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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Não acredito.

Li a notícia na edição on line do Público e... não acredito. O que vai José Sócrates fazer para "melhorar relação com professores se voltar a ser eleito" que não possa ter feito até aqui? É simpático falar assim em alturas de eleições, é.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Política caseira (66): Juventude Socialista sadina mete-se na campanha autárquica com ironia

O Setubalense: 31.Agosto.2009
Já se tinha percebido que uma das "questões" a abordar na campanha eleitoral autárquica pelos socialistas seria a saída de Carlos de Sousa de Presidente da Câmara e a chegada ao mesmo lugar de Maria das Dores Meira, sem acto eleitoral e sem satisfação às populações. No entanto, também valerá a pena pensar se a Câmara setubalense com Maria das Dores Meira é igual ao que foi com Carlos de Sousa... e se o concelho de Setúbal ganhou (ou não) com a mudança. Infelizmente, o que se passou com a substituição de Carlos de Sousa pode ocorrer em muitas circunstâncias e em todos os partidos - Durão Barroso deixou o lugar de Primeiro-Ministro para rumar a Bruxelas, Fernando Negrão (social-democrata) deixou o lugar de vereador da Câmara de Setúbal para se candidatar à presidência da autarquia lisboeta e, ainda que não sendo um caso de eleição mas de nomeação, Teresa Almeida (socialista) deixou o lugar de Governadora Civil de Setúbal para ir para a Câmara de Lisboa. Se calhar, era bom que fossem impostas outras regras aos partidos nestas situações. Ou até podia ser bom que os partidos aprendessem a ser democráticos no respeito pelos cidadãos e pelas proximidades... Mas, passados dois anos sobre essa substituição de Sousa por Meira, também seria bom que os argumentos da Juventude Socialista se prendessem mais com o presente e o futuro do município - mesmo porque, agora, Maria das Dores Meira é candidata -, sob pena de reproduzirem, na prática, os esquemas da (fraca) discussão política que, infelizmente, têm sido (má) constante na sociedade portuguesa.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Política (também) caseira (59): Os excessos das campanhas eleitorais

PS e PSD gastam mais de 50 milhões de euros na campanha das eleições autárquicas
«O PS é o partido que apresenta maior orçamento para a campanha das eleições autárquicas de 2009: são 30,5 milhões de euros contra os 21,9 milhões do PSD, embora esteja ainda por explicar se os gastos nos locais em que os sociais-democratas têm coligações (mais de seis milhões de euros) já estão incluídos nestas contas. A situação inverteu-se face a 2005: os socialistas prevêem gastar agora mais três milhões, os sociais-democratas fizeram um corte radical de metade da verba. (…) Para os comícios, o orçamento do PSD é irrisório: 441 mil euros. Já no PS, as verbas mais elevadas são distribuídas pela concepção da campanha (9,1 milhões), a propaganda (9,3 milhões) e também pelos comícios (5,7 milhões). (…) A verba para 2009 do CDS-PP é semelhante à do BE (1,9 milhões), que estima gastar cerca de menos 400 mil euros do que em 2005. Em sentido contrário ao do emagrecimento das despesas, a CDU (coligação PCP/PEV) prevê gastar um pouco mais do que em 2005. Os comunistas apresentaram um orçamento de 10,2 milhões de euros face aos 9,9 milhões de há quatro anos. (…)»
A notícia é da edição online do Público. Creio que, há tempos, foi publicamente pedida alguma contenção nos custos das campanhas, o que só faria bem, se fosse tido em consideração o tempo de crise e o facto de haver três campanhas eleitorais em Portugal em 2009 e se pensasse que a força da propaganda nem sempre é o mais aconselhável! No entanto, os resultados de tal apelo estão à vista. O que mais incomoda é que nem sempre a estes gastos corresponde igual carga de razão ou de ideias. Bem menos caro ficaria (e mais útil seria, mesmo do ponto de vista da adesão ao acto eleitoral) se o investimento fosse nas ideias concretizáveis para o país e para as regiões, nas realidades dos lugares e na força da seriedade e da utilidade da participação política! Assim, a política reduz-se a cartazes (nem sempre) bem concebidos, com promessas em que desacreditamos, imensos recursos ao virtual e... parra qb. É (muito) pouco para tanto dinheiro gasto!...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Política caseira (55): Seria bom que candidatos pensassem que as papas e os bolos nem sempre servem... ou que elevassem o discurso (e as ideias)

O Setubalense: 19.Ago.2009
A carta de uma leitora para o jornal O Setubalense chama a atenção dos candidatos à câmara de Setúbal por causa do discurso frequentemente repleto de lugares-comuns e construído segundo a conveniência do momento, eivado, aqui e ali, por pontas de argumento fácil e desinteressante. Bom seria que as candidaturas se comprometessem quanto ao que é verdadeiramente útil para o município, que fossem claras e que se deixassem de construir a política à maneira do que vemos no plano nacional: falar para os "media", responder pelos "media", desbobinar com pouco interesse pelos eleitores (a não ser no momento do votozinho)... Relendo as notícias que têm sido publicadas na imprensa sadina sobre as intenções das candidaturas e partindo do príncípio de que elas reproduzem faces da verdade, a pré-campanha autárquica em Setúbal tem sido pobre, muito pobre, vivendo entre o lugar-comum, o virtual e o apego aos passados... É pouco, francamente pouco... A carta que reproduzo, de leitora que não conheço, vinda na edição de ontem de O Setubalense, prova esse discurso pouco elevado, às vezes rasteiro, em torno do acto que vai decidir os próximos quatro anos na gestão do município.