quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Rostos (155)

Monumento ao Sargaceiro, em Apúlia (Esposende)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Guitarra na areia homenageia o fado

Se a aceitação do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade dependesse de David Tomás, jovem de 14 anos, o caso estava já resolvido. Como não é assim, o jovem setubalense deu apenas um contributo, que merece referência, ao escolher a guitarra portuguesa para motivo da sua construção na areia, no concurso promovido pelo Diário de Notícias. Foi na praia da Figueirinha, na Arrábida, que a guitarra a homenagear o fado teve o primeiro lugar.
Aqui reproduzo a parte da notícia d’O Setubalense de hoje, que contém a justificação do autor da guitarra de areia – a homenagem ao fado. E aos valores portugueses, claro!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

E que tal de livros?

Rostos (154)

"La Lechera", por Manuel García Linares, em Oviedo (colaboração de Quaresma Rosa)

domingo, 24 de julho de 2011

Memória: Maria Lúcia Lepecki (1940-2011)

Não fui aluno de Maria Lúcia Lepecki, mas fui seu leitor de vários ensaios e artigos. Ouvi-a em diversas situações ligadas à literatura, com o seu jeito singular de dizer e de comentar, transformando a crítica literária numa outra arte. Aproximou a literatura de muita gente através de uma familiaridade no dizer, no apreciar, no contar histórias.
A pessoa que primeiro me chamou a atenção para o valor de Maria Lúcia Lepecki, pelo seu conhecimento profundo da literatura portuguesa e pelo seu espantoso poder de comunicação, foi, no início dos anos 80, Severino Costa, jornalista vianense e pai de Carlos Eurico da Costa. Hoje, ao saber do falecimento de Maria Lúcia, recordei Severino Costa e a ternura com que ele me falou dela.
Para todos, fica a obra e a ponte que Lepecki conseguiu construir em benefício da cultura e da língua portuguesas, um testemunho a não esquecer.

sábado, 16 de julho de 2011

Rostos (153)

Peça escultórica, em Constância, na Casa de Camões

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dos resultados no exame de Língua Portuguesa de 9º ano

A notícia foi divulgada pela LUSA e constituirá prato forte para serem tecidas mil e uma críticas ao ensino. Pelos meus alunos que participaram nos exames de Língua Portuguesa de 9º ano, estou satisfeito, pois a média dos seus resultados foi bem superior à média nacional deste ano e mesmo à média nacional do ano passado. Os parabéns são para eles, obviamente!
No entanto, devo dizer que, sabendo do que eles são capazes, imaginei, num primeiro momento, que iriam ter resultados ainda mais elevados; todavia, quando vi os critérios de correcção destas provas, fiquei sem saber que resultados apareceriam.
Participei na correcção de exames de Língua Portuguesa de 9º ano e há critérios de correcção que não compreendo e que nunca pratiquei enquanto professor na correcção dos trabalhos dos meus alunos. Duvido mesmo que haja quem os pratique… mas só posso responder por mim.
Exemplos?
A pergunta que pedia um texto expositivo a propósito da estrofe 84 do canto IV d’Os Lusíadas orientava o aluno para sete tópicos que deveriam constar na sua resposta, cotada com 10 pontos. O aluno tinha à sua disposição um espaço entre 70 e 120 palavras para responder, mas ignorava o que lhe podia acontecer se não respondesse aos dois primeiros tópicos – é que, no caso de falhar um desses dois tópicos (por erro ou por omissão), mesmo que os outros cinco estivessem excelentemente apresentados, a resposta era cotada com zero! E houve casos destes. Mais: se o aluno apenas mencionasse esses dois tópicos, tinha apenas dois pontos. E quais eram os tópicos? Indicar o episódio referido na estrofe e identificar o narrador. Repare-se que, pelo menos o primeiro, nem sequer era determinante para o resto da resposta, porquanto o aluno teria de tratar tópicos como os grupos de personagens envolvidos, o momento da acção, a apresentação de um elemento relativo ao espaço, o estado de espírito das personagens e indicar uma semelhança deste episódio com o do Adamastor. Ora, alguns dos tais cinco tópicos serviam perfeitamente para se perceber se o aluno sabia localizar o episódio ou não…
Outro exemplo: na classificação de uma forma verbal que estava no pretérito perfeito, se o aluno esquecesse o acento na palavra “pretérito” era o suficiente para que o tempo verbal fosse considerado incorrecto. Ora, a pergunta pretendia testar o conhecimento dos tempos verbais ou as formas de grafia? Compreendo que a falta do acento pudesse originar um desconto na resposta, mas daí a ser considerada sem pontuação...
A sensação com que fiquei, depois de ser confrontado com estes critérios, é que aquilo que aprendi e aquilo que tenho exercido – bem como muitos colegas – foi contrariado. Isto é: a perspectiva da avaliação dos saberes deve ser por aquilo que o aluno sabe e não por aquilo que o aluno não sabe.
Os critérios de correcção da prova de Língua Portuguesa de 9º ano da 1ª chamada terão, assim, uma parte da responsabilidade nos resultados. Provavelmente, com critérios semelhantes aos que são praticados pelos professores no quotidiano das escolas, muitos dos resultados na margem dos 40 e pouco por cento chegariam aos 50 e pouco por cento… sem que os níveis de exigência e de rigor fossem postos em causa.
Do meu ponto de vista, a prova da 1ª chamada de Língua Portuguesa viu o equilíbrio da sua concepção e orientação posto em causa por alguns dos critérios de correcção apresentados.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rostos (152)

Pescador, em painel de Azulejo, em Alcácer do Sal, por Rute Soares e Inês Coimbra.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Rostos (151)

"Solidariedade", Monumento aos Bombeiros, de Armando Ferreira (1999), em Alpiarça

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O melhor Moscatel do mundo é o de Setúbal

«O Concurso Muscats du Monde, que se realiza em França, avalia e premeia os melhores vinhos de todo o mundo que são elaborados exclusivamente com a casta “Muscat” e que em Portugal se expressa também no conhecido Moscatel de Setúbal.
Os Vinhos Venâncio da Costa Lima concorrem desde 2008, tendo no ano passado o seu Moscatel sido colocado no Ranking TOP 10 (único vinho português). Este ano, o Moscatel de Setúbal Reserva 2006 arrebatou o primeiro lugar.
A 11.ª edição do Concurso Muscats du Monde realizou-se em Montpellier, contando com 23 países concorrentes que apresentaram um total de 210 vinhos.
Os segundo e terceiro lugares da competição foram ocupados por muscats franceses, o quarto lugar por uma representação brasileira e o quinto pela África do Sul.»
A notícia vem aqui, no DN - Economia.
A criação da Região Demarcada do Moscatel de Setúbal data já de 1907. É de José A. Salvador o texto que segue, elucidativo da importância do Moscatel de Setúbal: "O prestígio deste vinho generoso foi consagrado por Luís XIV, o 'Rei Sol' (1638-1715), que segundo consta não o dispensava nas festas de Versalhes, quando de Setúbal se exportava o sal, a fruta (laranja) e o vinho (...). Em boa verdade, este vinho generoso é o Príncipe dos Moscatéis, graças à sua qualidade ímpar. É um Moscatel único entre os seus pares, pela sua delicadeza e perfume, pela sua subtileza e longevidade, pela sua elegância e modernidade, fruto do terroir moldado pela Serra da Arrábida, pelos rios Tejo e Sado, pelo Oceano Atlântico e pelo saber dos homens e mulheres que no século XXI o vinificam e cuidam das suas vinhas." (in Moscatel de Setúbal - O Príncipe dos Moscatéis. Col. "Guias de Enoturismo". Porto: Edições Afrontamento, 2010).

Aditamento em 13.Julho.2011
Descobri, entretanto, este video no Youtube, alusivo ao Moscatel produzido na Quinta do Anjo pela firma Venâncio da Costa Lima. A única diferença é que ainda não refere o prémio de 2011...