quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Para a agenda: João Almeida, o último fuzilado, e outras histórias da Grande Guerra



Seis abordagens relacionadas com a Primeira Grande Guerra - “A recepção do antimilitarismo no movimento operário português”, “Os partidos políticos face à Guerra”, “Jaime Cortesão: Um intelectual perante a Guerra”, “Aquilino Ribeiro - Diário do início da Guerra”, “O impacto social e político da I Grande Guerra no movimento operário” e “O fuzilamento do soldado João Almeida - Da farsa de um julgamento à tragédia de uma execução” - constituem o conteúdo da obra João Almeida, o Último Fuzilado, e Outras Leituras da Grande Guerra, assinada por Albérico Afonso Costa e por João Reis Ribeiro e apoiada pelo Instituto Politécnico de Setúbal.
Está para breve, as provas já estão em revisão...

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

"Arrábida, em contínuo": Um livro virtual em louvor da serra e dos 40 anos do Parque Natural da Arrábida



Chama-se Arrábida, em contínuo. Não existe em suporte papel, mas está ao alcance no formato virtual. É um livro de uma centena de páginas que pretende assinalar os 40 anos da criação do Parque Natural da Arrábida, passados em 2016, agora editado pelo ICNF, sob a orientação editorial de Eduardo Carqueijeiro e Miguel Henriques.
A Arrábida é perspectivada em diversas áreas - da geografia à literatura, do ambiente à história, da geomorfologia à filosofia -, servindo para todas as áreas de interesse e para múltiplos saberes.
A lista de colaboradores é vasta e diversificada: Viriato Soromenho-Marques, Pedro Castro Henriques, Fernando Santos Pessoa, Robert Manners Moura, Tito Rosa, Francisco Ferreira, Miguel Henriques, Nuno David, Eduardo Carqueijeiro, Ricardo Paiva, João Reis Ribeiro, Anabela Trindade, Jorge Humberto, Pedro Soares Vieira, Pedro Holstein Beck, António Mira, Pedro Arsénio, João Joanaz de Melo, José-António Chocolate e Francisco Borba.
O livro pode ser descarregado aqui.

Helena Buescu e Inger Enkvist: duas opiniões sobre educação a ler hoje


No Público de hoje, dois bons textos sobre educação que merecem uma leitura e um olhar atentos.

   

O primeiro, de Helena Carvalhão Buescu (a ler aqui), sobre as aprendizagens essenciais, sobretudo no domínio do Português do ensino secundário. Um texto de preocupações que, mais do que serem dos professores, deviam ser dos pais, das famílias e da sociedade. Reduzir o ensino secundário ao “essencial”, seja isso o que for, é dar uma machadada no espírito crítico tão necessário, é deixar ao livre arbítrio dos níveis de exigência (não da exigência em si) a preparação e o apoio aos alunos, á ajudar a que se pense e conheça cada vez menos. Os argumentos de Buescu, que subscrevo (para que dúvidas não restem), fazem-me lembrar uma história passada com um colega, professor de Português, há uns anos: uma mãe de um seu aluno de 11º ano encontrou-o e, feliz, contou-lhe que o filho estava a estudar Os Maias. Quando o colega quis saber como era feito esse estudo (que só podia ser através da leitura da obra, obviamente), a progenitora explicou que, todos os dias, à noite, lhe lia um bocadinho do romance até ele adormecer...

O segundo texto é uma entrevista feita por Bárbara Wong à professora universitária sueca Inger Enqvist (que pode ser lido aqui), que, nos seus 71 anos de saber e com uma simplicidade impressionante, diz verdades fundamentais que variadas correntes têm andado a contestar e a alastrar essa oposição, estando a deixar marcas nos sistemas educativos. Marcas que, como sabemos, são fenómenos de moda e que deixarão resquícios de que nos viremos a arrepender, por certo. Vale a pena ler a entrevista na íntegra, independentemente de nos situarmos na sociedade como pais, como professores ou como educadores. Acho que serve para todos, sem excepção. Deixo algumas citações:
“Aprender a aprender”- O “aprender a aprender” dá a ideia de que se aprendeu alguma coisa que se pode usar noutras situações, mas a investigação diz que não. É preciso aprender os factos para se ser capaz de pensar, compreender e chegar a conclusões. É preciso ter muito conhecimento para ser capaz de pensar bem. 
“Em Portugal ou no Reino Unido, ninguém quer ser professor” -É um problema também noutros países. Em comum, têm o facto de terem introduzido a “nova pedagogia” que diz que o estudante tem direitos e não é obrigado a obedecer ao professor. Quando o aluno pode entrar ou sair da sala de aula, quando pode chegar e não trazer os trabalhos feitos, ou pode dirigir-se ao professor de forma desrespeitosa, ninguém quer ser professor.
Perfil de um bom professor- Para ter bons professores é preciso ter um Governo que imponha boas regras. Um bom professor tem de ter uma boa preparação, em termos da língua e do conhecimento, e gostar de aprender. Mas é preciso aceitar que qualquer aluno possa estar em turmas de diferentes níveis. 
Os pais nunca devem falar mal dos professores?- Nunca. Podem dizer: “Se fosse eu, não faria assim, mas aprende tudo o que puderes com essa pessoa.”
Nas férias do Verão, os alunos devem continuar a estudar?-Primeiro, é necessário ir com eles para a rua, depois pô-los a ler. Ler pelo prazer. Até podem oferecer uma recompensa: “Lê dez livros e oferecemos-te uma viagem.” Se não forem bons leitores, não serão bons alunos.

Castelo do Neiva - A comunidade piscatória retratada por Abel Coentrão



Há reportagens que nos surpreendem pela positiva. Aliás, deviam sempre surpreender, pois a reportagem é o caminho entre o jornalismo e a literatura, assim ficando sempre o desejo de que uma reportagem seja uma obra de arte, mesmo se pequena...
Hoje, ao ler uma reportagem do Público, de imediato me veio o nome de Raul Brandão por causa da sua obra Os Pescadores (1923). Estou a referir-me à peça que Abel Coentrão assina no “P2” de hoje, entre as páginas 1 e 3, intitulada “Em Castelo do Neiva há um barco chamado Esperança”.
A delicadeza e o conhecimento com que o repórter entra na peça é inebriante e denota uma boa preparação e sensibilidade. Fala-se das pessoas, dos seus problemas, da pesca, do papel das entidades, dos receios, da vida, daqueles que olham o mar tentando adivinhar-lhe a emoção, oscilando o vocabulário ligado ao mar com o sentimento, a descrição e o discurso reproduzido. Fala-se de um modo de viver, acreditando na esperança, jogando metaforicamente com o nome da embarcação.
É lindo de ler este texto de Abel Coentrão. E assalta logo a vontade de ir até à Pedra Alta, ali em Castelo do Neiva, olhar o rio (Neiva, claro) e o Atlântico, correr a memórias da infância em que, da praia da Amorosa, íamos à do Castelo para ver o movimento dos barcos e dos pescadores.
Creio que Raul Brandão, na sua obra Os Pescadores, não fala de Castelo do Neiva (não posso agora confirmar), muito embora escreva sobre a costa norte entre Caminha e Póvoa de Varzim. Mas, se fosse possível, Brandão iria agora ao Castelo, mesmo que fosse apenas para ver se Coentrão não o teria lido...

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Para a agenda - Fundação Oriente promove exposição sobre Livraria do Convento da Arrábida



Em 1994, foi publicado pela Fundação Oriente o Catálogo da Livraria do Convento da Arrábida, organizado por Ilídio Rocha. Já lá vão 26 anos sobre essa obra e, agora, quando a Fundação Oriente assinala o seu 30º aniversário e a primeira década do Museu do Oriente, a Livraria do Convento da Arrábida volta a estar em destaque.
Uma das acções de aniversário que a Fundação vai levar a cabo é a exposição “Olhares sobre a Livraria do Convento da Arrábida”, no Museu do Oriente, durante três meses, entre 26 de Julho e 28 de Outubro. Haverá visita comentada e conferência de encerramento, conforme informação no “site” da Fundação.
Para a agenda!

Para a agenda: "A Casa Verde" no centenário de Silva Duarte



Silva Duarte, setubalense, nasceu há 100 anos numa casa sita na Avenida Luísa Todi, ainda hoje existente, que ele próprio designou como “casa verde”.
A sua vida foi uma peregrinação pelo mundo, pelo saber e pela cultura. Pintor, escritor, poeta, tradutor, professor, Silva Duarte foi o mais importante andersenista português, sendo o responsável pela maioria das traduções de Hans Christian Andersen disponíveis no mercado português, aí se incluindo a totalidade dos contos e o relato de viagem que o autor dinamarquês fez em Portugal em 1866.
A LASA (Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão) e a Câmara Municipal de Setúbal, com o apoio indispensável de Fátima Ribeiro de Medeiros, estudiosa de Silva Duarte, têm um programa para cumprir durante um ano, homenageando este autor setubalense em diversas actividades - a primeira, uma conferência sobre a sua vida e obra, proferida por Fátima Medeiros, teve já lugar em 5 de Junho, o dia dos 100 anos. A segunda vai acontecer no sábado, 30 de Junho, pelas 17h00, na Casa Bocage, com a apresentação do livro A Casa Verde, homenagem do autor à casa em que nasceu.
Para a agenda!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

"Ainda que a nuvem passe por cima da luz", uma coreografia contra o "bullying"



"Ainda que a nuvem passe por cima da luz" é um trabalho de mérito, inteligente, sentido, imprescindível. 
Concebido por Sofia Luz, jovem palmelense, e pelo seu grupo de dança, é necessário que seja visto e reflectido. O tema é o bullying, algo que preocupa a sociedade de hoje. A música, a dança e as palavras caracterizam-no, mas também incentivam à coragem. Peça notável! A ver, em cerca de sete minutos que não serão um desperdício...

sábado, 2 de junho de 2018

Máximas em mínimas - Correr e Esperar



"Correr sem rumo é esperar em movimento", numa parede de Lisboa.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Para a agenda - Festa da Ilustração em Setúbal


A  Festa da Ilustração 2018, em Setúbal, está a chegar: amanhã é o dia de abertura da Festa e de algumas exposições: João Fazenda, na Casa da Cultura, às 00:00; Silva Duarte, ilustrador de Andersen, na Casa Bocage, às 15:00; José Paulo Simões, no Museu do Trabalho, às 15:30; ilustrados vários do concelho, na Galeria Municipal (ex-Banco de Portugal), às 16:00; Alberto Lopes e Outros, na Casa d'Avenida, às 16:30; pessoas reclusas no Estabelecimento Prisional de Setúbal, na biblioteca Municipal de Setúbal, às 17:00; ilustrados vários, no Cais 3 do Porto de Setúbal, às 17:30.
Para o dia 9, está prevista, pelas 19h00, a abertura da exposição de Tóssan, na Galeria Municipal do 11.
Um programa e uma oportunidade a não perder. Absolutamente! Para a agenda! 

Para a agenda - Silva Duarte: O maior andersenista português é setubalense



Em 5 de Junho, passam 100 anos sobre o nascimento do setubalense João José Silva Duarte, que ficou conhecido pelos apelidos de família Silva Duarte, nome com que assinou a sua produção literária.
Investigador na área da literatura, andersenista, professor, tradutor, poeta e pintor, Silva Duarte vai ser tema de diversas actividades ao longo do ano do seu centenário, que se inicia já em 5 de Junho com uma conferência na Casa da Cultura, em Setúbal, por Fátima Ribeiro de Medeiros, a pessoa que mais conhece sobre a obra de Silva Duarte. Na mesma sessão, vai ser feita a apresentação da obra A Casa Verde, poema em que o autor homenageia a casa (na Avenida Luísa Todi) e a terra que o viram nascer, pela primeira vez publicado autonomamente em livro.
Uma parte da obra de Silva Duarte poderá também, a partir de amanhã, ser vista na Casa de Bocage, com abertura prevista para as 15h00, em exposição incluída na Festa da Ilustração 2018, apresentando ilustrações a propósito dos contos de Hans Christian Andersen.
A não perder! Para a agenda!