"Já Bocage não sou..." - Transcrição de poema no Parque dos Poetas (Oeiras)
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domingo, 10 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Setembro, mês de Bocage (04)
Evocação de Bocage, por João Antero (Oeiras, Parque dos Poetas)
Versos de Bocage na base da escultura de João Antero (Oeiras, Parque dos Poetas)
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Memória: António Ramos Rosa (1924-2013)
António Ramos Rosa, no Parque dos Poetas, em Oeiras, visto por Francisco Simões
Para lembrar Ramos Rosa, um dos mais importantes nomes da poesia portuguesa do século XX, ver também aqui.
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domingo, 8 de abril de 2012
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Questões do dia
Telemóveis: Nem imaginava que fossem tantos! Espantei-me ao ouvir nas notícias da rádio que as três operadoras de telemóveis vão ter uma lista negra de clientes, confidencial, constituída por quem não paga e tem débito a partir de 450 euros. Para começar, a lista vai ter 200 mil nomes. Feitas as contas, são, pelo menos, 90 milhões de euros em débito, para já. Acontece com isto como sucede com a facilidade de crédito. Depois, quando a cabeça não tem juízo… além daqueles que são “experts” em saltar de uma operadora para outra deixando o débito atrás de si… Espantoso!
Justiça: Há dias, falava com um amigo, munícipe em Oeiras e apoiante de Isaltino de Morais. Que não sabia se ele era ou não culpado, mas que era um óptimo candidato porque tinha sido um excelente presidente! Percebo. Mas entendo também que, nesta história de Isaltino de Morais com a Justiça, alguém fica manchado: ou Isaltino ou a Justiça. E os Portugueses precisam de poder confiar mais nos seus candidatos a autarcas, bem como necessitam de poder acreditar mais na Justiça. Sem uma coisa ou sem outra ou sem as duas em simultâneo é que não pode ser!
Justiça: Há dias, falava com um amigo, munícipe em Oeiras e apoiante de Isaltino de Morais. Que não sabia se ele era ou não culpado, mas que era um óptimo candidato porque tinha sido um excelente presidente! Percebo. Mas entendo também que, nesta história de Isaltino de Morais com a Justiça, alguém fica manchado: ou Isaltino ou a Justiça. E os Portugueses precisam de poder confiar mais nos seus candidatos a autarcas, bem como necessitam de poder acreditar mais na Justiça. Sem uma coisa ou sem outra ou sem as duas em simultâneo é que não pode ser!
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sábado, 21 de março de 2009
Em louvor da poesia, no seu dia
Em meados de Setembro de 1951, Sebastião da Gama estava no Norte de Portugal. Um dos objectivos dessa viagem, feita na companhia de Joana Luísa, sua mulher, era visitar Teixeira de Pascoaes e assim conhecê-lo, por fim, pessoalmente. Esse encontro realizou-se e é público, por testemunho publicado pelo poeta da Arrábida, que entusiasmou os dois escritores.
Chegado desse périplo nortenho, Sebastião da Gama escrevia, em 22 desse mês, uma carta a Manuel Breda Simões, director da revista Sísifo, respondendo a uma missiva chegada de Coimbra. O teor era um conjunto de respostas a quatro perguntas, que Breda Simões tinha enviado, em jeito de questionário, esclarecimentos que constariam, segundo o seu autor, numa antologia da poesia portuguesa a publicar.
A quarta (e última) pergunta era: "Que pensa da Poesia em geral e da sua própria Poesia?". Sebastião da Gama respondeu-lhe desta forma: "Minhas ideias acerca da poesia. Vide: 'Louvor da Poesia', in Campo Aberto. Será tudo? Olhe que a resposta ao nº 4 não é para posar. É que só nos versos sei o que penso da Poesia."
Sebastião da Gama já não chegou a ver as suas respostas impressas. Elas saíram no nº 4 da Sísifo, número que abria com a notícia da morte de Sebastião da Gama, entretanto ocorrida (7 de Fevereiro de 1952). Além dessa notícia e da carta de Sebastião da Gama, a revista publicava ainda o poema "Anunciação", até aí inédito (integrado no livro póstumo Pelo sonho é que vamos, publicado em 1953), e o referido "Louvor da Poesia" (que fora publicado em Campo aberto, em 1951).
Este poema ficou, então, como um testamento poético, quase. Mais recentemente, aquando da construção do Parque dos Poetas, em Oeiras, em 2003, esse poema foi escolhido para ser gravado no chão do Parque, numa das entradas, a chamar a atenção para a defesa da poesia.
Foi também esse o texto que escolhi para assinalar o Dia Mundial da Poesia que hoje se celebra.
Dá-se aos que têm sede,
não exige pureza.
Ah!, se fôssemos puros,
p'ra melhor merecê-la...
Sabe a terra, a montanhas,
caules tenros, raízes,
e no entanto desce
da floresta dos mitos.
Água tão generosa
como a gente que a bebe,
fuja dela Narciso
e quem não tenha sede.
[Foto: Parque dos Poetas, em Oeiras]
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