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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Parabéns Pedro, Jorge, Fernando & Patrícia!



Parabéns para Pedro Pichardo (n. 1993), 
Jorge Fonseca (n. 1992), Fernando Pimenta (n.1989) e Patrícia Mamona (n. 1988)!

Pelo sucesso, claro! Mas sobretudo pelo que representam - a persistência, o trabalho, a confiança e o entusiasmo. Exemplos!

E parabéns também a todos os outros que têm representado as cores de Portugal nestes últimos dias! Também lá chegaram pelas mesmas razões e com o mesmo espírito.

Obrigado pelo entusiasmo e pelo que oferecem!

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

O nosso obrigado


Parabéns para Jorge Fonseca (n. 1992), Patrícia Mamona (n. 1988), Fernando Pimenta (n.1989) e Neemias Queta (n. 1999)!

Pelo sucesso, claro! Mas sobretudo pelo que representam - a persistência, o trabalho, a confiança e o entusiasmo. Exemplos!

E parabéns também a todos os outros que têm representado as cores de Portugal nestes últimos dias! Também lá chegaram pelas mesmas razões e com o mesmo espírito.

Obrigado pela imagem que deixam!


domingo, 1 de agosto de 2021

Parabéns, pelo sucesso e pelo exemplo!

 


Parabéns para Patrícia Mamona (n. 1988), Jorge Fonseca (n. 1992) e Neemias Queta (n. 1999)! Pelo sucesso, claro! Mas sobretudo pelo que representam - a persistência, o trabalho, a confiança. Exemplos!

Pela partilha, os êxitos deles são também para sentirmos. Obrigado.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Jorge Fonseca - Setúbal entre o rio e o mar nos séculos XVI-XVII



Dividido em quatro capítulos, este Setúbal – O porto e a comunidade fluvial e marítima (1550-1650), de Jorge Fonseca (Lisboa: Edições Colibri, 2012), constitui um excelente olhar sobre o quotidiano da população setubalense, sobretudo aquela que mantinha estreita relação com o rio e com o mar, nas mais diversas funções, no período abrangido. Muito embora o título delimite uma fatia cronológica (opção que o autor justificou com o facto de existirem “abundantes fontes notariais, indispensáveis à abordagem da vertente social” que pretendia destacar), certo é que são feitas referências a muitos antecedentes, deixando este estudo em aberto um retrato das condições que iriam de alguma maneira formatar a história de Setúbal no futuro.
São cerca de 140 páginas com abundante informação, partindo do que terão sido os primórdios desta região e seu consequente desenvolvimento, partes necessárias de contextualização para uma chegada ao período em estudo. A partir daí, o leitor vai convivendo com cidadãos comuns da urbe sadina, nas suas diversas tarefas e até na sua forma de viver, perscrutando-lhes maneiras de trabalhar, relações sociais, caminhos de negócios, ambiente familiar, num quase passeio pelo quotidiano que animava a faixa ligada ao rio e ao mar.
A pesca e a repercussão que o pescado de Setúbal teve no reino e no estrangeiro (de tal forma a sardinha de Setúbal tinha procura que, desde cedo, “para que não viesse a faltar sardinha para abastecimento da população local, os pescadores eram obrigados a reservar para os moradores parte da que capturassem”), o sal sadino e o horizonte geográfico a que se estendeu a sua comercialização (tendo havido uma época de apogeu, já designada por “idade do ouro branco”, e uma consequente decadência, a partir dos fins do século XVII, por motivos concorrenciais desde o estrangeiro), o valor e diversidade das transacções comerciais por via flúvio-marítima (aí entrando as madeiras, o vinho, as pedras de mó, o açúcar, o tráfico negreiro), a possibilidade que o mar e o rio ofereciam como forma de circulação (de tropas, de degredados, de comerciantes) ou actividades como a moagem e a construção naval constituíram razões fortes para intensas permutas, grandes viagens e para que o porto de Setúbal fosse “um dos mais activos e rentáveis do reino”, de tal forma que, em 1527, “o seu Almoxarifado era o segundo do país, abrigando uma das maiores comunidades humanas dedicadas às actividades marítimas”.
Tão intensa actividade não era feita sem o elemento humano, que merece assinalável destaque nesta pesquisa de Jorge Fonseca, seja do ponto de vista das relações sociais, não esquecendo as trocas culturais e as chegadas e partidas nos caminhos das migrações, seja da perspectiva das formas de viver, aí se incluindo informações como as das características das habitações, as relações familiares, a estrutura social, a vida espiritual, o associativismo, a propriedade e marcas demonstrativas da existência de uma sociedade “interessada na sua coesão, mas também na reprodução do modelo hierárquico”, responsável também pela “expansão e estruturação do próprio aglomerado urbano”.
É um livro útil, interessante e rico, com intenso recurso a fontes até aqui por explorar, num ritmo em que a análise das situações e os casos que fizeram o quotidiano da terra e das gentes se harmonizam de maneira a que o leitor assista ao filme de uma comunidade, a da margem do Sado frente a Tróia, que se constituiu “num dos exemplos mais paradigmáticos de uma sociedade fluvial e marítima no Portugal da época Moderna”. Setúbal – O porto e a comunidade fluvial e marítima (1550-1650) é um elemento indispensável para se estudar a identidade sadina, um título a não esquecer em qualquer pesquisa que relacione Setúbal com o Sado, com o mar e com a História.