso internacional “Certamen Horatianum”, que ocorreu em Venosa, terra natal do poeta Horácio. Interessante a sensibilidade e a humildade do jovem vencedor! Interessante a forma como ele, na reportagem, transformou o latim em língua falada, saudando e apresentando-se aos telespectadores! Jovem a felicitar, sem dúvida, sobretudo num país que se encarregou de abandonar o estudo do latim e de dar ao estudo das humanidades o pouco interesse que neste momento existe.
Justamente por estas razões é que fiquei triste com o desabafo do jovem no final da conversa: já tinha recebido felicitações de muita gente, mas do Ministério da Educação… não! Que dizer? Haverá provavelmente boas razões para que tal (não) tenha acontecido, mas aposto que se o latim se escrevesse com os pezinhos, se desse golos e tivesse gente da que aparece todos os dias a dizer coisas por vezes certas e por vezes duvidosas, se aprender latim fosse um jogo (fosse do que fosse)… não faltariam parabenizações e longas entrevistas e reportagens a propósito. Como terá registado Horácio, o patrono do concurso: “Quem não souber viver com pouco será sempre um escravo”. Ou, melhor ainda: “Nada é feliz sob todos os aspectos.”
Parabéns ao António Gil! E aos seus professores também!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

"Diário" de Sebastião da Gama editado em Itália

Sobre o Diário de Sebastião da Gama e sobre a recepção que ele tem tido, escreveu um dia Maria de Lourdes Belchior: "Este Diário se tivesse sido escrito em francês ou inglês já teria dado ao seu autor jus a ser conhecido em largos sectores do mundo da educação." (in Resendes Ventura. Papel a mais. Lisboa: Esfera do Caos, 2009, pg. 191).
De facto, a importância dada a esta obra de Sebastião da Gama tem variado ao longo dos tempos, mas mantenho que deveria ser de leitura obrigatória para professores, educadores, pais e políticos (pelo menos, os ligados à área da educação, independentemente do lugar que ocupem na política).
Por cá, isto é, por Portugal, pode haver quem goste mais de citar os pedagogos estrangeiros, dando razão a esse traço que nos caracteriza de imitarmos o que chega de fora, mesmo que o seu grau de qualidade seja inferior ao que se faz por cá... Mas outros nos descobrem, felizmente.
Pois é! Em Itália, na Università degli Studi della Tuscia, em Viterbo, uma edição de excertos do Diário vai ser apresentada publicamente, trabalho preparado por Maria Antonietta-Rossi (Frammenti di "Diario". Viterbo: Sete Città, 2010). Ver mais pormenores aqui.