O "Bartoon", de Luís Afonso, no Público de hoje, é eloquente: em nome da democracia, que devemos prezar, o que se nos tem apresentado no leque das opções é pouco, muito pouco. Depois, nada mais resta senão a escolha do "menos mau". Um circuito que acaba por não favorecer a democracia!...
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domingo, 6 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Para a agenda - Miguel Peres e banda desenhada em Setúbal
No Sábado, 5 de Novembro, pelas 16h00, na Casa da
Cultura, em Setúbal, terá lugar a apresentação do livro Cemitério dos Sonhos, segundo título de banda desenhada de Miguel
Peres.
Na apresentação, estará João Pereira "El
Tvfer" a desenhar ao vivo e, no final, será sorteado o original pelos
presentes. A exposição sobre o processo criativo por detrás do livro estará
patente durante o mês de Novembro e será inaugurada também no sábado.
Miguel Peres é o argumentista de uma obra
produzida em associação com os ilustradores brasileiros Rodrigo Martins dos
Santos, Marília Feldhues, Rómulo de Oliveira e Cinthia Fujii.
Cemitério dos
Sonhos é uma obra complexa, onde a componente onírica e o subconsciente marcam
presença e permitem muitas e variadas leituras.
Para a agenda!
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Bocage no seu mês - 250 anos depois (25)
Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 4 - conclusão)
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Bocage no seu mês - 250 anos depois (24)
Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 3 - continua)
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Bocage no seu mês - 250 anos depois (23)
Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 2 - continua)
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Bocage no seu mês - 250 anos depois (22)
Bocage em banda desenhada, por Maria das Mercês Mendonça Soares (texto)
e Manuel Ferreira (desenhos)
Camarada: nº 6, série 2, vol. 8, Março de 1965 (prancha 1 - continua)
sábado, 20 de setembro de 2014
Para a agenda - Dia Mundial do Mar
O Dia Mundial do Mar, em Setúbal. Seminário, visitas a embarcações (e que embarcações!!!), exposição de bd... Quando tanto se fala do mar e do alargamento do território português sobre o mar; quando se sabe que o mar é parte indispensável da identidade lusitana... A não perder!
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sábado, 1 de junho de 2013
Para a agenda: "Isto é um assalto", a dívida em bd
A propósito dos tempos que correm... Isto é um assalto - A história da dívida em banda desenhada, segundo Francisco Louçã e Mariana Mortágua, com as ilustrações de Nuno Saraiva, apresentado por Álvaro Arranja. Mais uma iniciativa da livraria sadina Culsete, num programa que assinala os seus 40 anos de existência. Em 4 de Junho, terça. Para a agenda!
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
sábado, 4 de julho de 2009
José Ruy e Amadeu Ferreira numa história da língua mirandesa
Ana faz pesquisas arqueológicas nas terras de Miranda. Uma chuva intensa que caiu durante a noite alagou as escavações, exceptuando um dos talhões, que apareceu enxuto porque a água da chuva desaparecera. Ana desceu e, ao ver uma abertura, entrou, rumando ao desconhecido, caindo no
escuro, onde foi encontrar Atta, uma mulher do passado, que contou a sua história a Ana, uma mulher do presente. Trinta pranchas depois, a narrativa acaba. Tinha passado um quarto de hora na vida de Ana e um dos seus companheiros resgatava-a das profundezas. O que ele não soube foi que esse foi o tempo necessário para Atta conduzir Ana numa viagem pelo passado de um povo e de uma língua.
É este o argumento da obra Mirandés – Stória dua lhéngua i dun pobo (Lisboa: Âncora Editora, 2009), um álbum de banda desenhada de José Ruy, com texto coordenado cientificamente e traduzido para mirandês por Amadeu Ferreira (houve edição simultânea com texto em português).
O traço inconfundível de José Ruy (autor de adaptações para banda desenhada de obras literárias, de biografias e de outras histórias) recua aos tempos pré-romanos, assiste à romanização, convive com os visigodos, acompanha a fundação de Portugal, testemunha a construção do castelo de Miranda no tempo de D. Dinis… viaja na história da região, nas quezílias da vida de fronteira, e vê o desaparecimento e ressurgimento de uma língua como o mirandês, que José Leite de Vasconcelos, em finais do século XIX, trouxe para a comunidade científica. A história acaba fazendo referência à obra mais recente: a edição, na língua mirandesa, da adaptação em banda desenhada d’Os Lusíadas, obra a cargo de José Ruy e de Amadeu Ferreira. Isto, depois de ser lembrado o reconhecimento oficial da língua mirandesa (1999), bem como a existência de um programa para o seu estudo nas escolas.
É uma história de um povo, que tem que coabitar com os sucessivos invasores que o vão alterando; é a história de uma língua, que persiste e vai convivendo com as línguas que a visitam, designadamente com a portuguesa. Epopeia de um povo e de uma língua, ambos se mantêm porque persistem nas suas características, tal como Atta, a pastora, confidenciava à arqueóloga, revelando-lhe como a podia salvar: “Falando la nuossa lhéngua. La lhéngua ye l’alma dun pobo. Anquanto fur falada, l sou pobo nun se muorre.” História de identidade e de cultura, ambas falam pela voz de Atta, ainda, ao explicar a Ana a intensidade dos castros e o papel da memória: “La era an que bibes, Ana, puode tener mais quemodidades, mas estes castros, que ban rejistindo al lhargo de ls seclos, son l mil lhar, cumo la lhéngua mirandesa.” Um livro com uma história da História, pois. E com ensinamentos vários...
escuro, onde foi encontrar Atta, uma mulher do passado, que contou a sua história a Ana, uma mulher do presente. Trinta pranchas depois, a narrativa acaba. Tinha passado um quarto de hora na vida de Ana e um dos seus companheiros resgatava-a das profundezas. O que ele não soube foi que esse foi o tempo necessário para Atta conduzir Ana numa viagem pelo passado de um povo e de uma língua.É este o argumento da obra Mirandés – Stória dua lhéngua i dun pobo (Lisboa: Âncora Editora, 2009), um álbum de banda desenhada de José Ruy, com texto coordenado cientificamente e traduzido para mirandês por Amadeu Ferreira (houve edição simultânea com texto em português).
O traço inconfundível de José Ruy (autor de adaptações para banda desenhada de obras literárias, de biografias e de outras histórias) recua aos tempos pré-romanos, assiste à romanização, convive com os visigodos, acompanha a fundação de Portugal, testemunha a construção do castelo de Miranda no tempo de D. Dinis… viaja na história da região, nas quezílias da vida de fronteira, e vê o desaparecimento e ressurgimento de uma língua como o mirandês, que José Leite de Vasconcelos, em finais do século XIX, trouxe para a comunidade científica. A história acaba fazendo referência à obra mais recente: a edição, na língua mirandesa, da adaptação em banda desenhada d’Os Lusíadas, obra a cargo de José Ruy e de Amadeu Ferreira. Isto, depois de ser lembrado o reconhecimento oficial da língua mirandesa (1999), bem como a existência de um programa para o seu estudo nas escolas.
É uma história de um povo, que tem que coabitar com os sucessivos invasores que o vão alterando; é a história de uma língua, que persiste e vai convivendo com as línguas que a visitam, designadamente com a portuguesa. Epopeia de um povo e de uma língua, ambos se mantêm porque persistem nas suas características, tal como Atta, a pastora, confidenciava à arqueóloga, revelando-lhe como a podia salvar: “Falando la nuossa lhéngua. La lhéngua ye l’alma dun pobo. Anquanto fur falada, l sou pobo nun se muorre.” História de identidade e de cultura, ambas falam pela voz de Atta, ainda, ao explicar a Ana a intensidade dos castros e o papel da memória: “La era an que bibes, Ana, puode tener mais quemodidades, mas estes castros, que ban rejistindo al lhargo de ls seclos, son l mil lhar, cumo la lhéngua mirandesa.” Um livro com uma história da História, pois. E com ensinamentos vários...
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