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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

D. Manuel Martins: mensagens para todos os tempos

 


A imprensa foi um dos canais por onde passou a mensagem de D. Manuel Martins (1927-2017), o primeiro bispo de Setúbal, em artigos de opinião curtos, de leitura acessível, abordando causas pertinentes, relacionadas com a forma de ser cristão e de ser cidadão, tal como aconteceu em Setúbal com a sua colaboração nos jornais A Seara (da Fábrica da Igreja de S. Julião) e Notícias de Setúbal (órgão diocesano). Várias dessas crónicas foram reunidas em livro, tendo dado origem a títulos como Pregões de Esperança (em 1997, com nova edição em 2014) e Posso entrar? (2012), ambos recolhendo colaboração nos jornais sadinos, e Nascemos Livres (2018), crónicas vindas a lume no Jornal de Matosinhos.

A palavra do primeiro prelado sadino voltou a ecoar, através de um título como Crescendo com cheiro a Primavera (Paulinas Editora, 2023), conjunto de 52 crónicas originalmente publicadas no mensário Crescendo, jornal paroquial de Santa Cruz do Bispo, entre Fevereiro de 2013 e Setembro de 2017 (mês em que faleceu), num trabalho de recolha devido ao setubalense Eugénio Fonseca (que já em 2020 publicara a obra Testemunho de duas vidas compartilhadas, memória do trabalho e da amizade desenvolvidos com D. Manuel Martins). Estamos perante um livro que ganha também sentido quando D. Américo Aguiar chega à diocese de Setúbal e assume D. Manuel Martins, seu conterrâneo, como referência.

A crónica de Fevereiro de 2013, a primeira, reflecte sobre o sucessor de Bento XVI, que nesse mês apresentara a resignação, e, se bem que elogioso para o seu desempenho, D. Manuel Martins acalentava uma esperança: “que o novo Papa, com todas as experiências acumuladas dos antecessores, tenha, pelo menos, a força de arrumar a sua Casa. Todos vêem que isso se impõe.” No mês seguinte, o regozijo com a escolha saída dos cardeais era notório: “Exultemos de alegria e demos graças ao nosso Deus, porque deu à sua Igreja um novo Papa”. Enquanto leitores, desconfiamos mesmo de que D. Manuel Martins sorria de satisfação - referindo-se a Francisco, aponta várias características que hoje sabemos terem marcado o seu papado: veio de um “continente jovem”, “aparece ao mundo com simplicidade”, “assume o nome de Francisco, do Irmão Universal”, trocou hábitos palacianos por uma vida comum e “conhece o mundo”. Para D. Manuel Martins, era clara a mudança: “Ninguém falava dele como sucessor de Bento XVI, enquanto que dois ou três andavam na boca dos fabricadores de prognósticos. Foi mesmo o Espírito Santo que o tomou pelas mãos e o deu à Igreja.”

Por estas reflexões de D. Manuel passa o valor das palavras e dos gestos de humanidade (o sentido de expressões como “obrigado” ou “desculpa”, por exemplo), circula a ideia de família como referência de proximidade e de aprendizagem (que se pode estender até à ideia de paróquia), é valorizado o património e a paisagem, vinga a ideia de modernidade da Igreja (com as referências a D. António Ferreira Gomes, seu mestre, ao Concílio Vaticano II ou a Paulo VI), são interpretados momentos do calendário litúrgico (os tempos da Quaresma e do Natal, as celebrações dos Fiéis Defuntos ou do Corpo de Deus, as festividades religiosas), é olhado o mundo nos seus cataclismos (atentados na Turquia, a acção do “Brexit”, o terramoto no Nepal), surge uma perspectiva sobre a actualidade em Portugal (reflexões sobre os incêndios ou sobre os interesses daqueles que “se nos propõem governar” nas autárquicas). Se, por um lado, é sempre acalentada uma esperança, há também receios - em Julho de 2017, escrevia: “A vida não vai bem em Portugal. Estabeleceu-se um clima de desordem e de medo (...), preocupa-nos a sorte do país.”

Na sua relação de afecto com Setúbal, D. Manuel Martins relata dois episódios que constituíram aprendizagens para si mesmo: o primeiro, o encontro com o sem-abrigo à entrada da catedral sadina antes de uma celebração natalícia; o segundo, a recusa das irmãs da congregação de Teresa de Calcutá em terem televisão, sofá e frigorífico em casa. Ambos os momentos deixaram o bispo emocionado pelo que simbolizaram na necessidade de despojamento e de autenticidade.

No texto introdutório, João Matias Azevedo, pároco e responsável pelo periódico, testemunha a generosidade do colaborador, um “luzeiro no tempo” que ajudou a “cultivar a autoestima” do próprio jornal. A diversidade dos temas tratados é grande, sempre na linguagem simples e comprometedora que caracterizou D. Manuel, prevalecendo como destinatário das suas mensagens um “nós”, em que ele próprio se integrava.

* João Reis Ribeiro. "500 Palavras". O Setubalense: n.º 1197, 2023-11-29, pg. 10


quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Conhecer D. Américo Aguiar, o quarto Bispo sadino



Uns dias antes da tomada de posse do cardeal D. Américo Aguiar (n. 1973) como quarto bispo de Setúbal, João Francisco Gomes (n. 1995), jornalista do Observador, publicou a obra Américo Aguiar (Paulinas Editora, 2023), em cuja capa, além da fotografia do biografado (ordenado bispo em 2019 e nomeado cardeal em 2023), consta apelativa frase que, ao mesmo tempo que promove, resume o essencial do livro - “Quem é e o que pensa o organizador da JMJ, que o Papa elevou a cardeal”.

O pendor biográfico da obra surge manifesto no texto introdutório - “Editado, justamente a pretexto da sua nomeação cardinalícia, este pequeno livro pretende dar a conhecer alguns traços do percurso de vida de D. Américo Aguiar, desde a infância até à JMJ de Lisboa.” O período delimitado não chega à nomeação de D. Américo para prelado de Setúbal, região que apenas aparece mencionada no livro a propósito da data de 9 de Julho de 2023, quando estava “num armazém na zona de Setúbal onde uma equipa de voluntários da JMJ se dedicava, a grande velocidade, à montagem dos quase meio milhão de kits que seriam entregues aos participantes da Jornada” e sentiu a vibração do telemóvel - uma mensagem do comandante da Gendarmaria do Vaticano a felicitá-lo pela nomeação cardinalícia, notícia que já estava a correr, mas que o próprio desconhecia. Acaso interessante, pois: D. Américo soube que foi escolhido para cardeal na região que, volvidos três meses, viria a ser a sua diocese.

As fontes usadas por João Francisco Gomes são sobretudo jornalísticas (principalmente do Observador e das várias peças que assinou neste órgão), além de conversas com o biografado e com algumas pessoas que com ele privaram. O leitor assiste àquele que foi o percurso de um matosinhense nascido em Leça do Balio (onde também nasceu o primeiro bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, que D. Américo considera “uma figura importante na minha vida”), jovem que queria ser palhaço (sonho que caldearia o seu sentido de humor), oriundo de família modesta, activo no escutismo, com experiência autárquica (deputado municipal na Assembleia Municipal de Matosinhos) e trabalho desenvolvido na área do ambiente (foi um dos fundadores de uma associação de defesa do rio Leça e trabalhou como técnico de educação ambiental na Câmara Municipal da Maia), só ingressando no seminário em 1995 (depois de uma curta frequência seminarista em 1993). Na vida pastoral, iniciou-se como pároco em Azevedo de Campanhã (2001), tendo, depois, assumido cargos vários na diocese do Porto (a partir de 2002) - vigário-geral, chefe de gabinete do bispo D. Armindo Coelho, organização da visita de Bento XVI ao Porto, responsável pela Irmandade dos Clérigos (em cujo mandato aconteceu a manutenção da Torre dos Clérigos) -, a que sucederam funções em Lisboa, como direcção do Secretariado Nacional das Comunicações da Igreja e presidência do grupo Renascença Multimédia (2016) e nomeação para a organização da Jornada Mundial da Juventude e para coordenador da Comissão de Protecção de Menores do Patriarcado de Lisboa (2019).

Ao longo do livro, vai-se percebendo que as questões mais faladas sobre a Igreja Católica portuguesa têm tido a presença de D. Américo Aguiar, seja por um persistente trabalho de bastidores, seja pela sua relação com os meios de comunicação social (situação que muito bem conhece, mesmo pelo seu estudo intitulado Um padre na aldeia global - Evangelização e o desafio das novas tecnologias, de 2014, trabalho a que esta biografia poderia dar mais relevante nota), seja pela maneira como encara a relação da Igreja com a sociedade. Sucintamente, o autor liga a acção de D. Américo Aguiar às mudanças, quando escreve: “O novo cardeal português incorpora uma das características fundamentais da ‘era Francisco’: a consciência de que a Igreja Católica não existe numa bolha isolada do mundo; fala para pessoas concretas num mundo concreto e, se quer ser compreendida pelo mundo, terá de saber falar a linguagem do mundo.”

Quase metade do livro debruça-se sobre os dois acontecimentos mais conhecidos, que catapultaram o bispo para as primeiras páginas - a questão do abuso de menores por elementos da Igreja e a organização da JMJ -, espaço que contextualiza e historia os vários episódios envolvidos. O derradeiro capítulo faz um apanhado de várias citações de D. Américo sobre questões importantes para o debate da Igreja - aborto, eutanásia, celibato obrigatório dos padres, ordenação sacerdotal de mulheres, o papel dos leigos na Igreja, abusos sexuais de menores, quebra do segredo de confissão, participação dos cristãos na política, os “media” e o digital, a Igreja de hoje e o Papa.

Esta obra de João Francisco Gomes torna-se importante para se perceber o grau de aproximação e de compromisso com os problemas que D. Américo tem utilizado e, simultaneamente, para se percepcionar o nível de empenho que ele pode vir a desempenhar no cargo em que agora foi investido.

* João Reis Ribeiro. "500 Palavras". O Setubalense: nº 1182, 2023-11-08, pg. 9.


quarta-feira, 14 de julho de 2021

Descobrir espaços religiosos em Setúbal



Pertence a Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal, a primeira justificação: “Contar a história das igrejas, capelas e ermidas do concelho de Setúbal é, acima de tudo, relatar a vida dos homens e mulheres que edificaram, ao longo de muitos séculos, a grande comunidade que somos hoje.” O mesmo respeito pelo valor humano surge nas palavras de D. José Ornelas Carvalho, bispo de Setúbal: “Conhecer, visitar e usufruir do nosso património histórico é um ato de gratidão para com aqueles que nos precederam, de afirmação da nossa identidade histórica, cultural e religiosa e uma forma de afirmar a vontade de futuro, não para copiar, mas para dar cunho próprio ao novo que criamos.” Os dois desafios abrem o livro Património religioso de Setúbal, publicado recentemente pela Câmara Municipal de Setúbal, com recolha informativa de Horácio Pena e fotografia de José Luís Costa.

Ao longo de uma centena de páginas, em que não falta uma bibliografia do essencial, tornamo-nos visitantes de 33 espaços (22 em Setúbal, 11 em Azeitão), circulando por igrejas (8), capelas (11), conventos (8), ermidas (5) e um recolhimento, pontos de descoberta de património e de histórias. Que o propósito desta publicação está virado para o visitante torna-se evidente pela informação assente apenas sobre o primordial das construções, apresentada em português, francês e inglês, constituindo convite para a procura (facilitada por inclusão de moradas e de mapas de localização) e para a descoberta pessoal, com o apoio da fotografia que nos apresenta os exteriores dos edifícios, a profundidade de alguns interiores e, por vezes, o contorno de pormenores.

Os espaços assinalados permitem encontrar momentos da história cruzada da região e do país (Convento de Jesus), do envolvimento social (o papel dos pescadores e das confrarias), da presença de ordens religiosas diversas (franciscanos, jesuítas, carmelitas, dominicanos, agostinhos), estéticas de época (manuelino, na igreja de S. Julião ou nos Conventos de Jesus e de S. João, ou barroco, na capela da Fortaleza de S. Filipe), referências de decoração (azulejo, talha, imagens) e lendas (igreja de Nossa Senhora da Anunciada ou ermida da Memória). De fora não fica a protecção invocada quanto à defesa dos inimigos (capela de Nossa Senhora da Conceição) ou das profissões (capela da Casa do Corpo Santo, ligada aos pescadores), como não ficam as vicissitudes e alterações funcionais por que passaram algumas construções - o Convento de Nossa Senhora da Boa Hora, que foi liceu, tribunal e espaço da polícia; o Convento de São Domingos, que albergou hospital militar e quartel e teve a quinta transformada em cemitério público; o Convento de S. João, cujo claustro serviu para praça de touros; o Convento de Nossa Senhora dos Anjos, que foi quartel militar. As histórias destas construções permitem também o encontro com personagens da história como D. João II e Boitaca (Convento de Jesus), Frei António das Chagas (Convento de Nossa Senhora dos Anjos), Frei António da Visitação (Convento de Nossa Senhora do Carmo) ou o jesuíta Gabriel Malagrida (Recolhimento de Nossa Senhora da Saúde). Há ainda aspectos curiosos como as colunas “torsade” ou o ensaio da igreja-salão (Convento de Jesus), a talha nunca dourada (ermida de S. Marcos), a devoção passada para o Brasil (Senhor do Bonfim) ou a ermida construída para proteger um cruzeiro gótico (Nossa Senhora das Necessidades).

Estamos perante um livro acessível, que surpreende pela quantidade de construções que nos apresenta, e prático, que contém o essencial para que nos tornemos visitantes do nosso património, visando conhecê-lo e valorizá-lo pelo que de importante nos traz até ao presente.

* J.R.R. "500 Palavras". O Setubalense: nº 663, 2021-07-14, p. 9.


terça-feira, 27 de outubro de 2020

Rostos (206) - D. Manuel Martins, em Setúbal

 

D. Manuel Martins (1927-2017), em escultura de Maria José Brito, frente à Sé de Setúbal (Igreja de Santa Maria), descerrada ontem, quando passaram 45 anos sobre a sua tomada de posse como primeiro bispo de Setúbal (1975-1998), iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal e da Diocese de Setúbal.


quinta-feira, 30 de abril de 2020

D. Manuel Martins nas memórias de Eugénio Fonseca



“Nem Setúbal nem o País jamais esqueceram D. Manuel Martins. Recordo que, numa das suas vindas a Setúbal, dois ou três anos após a sua saída, passava um pouco mais das 15 horas, e estávamos, ele e eu, a passear na Avenida Luísa Todi, e, em frente ao mercado, ouviu-se o buzinar estridente de um autocarro. (...) Vimos que era um dos veículos que transportava trabalhadores para a, ainda, Setenave. Os passageiros estavam todos do nosso lado a baterem palmas ao Bispo que viram passar. D. Manuel emocionou-se, mas nada pronunciou, acenou-lhes apenas num gesto de saudação.” Este é um dos parágrafos que surge quase no final da obra Testemunho de duas Vidas Compartilhadas, de Eugénio Fonseca (Paulinas Editora, 2020), título memorialístico em que o autor revê e rememora o tempo e as acções em que participou com o primeiro Bispo de Setúbal durante a sua prelatura.
Colaborador próximo de D. Manuel Martins, não faltariam a Eugénio Fonseca momentos, reflexões ou acontecimentos vividos por ambos para poderem ser partilhados. Logo a iniciar o volume, é o leitor informado de que, em várias conversas entre os dois, a questão das memórias de D. Manuel Martins fora aflorada, tendo mesmo o bispo escolhido um título, curto mas eficaz, como “Pedaços de Mim”, todo ele imbuído do essencial da escrita memorialística - o “eu” que se revê e relembra em fragmentos da vida que assumiram a importância de a justificar e de a dar a conhecer. Contudo, não tendo D. Manuel redigido essas memórias, entendeu Eugénio Fonseca, depois de ouvir amigos, dar a conhecer o relato do que com ele viveu e sentiu - “optei sobretudo por narrar vivências partilhadas pelos dois. (...) Sempre que se proporcionou, reconheço que procurei retirar ilações que podem servir de meditação para os leitores.”
Inevitavelmente, por este livro passam os anos primeiros da diocese de Setúbal e vários dos seus protagonistas - os padres João Alves, Joaquim Sampaio, Álvaro Teixeira, Custódio Rodrigues Pinto. Passam momentos da Assembleia Diocesana, da criação do Fundo de Solidariedade, da criação do Centro Social na antiga igreja da Anunciada, da acção internacional em que D. Manuel esteve envolvido - Comissão Episcopal das Migrações, intervenção em prol de Timor, apoio aos campos de refugiados no Malawi.
Mas este Testemunho de duas Vidas Compartilhadas é muito a história da “conversão” do seu autor. Eugénio Fonseca, que testemunha o seu agradecimento à Comunidade Claretiana de Setúbal, pois cresceu envolvido no ambiente da igreja de S. Sebastião (sob a responsabilidade dessa Comunidade), assume um “nascer de novo” a partir do momento em que encontrou D. Manuel Martins - quando, em 27 de Outubro de 1975, à noite, ocasionalmente, andava o novo bispo a conhecer as ruas sadinas, o que leva o autor a considerar: “associado a muitos outros que vieram a suceder-se, com os seus contextos e pretextos, fizeram-me relacionar esta primeira e fugidia troca de palavras com a relação entre Nicodemos e Jesus.” E, neste percurso “renascido”, Eugénio Fonseca não hesita em mostrar as suas convicções e as suas alterações de opinião, assumindo um percurso próprio de esclarecimento e de intervenção muito assente na experiência vivida com o primeiro Bispo de Setúbal.
* J.R.R. "500 Palavras". O Setubalense: nº 384, 2020-04-29, pg. 10

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Para a agenda - Rezar a Cidade, em exposição


Quinze fotógrafos para os quinze passos da via-sacra ou uma maneira de sentir a memória histórico-religiosa e espiritual que a cidade guarda é a motivação para "Rezar a Cidade", exposição de fotografia organizada pela Comissão Diocesana de Arte Sacra de Setúbal, em colaboração com a Câmara Municipal de Setúbal.
A abertura, na Galeria Municipal do antigo Banco de Portugal, em Setúbal, vai acontecer em 18 de Fevereiro, pelas 17h15. Para a agenda!

sábado, 18 de março de 2017

Para a agenda: Bíblia em verso com apresentação em Setúbal


Eis mais um projecto em torno da Bíblia, sob a responsabilidade criativa de M. Monteiro da Costa: A Bíblia em Verso, de que vai ser apresentado o primeiro volume, alusivo aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, conjunto designado por "Pentateuco" (narração que abrange o período entre a criação do mundo e a morte de Moisés). A sessão vai ter lugar na Cúria Diocesana, em 24 de Março, pelas 21h00.
Outras apresentações desta obra estão anunciadas: para amanhã (19 de Março), na Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense (no Samouco), pelas 16h00, e para 31 de Março, no Centro Paroquial do Montijo, pelas 21h00.
O autor, Manuel Monteiro da Costa (n. 1937, em Marco de Canaveses), é major aposentado da Força Aérea, foi formador nas áreas da Electrónica e da Electrotecnia e colabora na Paróquia de S. Brás de Samouco. Este é o primeiro de um conjunto de seis volumes.
Para a agenda!

Para a agenda: Três sessões sobre arte sacra em Setúbal



Três sessões sobre arte sacra em Setúbal sob o título "Aprender a ler a Arte Sacra". A organização está a cargo da Comissão Diocesana de Arte Sacra de Setúbal. As sessões, a realizar em 25 de Março (na Igreja de S. Julião), 29 de Abril (na Capela do Senhor do Bonfim) e 27 de Maio (na Igreja de S. Sebastião), sempre entre as 10h00 e as 13h00, exigem inscrição prévia. Para a agenda!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Para a agenda: A Família na arte sacra da Diocese de Setúbal




A Comissão Diocesana de Arta Sacra da diocese de Setúbal promove, em 18 de Fevereiro, dia do Beato Angélico, padroeiro dos artistas, a 3ª Jornada Diocesana de Arte Sacra de Setúbal, entre as 10h00 e as 17h00, no Núcleo de Arte Sacra do Museu Municipal de Alcochete, com um programa diversificado sujeito ao tema "Arte e Família: Representações, Expressões e Relações", que pode ser consultado aqui.
Marco Daniel Duarte (director do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima) será o responsável pela conferência "Representações da Sagrada Família na arte da Diocese de Setúbal: as figuras, os símbolos e os gestos".
Para a agenda!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Para a agenda: Concerto Solidário pela Igreja da Azeda, em Setúbal



Pela construção da Igreja da Azeda vai haver concerto solidário, com entrada livre, em 28 de Janeiro, pelas 21h30, na Igreja de S. Paulo, em Setúbal, na zona de Vanicelos. Participam o Coro Setúbal Voz (dirigido pela maestrina Gisela Sequeira) e o Coro e Orquestra de Cordas do Conservatório Regional de Setúbal, sob a direcção de Raul Avelãs. Um programa de solidariedade, de música clássica e de disponibilidade! Para a agenda!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Para a história religiosa de Setúbal: A visita da imagem peregrina à diocese em 2015



A bibliografia sobre a história religiosa em Setúbal foi enriquecida, no final do ano passado, com a obra A Grande Visita da Imagem Peregrina à Diocese de Setúbal, organizada por Sezinando Alberto (Almada: Santuário de Cristo Rei, 2016), contendo textos de Anabela Sousa, Bruno Máximo Leite, D. José Ornelas Carvalho (bispo de Setúbal) e do próprio organizador, e fotografias de Anabela Sousa, Bruno Máximo Leite, Rui Fernandes e Fotos Milai.
Como Sezinando Alberto refere na “Nota Prévia”, esta obra “pretende fazer memória futura da passagem da imagem de Nossa Senhora de Fátima pela nossa Diocese por ocasião da preparação dos 100 anos da sua aparição na Cova da Iria, que, sem dúvida, foi uma grande visita”. Assim, ao longo das quase trezentas páginas, surge o relato, em jeito de escrita de reportagem, incluindo cerca de 450 fotografias, do que foi a manifestação religiosa em torno da imagem peregrina de Fátima na diocese sadina entre 25 de Outubro e 8 de Novembro de 2015, abrangendo registos das vivências nas diversas vigararias (Montijo, Palmela / Sesimbra, Seixal, Almada, Caparica, Barreiro / Moita e Setúbal).
A visita teve marcas festivas (a par da oração e das cerimónias religiosas, houve artistas - Rão Kyao, por exemplo -, poesia, descerramento de lápides evocativas do acontecimento) e foi abrangente no roteiro, tendo passado por uma grande variedade de pontos de reunião, como escolas (privadas e públicas, do ensino obrigatório e do ensino superior), centros de recuperação, lares ou instituições de solidariedade social, tendo igualmente sido vasta na participação.
A obra regista o percurso vigararia a vigararia e paróquia a paróquia, incidindo nas notas de reportagem sobre as cerimónias (sobretudo da recepção e partida da imagem), sobre o tempo (parte significativa da visita foi feita sob chuva) e sobre as reacções dos paroquianos e do clero, muitas vezes não escondendo as dificuldades de organização, como foi o caso de algumas situações em que a movimentação da imagem se revestiu de considerável grau de dificuldade.
Se esta iniciativa teve a participação dos dois bispos eméritos de Setúbal (D. Manuel Martins e D. Gilberto Reis) e do actual prelado (D. José Ornelas Carvalho), ela foi também importante porque a chegada da imagem a Setúbal, vinda da diocese de Portalegre / Castelo Branco, coincidiu justamente com a ordenação episcopal de D. José Ornelas em Setúbal. Em várias intervenções ao longo desse itinerário, o novo bispo referiu a oportunidade que esta visita constituiu para, também ele, começar a conhecer a diocese.
Importante é, de resto, o texto que fecha o livro, assinado por D. José Ornelas, fazendo uma reflexão sobre a importância do “passar de uma imagem” e da sua simbologia e sobre a missão que estava sobre este evento: “Passou nas nossas estradas onde corremos para o trabalho, estudo ou lazer e por onde regressamos cansados, desiludidos ou reconfortados e esperançados. Passou pelas nossas cidades e pelas ruas dos nossos bairros, diante dos supermercados onde fazemos as compras, dos restaurantes onde celebramos festas, dos cafés onde encontramos os amigos, dos centros médicos e instituições onde somos assistidos, das sedes da autoridade local onde se procuram caminhos de convivência e de progresso, dos serviços de ordem e defesa do bem comum, das nossas casas onde encontramos amor e carinho, mas também, tantas vezes, divisão e dramas de incompreensão, incompatibilidade e opressão...” Umas linhas adiante, testemunhará: “Acompanhando diariamente algumas etapas desta peregrinação de Maria pela nossa terra, fui por ela conduzido a olhar para as dificuldades que tantos de nós enfrentam, de pobreza, de exclusões e solidão, de dependências, exclusões e frustração. Mas vi também brilhar em tantos olhares, em tantos comentários e atitudes, a chama da esperança, a criatividade da solidariedade, a decisão do compromisso e do serviço generoso para transformação das nossas cidades e do nosso mundo.”
Particularmente impressionante para o bispo sadino terá sido o momento da visita da imagem peregrina ao Estabelecimento Prisional de Setúbal, instante que recupera para esse texto de conclusão e de esperança: “Certamente que a Virgem peregrina sorriu de modo muito especial, ontem, ao descer de guindaste no pátio da prisão de Setúbal, numa visita particularmente materna àqueles que ali vivem. Ela veio afirmar quanto os preza, para além de todos os percursos sinuosos de qualquer vida humana, de quanto aprecia os esforços dos que colocam a própria competência profissional ou oferecem voluntariamente o seu tempo para alimentar esperança, com dignidade e justiça e colaborar na integração social. Certamente que ela não deixou de olhar também com preocupação para as condições degradadas desta estrutura e de encorajar os projectos e esforços para a sua renovação e dignificação, que ajudem a uma séria recuperação das pessoas.”

O livro contém um dvd com reportagem de cerca de 90 minutos dos vários momentos desta iniciativa ocorrida na diocese de Setúbal, realizada pela agência Ecclesia, terminando com a cerimónia do adeus e a partida da imagem para a próxima diocese, a de Évora, assim ficando para o leitor uma obra de registo de um momento religioso intenso e um contributo assinalável para a história religiosa local.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Para a agenda - O centenário de Charles de Foucauld em Setúbal



No centenário de Charles de Foucauld (1858-1916), a diocese de Setúbal (através da comunidade local da Fraternidade dos Irmãos de Jesus e da Comissão Diocesana de Arte Sacra) leva a efeito programa de celebração em 1 de Dezembro: cerimónia religiosa presidida por D. José Ornelas e exposição de pintura preenchem a tarde do dia. Para a agenda. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Para a agenda - Sobre arte sacra na diocese de Setúbal



"Com arte e com alma", um título sugestivo para serem debatidos, apresentados, conhecidos os "serões com o nosso património", num itinerário temporal de seis meses, num trajecto geográfico que passou por Alcochete e Cacilhas e que ainda vai visitar Monte da Caparica, Seixal, Barreiro, Setúbal e Palmela. Proposta de valor indiscutível, sob a responsabilidade da Diocese de Setúbal e da sua Comissão Diocesana de Arte Sacra. Para a agenda!