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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bocage à vista (55) no seu dia - 2ª série

Festa na Praça de Bocage, em 15 de Setembro de 1905 (1º centenário do nascimento de Bocage)
Edição em postal de Mendes Estafeta (colaboração de Fernando Marcos)
[Passam hoje 243 anos sobre o nascimento de Bocage. Com esta 2ª série de imagens bocagianas, publicada desde o início de Setembro, pretendeu este blogue mostrar memórias do poeta sadino, tal como já fez com a 1ª série, publicada ao longo de todo o mês de Setembro do ano passado. Esta série por aqui se finda. Pode ser que haja 3ª... qualquer dia.]

domingo, 14 de setembro de 2008

Bocage à vista (54) - 2ª série

"Bocage e as Musas", de Adelino Silva (1983), [ver "Bocage e as Ninfas", de Fernando Santos (1929)]

sábado, 13 de setembro de 2008

Bocage à vista (53) - 2ª série

Bocage visto por Silva Neto [Distrito de Setúbal, nº 1438, 13.Set.1977]
(colaboração de Fernando Marcos)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Bocage à vista (49) - 2ª série




Bocage, entre o descafeinado e a mistura, nos cafés "Nicola"
(colaboração de Fernando Marcos)

domingo, 7 de setembro de 2008

Bocage à vista (47) - 2ª série




Livros com anedotas alusivas a Bocage (1)
(colaboração de Fernando Marcos)

sábado, 6 de setembro de 2008

Bocage à vista (46) - 2ª série

Bocage em xilogravura, por Manuel Cabanas
[colaboração de Fernando Marcos]

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Bocage à vista (45) - 2ª série

Camões e Bocage encontram-se na imortalidade - caricatura de Manuel Gustavo
publicada em Paródia, nº 151, 22.Dezembro.1905
[colaboração de Fernando Marcos]

sábado, 8 de setembro de 2007

Bocage à vista (4)

Medalhas "Bicentenário da Morte de Barbosa du Bocage", de Domingos Broa (2005),
em foto de Fernando Marcos, por si comentada como "milagre da multiplicação"

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Sobre Calafate, um outro Eusébio

Um Eusébio nascido em Setúbal ficou mais conhecido pela sua profissão do que pelo nome de baptismo - falo de António Maria Eusébio (1819-1911), poeta popular, mais conhecido por "Calafate", nascido na Rua dos Marmelinhos, que hoje tem o nome do poeta. Também conhecido como "Cantador de Setúbal", este poeta legou-nos décimas que espelham a cidade, as gentes, os hábitos, o riso do seu tempo, num friso em que não faltam os retratos, a descrição das situações e as máximas proverbiais da vida. Crítico de muitas posturas municipais e das respectivas multas, repórter de verso imediato, deste poeta se transcreve o mote e a primeira décima de um poema sobre a construção de um lavadouro:

"Um tanque p'ra lavadouro
Um coreto e um tribunal
São três memórias que deixa
A nossa Câmara actual.

Os meus fracos pensamentos
A pouco podem chegar
Da minha pátria hei-de dar
Alguns esclarecimentos.
Há certos melhoramentos
Que valem mais que um tesouro.
Pois mais do que prata e ouro
Ou volumosas carteiras
Vale às pobres lavadeiras
Um tanque p'ra lavadouro."

O poema respeita a melhoramentos introduzidos pela Câmara presidida por António José Baptista, no final do séc. XIX, e vem transcrito em Versos do Cantador de Setúbal (Lisboa: Ulmeiro, 1985, vol. II), obra preparada por Rogério Claro.
Esta evocação vem a propósito da actividade que o Centro de Estudos Bocageanos está a promover na sua sede (na Avenida Luísa Todi, mesmo em frente ao "Quartel do 11"), constituída por uma exposição de peças relacionadas com Calafate e o seu tempo, organizada por esse coleccionador, pesquisador e amante de coisas de Setúbal (entre outras) que é Fernando Marcos. Intitulada "Calafate (António Maria Eusébio) - Memória Bibliográfica e Iconográfica - Setúbal e as suas Gentes nas Cantigas do Calafate", a exposição pode ser vista na tarde de hoje, uma vez que a sede do CEB está aberta para visitas nas tardes de quarta-feira. Sugestão que pode servir de convite! [Fotografia de Cília Costa]