sábado, 14 de janeiro de 2012

Esperança do futuro, cadê?

Segundo a edição online do Público, os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos já sabem que vão ter cortes nos subsídios de Férias e de Natal e os do Banco de Portugal já receberam o subsídio de Férias de 2012. Entretanto, também pela mesma fonte, fica-se a saber que o Presidente da República pediu aos funcionários públicos para fazerem “mais e melhor” com “menos”, de forma a “contribuírem para manter viva a esperança do futuro”. É que a função pública já há muito sabe que não vai ter nenhum dos subsídios!...
No ano passado, enquanto eram cortados os vencimentos na função pública, os cartões de crédito dos governantes continuavam a circular e ainda há pouco se soube de verbas gastas com eles no primeiro semestre do ano.
Será que foram os funcionários públicos os culpados da crise? Será que esta pluralidade de medidas abona em favor da equidade para o país?
Dá ideia de que tudo continua na mesma e ninguém é responsabilizado, ninguém! Pagam os funcionários, que não deviam ter vivido acima das suas possibilidades!...
E o país continua a entreter-se, descobrindo que há maçonaria… enquanto as desigualdades saltam, saltam, saltam! E somos convidados a “manter viva a esperança do futuro”?... Cadê, se nem sabemos para que estamos a ser penalizados com austeridade? Cadê, se ninguém garante que os sacrifícios apontam para a tal luzita ao fundo do túnel, mesmo que ele seja muito comprido? Cadê, se todos os dias vai sendo sugerido que mais medidas de austeridade podem aparecer?
Por favor…

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Para a agenda - Albérico Afonso e o Ensino Técnico

Amanhã, em Setúbal, na livraria Culsete, pelas 16h00, a obra Salazar e a Escola Técnica (Lisboa: Parceria A. M. Pereira, 2011), de Albérico Afonso Costa, será apresentada por Fernando Rosas, que é também o autor do prefácio. O primeiro dos encontros organizados pela Culsete em 2012 promete, pois.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Carta a um professor (de todos os tempos)

De vez em quando, circula pelos emails a mensagem que segue, apresentada como “carta de Abraham Lincoln ao professor do seu filho”, supostamente datada de 1830. Afinal, parece que a carta é falsamente atribuída ao 16º presidente dos Estados Unidos (1809-1865), o primeiro da lista que foi assassinado…
O que vale nesta carta é o teor da sua mensagem; a autoria é de somenos. Quem quer que tenha sido o autor da missiva tinha a sensibilidade e conhecia os valores que deveriam formar o homem de todos os tempos, sobretudo o homem de hoje. A gente lê e fica com a sensação de que todos os princípios e desejos nela exarados não passam de um sonho. O mundo não pede o que solicitava o(a) subscritor(a) desta carta! Infelizmente! Por isso mesmo, deve a gente lê-la. E pensar no que se tem andado a fazer…
Mantenho o título com que a peça tem sido apresentada, ainda que sabendo da improvável autoria.
CARTA DE ABRAHAM LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO
"Caro professor,
Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que para cada vilão há um herói, que para cada egoísta há também um líder dedicado; ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo; ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada; ensine-o a perder, mas também a saber gozar a vitória; afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso; faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa; ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho; ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só, contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço; deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Livros em festa



A alegria dos livros. E a alegria dos leitores. A partir da livraria Type, de Toronto. E os livros fazem a festa...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Hoje é dia de Luísa Todi

Luísa Todi (glorieta na avenida com o nome da cantora, em Setúbal)
09.Janeiro.1753 / 01.Outubro.1833

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Memória: Lígia Figueiredo (1951-2012)

A surpresa foi total quando, hoje, uma colega me comunicou o falecimento da Lígia Figueiredo, acontecido ao fim do dia de ontem. Em situação de trabalho, na sede de agrupamento e escola a cuja direcção presidia, a Escola Básica de 2º e 3º ciclos de Bocage, em Setúbal. Ironia do destino: a Lígia acabou os seus dias a trabalhar pela Escola, aquele que foi o seu espaço e pelo qual se projectou, quer pelo desempenho de cargos (na direcção da sua Escola, no Centro da Área Educativa de Setúbal ou no Conselho de Escolas), quer pelo reconhecimento que lhe foi atribuído localmente.
Contactei com a Lígia profissionalmente e visitei-a uma ou outra vez por amizade na Escola que dirigiu. A imagem que sempre tive foi a da pessoa dedicada à escola, a vivê-la exaustivamente, não dando tréguas. Habituei-me a vê-la como encontrando sempre soluções para os mais difíceis problemas, com argumentos de peso, nunca ultrapassando os limites do legal. Não sendo de consensos fáceis, sempre a vi como exigente, partilhando saídas para os problemas e sempre acompanhando as mudanças. Ironicamente, a vida levou-a de cena agora, que novas alterações se esperam no sistema educativo; ironicamente, a vida abandonou-a na escola, caindo no palco a que se dedicou.
Aqui lhe deixo o meu tributo, pequeno sem dúvida, mas tributo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sobre dois setubalenses que dão que falar

São eles: Diogo de Oliveira Faria, que mereceu recentemente reportagem televisiva a propósito da sua participação no Cirque du Soleil; Cristina Mestre, premiada pela sua arte fotográfica. A ler aqui.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Efemérides de 2012

2012 a começar, revestido do seu halo de desconhecimento quanto ao que irá ser, muito anunciado como ano mau, difícil, de mudança… mas sabe-se lá o que vai ser!
Efemérides interessantes vão acontecer neste que, apesar de tudo, também vai ser o Ano Internacional das Cooperativas, o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos e o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade Intergeracional. Assim, aqui está um conjunto de marcos que devem chamar a atenção para 2012: o 100º aniversário do nascimento de Jorge Amado (10.08.1912-2001) e das mortes de Manuel Laranjeira (1877-22.02.1912) e de Bulhão Pato (1828-24.08.1912); o 200º aniversário do nascimento de Charles Dickens (07.08.1812-1870) e de Garcia Peres (04.08.1812-1902), este último com interesse relevante também para a história setubalense. Sem chegar ainda ao centenário, e também pela importância para a poesia portuguesa do século XX e para a literatura ligada à Arrábida, será também de assinalar o 60º aniversário da morte de Sebastião da Gama (1924-07.02.1952).
Claro que não pode ser esquecido o primeiro centenário do naufrágio do “Titanic” (15.04.1912), acontecimento quase mítico e referência do século XX…
Aditamento:
António Cunha Bento lembrou mais duas efemérides ligadas à história sadina: o 50º aniversário da inauguração do Estádio do Bonfim (16.09.1962) e o 450º aniversário da morte de Frei João Pinheiro, ocorrida em Roma, quando integrava o Concílio de Trento (02.03.1562).

Então...

...Bom 2012!