Bocage, em parede na Rua General Daniel de Sousa, em Setúbal
sábado, 15 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Rostos (182) - Luísa Todi no Forum Municipal
Luísa Todi, por Sérgio Vicente, no Forum Municipal Luísa Todi (com abertura agendada para amanhã), em Setúbal (escultura doada pela Fundação Buehler-Brockhaus)
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Segunda carta de Eugénio Lisboa - desta vez "aos governantes de Portugal"
Eugénio Lisboa reincidiu nos destinatários de mais uma carta aberta, ontem publicada por Eduardo Pitta no blogue "Da Literatura". Cáustico (como só se pode ser neste tempo), irónico (como só se pode ser neste tempo), lúcido (como se precisa de ser neste tempo), Eugénio Lisboa recorre a Swift (sécs. XVII-XVIII), o criador de Gulliver, que cita abundantemente, para incentivar os governantes na prossecução dos cortes. Na sequência da carta que já ontem aqui mencionei, vale a pena ler esta segunda... não tão cheia de ensinamentos quanto a primeira, mas demolidora. Cáustica, irónica e lucidamente demolidora!
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Eugénio Lisboa escreve carta aberta ao Primeiro-Ministro
Corre na net uma carta aberta dirigida ao Primeiro-Ministro português, subscrita por Eugénio Lisboa. É um documento a ler - pela qualidade literária, é certo; mas, sobretudo, por essa transmissão que resulta do saber ("de experiência feito"), da sensibilidade, da cultura, da humanidade e também pela ausência de todas essas referências neste período que nos vai invadindo.
Muitos de nós subscreveríamos aquela carta, independentemente dos efeitos de Cronos; muitos de nós aplaudimos o gesto de Eugénio Lisboa, que partilhou o sentir, num acto de cidadania e de verticalidade, sem as amarras justificadas pelas globalizações, venham elas de onde vierem.
É comovente a carta. Vale a pena lermos e vale a pena comovermo-nos.
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Para a agenda: o 2º livro de João Miranda
O João Miranda é engenheiro mecânico e cultor de poesia. Nasceu em Lisboa, mas foi em Setúbal que cresceu e construiu os alicerces da vida. Tem um quarto de século e publica agora o seu segundo livro de poesia. O primeiro foi em 2007 e intitula-se As palavras varrem-se do meu pensamento tão depressa como eu as ia dizer (Corpos Editora); o de agora diminui no título mas acrescenta-lhe o enigma - Não há duas equações iguais (Lisboa: Chiado Editora, 2012).
A título de amostra, um excerto do derradeiro poema do livro, curiosamente intitulado "Autobiografia poética": «É bonita a estrada / que nos segue não é? // Sabes, sou estudante do engenho, / sou músico e, / acima de tudo, poeta. // (...) // Vivo de escrever, / escrever é o meu ar, / nunca te abandonarei poema / mesmo que por vezes te despreze / ou te incrimine. // De ti vivo! / Rendo-me à tua força e vontade, / faz de mim teu servo / porque sem mim também não o és.»
A apresentação vai acontecer em Setúbal, em 22 de Setembro, pelas 18h00. Serve de convite.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
11 de Setembro, duas vezes
11 de Setembro de 1973, em Santiago; 11 de Setembro de 2011, nos Estados Unidos. Como escreve o blogoperatório de hoje: "É preciso recordar, nestes tempos em que tudo parece desabar à nossa volta."
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Setúbal antologiada em poemas
A poesia para ser bonita não
precisa de grandes espaços; num livro de formato quadrado, com dez centímetros
de lado, cabe muita poesia, mesmo que seja em duas dúzias de páginas… tal como
acontece em Setúbal em poemas,
recentemente posto à venda (Setúbal: Liga dos Amigos do Forum Luísa Todi,
2012), projecto coordenado por Alexandrina Pereira e pelo franciscano Frei Miguel.
Pela referência bibliográfica
percebe o leitor a finalidade desta edição – um contributo para a conclusão das
obras do Forum Luísa Todi, em Setúbal, cuja inauguração está prevista para 15
de Setembro, dia da cidade e feriado municipal devido ao nascimento de Bocage,
ele próprio homem de poesia intensa.
Onze são os autores antologiados
– Fernando Paulino, José Raposo, Alexandrina Pereira, Maria do Carmo Branco,
Eduarda Gonçalves, Ilídio Gomes, Maria Fernanda Reis Esteves, Linda Neto,
Carlos Rodrigues, Manuel Raimundo e Manuela Matos Silva, quase todos eles com
obra já publicada em livro próprio, alguns deles apenas tendo passado por antologias
poéticas.
Outros tantos são os poemas, que
passam por marcas tão distintas quanto o Sado (“Escrevo com o teu olhar o rio”,
diz Fernando Paulino, ou “Olho-o / das muralhas do castelo / correndo para o
mar / muito mansinho”, na serenidade dos versos de Maria do Carmo Branco), a
cidade (“Tens razão quando dizes / Que os teus filhos são felizes / Por viverem
junto ao Sado / Cidade de encantos tais / de frondosos laranjais / Rainha do
peixe assado”, desabafa José Raposo), a aguarela da paisagem (“Balouçam
suavemente / os barquinhos multicores / dançando ao sabor da vida / são a
promessa cumprida / no olhar dos pescadores”, matiza Alexandrina Pereira), as
recordações (“A luz revela a miragem do sonho / Ternos laranjais / Guardados na
memória”, lembra Eduarda Gonçalves), a Arrábida (“A serra dá-lhe o cheiro a
rosmaninho”, no deslumbramento de Carlos Rodrigues).
O leitor passa por estes versos que
povoam tão diferentes escritas e não tem a certeza se é Setúbal que se vê em
poemas ou se são cantos de amor a Setúbal coados por poetas atentos, felizes
numa paisagem feliz.
Uma iniciativa de solidariedade
com uma obra necessária para a cidade. Um gesto que o Forum merece. E o
agradecimento numa mão-cheia de versos e de poesia.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Memória: Francisco Finura (1929-2012)
Conhecida figura setubalense, Francisco Finura desencontrou-se da vida aos 83 anos. Na foto, Francisco Finura, em 15 de Setembro de 2010, quando foi agraciado pela Câmara Municipal de Setúbal com medalha de mérito.
[Foto cedida por Quaresma Rosa]
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Prémio Literário Bocage 2012 já tem vencedores
Foram cerca de 500 os candidatos
ao Prémio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage, promovido pela Liga dos
Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA), na sua 14ª edição, nas modalidades de
Poesia, Revelação e Conto.
O júri, reunido na noite de
ontem, decidiu premiar os seguintes trabalhos:
- na modalidade de Poesia, a obra
A Bocage, subscrita pelo pseudónimo “Tiago”,
correspondente a António José Barradas Barroso (n. 1934), oficial reformado, natural
de Vila Viçosa e a residir na Parede, autor já conhecido pelos prémios
literários conquistados noutros certames;
- na modalidade de “Conto”, a
obra O dia em que a Augusta morreu e
depois merendou com as amigas, apresentada sob o pseudónimo Ana Isménia de
Malaca, correspondente a Maria de Fátima Clemente Bica (n. 1966), professora,
natural de Mira, a residir em Coimbra;
- na modalidade de “Revelação”, a
obra Princesa da Gama, assinada por
Eda Paixão, correspondente a Vânia Maria Rebola Pimenta (n. 1991),
desempregada, natural de Redondo, que já obteve o prémio “Especial Juventude”
da edição de 2008 do Prémio Literário Hernâni Cidade, promovido pelo município
do Redondo.
A entrega do prémio terá lugar no final da tarde de 15 de Setembro,
feriado municipal de Setúbal, dia em que se celebra também a data de nascimento
de Bocage, o patrono do prémio.
sábado, 1 de setembro de 2012
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