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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Universidade de Coimbra e diário da viagem de Vasco da Gama - Mais dois reconhecimentos da UNESCO para Portugal



A semana que passou foi pródiga no reconhecimento de marcos de Portugal como fazendo parte da memória da Humanidade. A decisão da UNESCO em reconhecer o registo do diário da viagem de Vasco da Gama até à Índia (supostamente da autoria do cronista Álvaro Velho, propriedade da Biblioteca Pública Municipal do Porto) como documento importante para a memória do mundo e de atribuir à Universidade de Coimbra o estatuto de integrante do património mundial constituem duas marcas na importância cultural do nosso país.
Se o diário da viagem de Vasco da Gama é considerado como “um testemunho verdadeiro da forma como Vasco da Gama, à frente da sua frota, descobriu a rota marítima para a Índia”, numa aventura “sem precedentes”, e “um momento determinante que mudou o curso da História”, porque esta viagem originou “uma série de acontecimentos que viriam a transformar o mundo”, já a Universidade de Coimbra foi escolhida porque se tornou “uma referência para os outros estabelecimentos de ensino superior no mundo lusófono onde exerceu uma influência máxima na difusão do saber e da literatura”, sendo que “Coimbra surge como exemplo assinalável de cidade universitária integrada com uma tipologia urbana específica e tradições rituais e culturais próprias que foram perpetuadas”.
Um país de parabéns! Que muito ganha em preservar o seu património, a sua identidade.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Anne Frank na "Memória do Mundo"

A “Memória do Mundo”, registada pela UNESCO, vai passar a contar 193 documentos, depois de integrar a lista de 35 novos items agora divulgada. No conjunto proposto, integra-se o Diário, de Anne Frank, considerado “um dos dez livros mais lidos no mundo”.

Capa de edição portuguesa do Diário e monumento a Anne Frank (Amesterdão, junto da casa de Anne Frank)

A este propósito, registo o excerto de uma ficha de leitura sobre esta obra, elaborada pela Beatriz Crispim, aluna de 7º ano, há dois anos: «O que é mais valorizado neste livro é a amizade que ela tem pelo diário, que, no fundo, para ela não é um diário, é a sua melhor amiga. Ela escreve sempre, sem obter nenhuma resposta, mas pensa sempre que a amiga comunica com ela. Ela encontra na amiga o grande apoio para as horas mais difíceis, como esperava e como diz no início do livro: “Espero que te possa confiar tudo a ti; o que, até agora, nunca pude fazer a ninguém, e espero que venhas a ser um grande amparo para mim” (12 de Junho de 1942). (…) Gostei deste livro, porque é diferente, não é uma história inventada, mas sim uma história real, escrita por uma menina que não sabia que, um dia mais tarde, a sua história de vida viria a ser contada em todo o Mundo. Só a ler esta história ficamos conscientes do que é não poder ter liberdade e não poder crescer da mesma forma que as outras crianças, por causa da guerra e de alguém que decidiu perseguir outros só porque eram diferentes.»

Além do livro de Anne Frank, outros documentos que integram a lista agora apresentada são a “Magna Carta” («Often described as the foundation of English liberty, law and democracy, the Magna Carta’s influence endures worldwide. The critical importance of the charter lies in the fact that it imposed, for the first time, detailed written constraints on royal authority regarding taxation, feudal rights and justice. It also asserted the power of customary practice to limit unjust and arbitrary behaviour by the king and has become a symbol for freedom and democracy throughout the world.»), o poema medieval “Canção dos Nibelungos” («The Nibelungenlied, the Song of the Nibelungs, is probably the most famous heroic poem in Middle High German and can be compared to epics such as Gilgamesh, the Mahabharata, or the Heike Monogatari. It tells the story of dragon-slayer Siegfried from his childhood and marriage to Kriemhild to his murder and the subsequent story of Kriemhild's revenge, culminating in the extinction of the Burgundians or Nibelungs at the court of the Huns.») e os arquivos da Sociedade das Nações de 1919-1946 («The League of Nations was conceived in 1919 in the aftermath of World War I. Its archives bear testimony to the will to create the world’s first intergovernmental organization for peace and cooperation, which led to a fundamental change towards an “institutionalization” of international relations. These unique archives attest to the efforts of diplomats, officials and the first international civil servants to promote cooperation between nations and guarantee peace and security.»).