sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
José-António Chocolate: poesia entrelaçada de tempo
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Máximas em mínimas - Tempo
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Máximas em mínimas (98) - Afonso Cruz
Depois de ler Jesus Cristo bebia cerveja, de Afonso Cruz (Carnaxide: Santillana Editores / Editora Objectiva, 2012 – já com 3ª edição, de 2013), uma história bem contada pelo Alentejo dentro, um lote de máximas, organizadas por ordem alfabética e não pela ordem por que aparecem no livro.
domingo, 26 de maio de 2013
O que fazemos do tempo quando nos deixamos arrastar por objectivos, resultados, pressas ou o que o tempo faz de nós
domingo, 22 de abril de 2012
Máximas em mínimas (82) - André Domingues
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Máximas em mínimas (71)
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Máximas em mínimas (69)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Máximas em mínimas (67) - Dulce Maria Cardoso
Tempo – "O tempo perde importância à medida que escasseia. Quanto mais escasso menos valioso. Deve ser a única coisa que vale menos à medida que se torna mais rara."
Vida – "Quase todas as vidas dariam maus livros por causa das verdades absurdas de que se fazem.”
Reparar – "Não se repara no que se viu fazer desde sempre."
Passado – "Os passados só se tornam acessíveis se os mapas os assinalarem e se para lá houver caminhos.”
Assinatura – "A nossa letra compromete-nos quase tanto como o nosso sangue. Um nome assinado torna-nos proprietários. Ou desapossa-nos. Riscos feitos por uma mão. Riscos que não valem nada e que afinal são os que os fazem."
Livros – "Os livros oferecem-se sem escolha a todos os que os quiserem ler. E, se redimem, fazem-no de forma tão caótica e tão insondável que ninguém poderá ter nisso qualquer esperança. Talvez os livros escrevam direito por linhas tortas. Como Deus."
Dulce Maria Cardoso. "A Biblioteca". O Prazer da Leitura. Lisboa: Teodolito / FNAC, 2011, pp. 101-119.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Gonçalo M. Tavares, “Uma Viagem à Índia”, canto VII
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Gonçalo M. Tavares, “Uma Viagem à Índia”, canto V
domingo, 29 de agosto de 2010
Máximas em mínimas (64)
terça-feira, 7 de julho de 2009
Máximas em mínimas (48)
domingo, 5 de abril de 2009
Nove máximas lidas em Mia Couto
2. “Envelhecer é ser tomado pelo tempo, um modo de ser dono do corpo.” (in “O cesto”)
3. “Falar é fácil. Custa é aprender a calar.” (in “O adiado avô”)
4. “Um pobre não sonha tudo, nem sonha depressa.” (in “Meia culpa, meia própria culpa”)
5. “O homem é tão velho quanto a sua idade e a mulher é tão velha quanto parece.” (in “Na tal noite”)
6. “Diz-se que a tarde cai. Diz-se que a noite também cai. Mas eu encontro o contrário: a manhã é que cai. Por um cansaço de luz, um suicídio da sombra. (…) São três os bichos que o tempo tem: manhã, tarde e noite. A noite é quem tem asas. Mas são asas de avestruz. Porque a noite as usa fechadas, ao serviço de nada. A tarde é felina criatura. Espreguiçando, mandriosa, inventadora de sombras. A manhã, essa, é um caracol, em adolescente espiral. Sobe pelos muros, desenrodilha-se vagarosa. E tomba, no desamparo do meio-dia.” (in “A despedideira”)
7. “Os homens [atribuem] aos peixes as indecorosas ganâncias que [são] da exclusiva competência humana. [Adjectivam] a peixaria: os mandantes do crime são chamados de ‘tubarões’. Os poderosos da indecência são ‘peixe graúdo’. Os pobres executantes são o ‘peixe miúdo’. E, afinal, onde não há crime é lá dentro das águas, lá é que há a tal de propalada transparência.” (in “O peixe e o homem”)
8. “Criancice é como amor, não se desempenha sozinha. Falta[] aos pais serem filhos, juntarem-se miúdos com o miúdo. Falta[] aceitarem despir a idade, desobedecer ao tempo, esquivar-se do corpo e do juízo. Esse é o milagre que um filho oferece – nascermos em outras vidas.” (in “O Rio das Quatro Luzes”)
9. “O tempo é um fruto: na medida, amadurece; em demasia, apodrece.” (in “Uma questão de honra”)
domingo, 15 de fevereiro de 2009
OUTROS DIZERES - Daniel Sampaio e a escola a tempo inteiro
Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo. A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens. Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida. Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional.
A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo.
Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.
Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais.»
domingo, 25 de janeiro de 2009
O tempo que Galileo explica
Em certa ocasião, alguém perguntou a Galileo Galilei:quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Máximas em mínimas (32)
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Por falta de agenda

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