quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O prémio dos alunos que concluem o Secundário

O prémio, há poucos anos instituído, no valor de 500 euros, atribuído ao melhor aluno que conclua o ensino secundário de cada escola conheceu hoje um desfecho com alguma surpresa.
Considerando o momento de dificuldades que o país atravessa, as escolas receberam despacho no sentido de os alunos premiados não receberem o valor pecuniário do prémio, apenas o diploma, competindo à escola afectar essa verba a aquisição de materiais ou projectos de apoio social, depois de os alunos premiados escolherem, a partir de uma lista a ser elencada pelos Conselhos Pedagógicos, qual o material ou o projecto a que a verba se destina.
Provavelmente, os tais melhores alunos – e as respectivas famílias – já estariam a contar com esse dinheiro, pelo que não me parece sensato, só a cerca de dois dias da entrega do prémio, ser tornada pública esta decisão. Por outro lado, o significado do prémio desvirtua-se, pois não vai contemplar os alunos que mais se esforçaram no sentido de serem os que apresentaram melhor perfil para o prémio. Por outro lado ainda, convidar os alunos que tinham direito ao prémio a dizerem para onde deve ir a verba que não vão receber…
Que outros cenários poderiam existir?
Primeiro: a situação económica do país não permite e o prémio em dinheiro deve acabar ou, pelo menos, ser suspenso enquanto a conjuntura se mantiver.
Segundo: a situação económica do país não o permite e o valor em dinheiro do prémio é reduzido numa percentagem entendida como adequada.
Terceiro: a situação económica do país não o permite, mas o prémio deve ser mantido e deve haver apelo a uma postura de solidariedade por parte dos alunos contemplados, devendo uma parte do valor do prémio ser atribuída ao aluno e a outra parte ter um destino de solidariedade social na escola, a ser escolhido pelo aluno.
Quarto: a situação económica do país não o permite e a solidariedade social é prioritária, devendo superiormente o valor do prémio ser afecto obrigatoriamente ao fundo destinado à Acção Social Escolar das respectivas Escolas.
Qualquer destas alternativas seria compreensível e fácil de entender e de aceitar. A solução que foi escolhida é uma coisa forçada, algo surpreendente pelo paradoxo de “receber o prémio mas não o receber porque o tem de dar”… Qualquer uma das quatro hipóteses que apresentei teria contribuído mais para uma postura cívica, enquanto a solução legislada parece mais contribuir para a incompreensão e terá efeitos duvidosos no que possa ser a consciência ou o empenho cívicos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Face da terra (4)

No trajeto entre Campo do Gerês e Gerês

sábado, 24 de setembro de 2011

Rostos (166)

Memorial a João José da Graça (1836-1893),
introdutor do primeiro jornal no Faial - O Incentivo, datado de 10 de Janeiro de 1857 -,
na Horta (Faial, Açores)

De dedo em riste para o Continente

O caso “Jardim – Madeira” continua a massacrar-nos. Em cada dia que passa, é dito o contrário do que foi dito no dia anterior… Ontem, era independência; hoje, já não era independência que queria dizer. É caricata a figura e tornamo-nos um país caricato a dar ouvidos a este tipo de oratória.
Já todos sabemos desde longa data o que é o discurso de Jardim, sempre de dedo em riste para os outros, para o Continente. Porquê dar-lhe cobertura? É tão inadmissível ter de suportar a telenovela jardinesca, como é inadmissível o silêncio que os governantes têm feito, ao longo dos anos, relativamente aos dislates que todos temos de ouvir deste senhor ou relativamente à dívida madeirense. Não temos de suportar a demagogia no seu estado mais larvar, com insinuações e ameaças de independência, com impropérios e tonalidades de insulto, não temos!
Pode o senhor ganhar eleições a rodos, pode o senhor gritar e apelar às emoções com a sua torrente discursiva… nada disso atesta a sua qualidade, a sua seriedade, o seu compromisso (que até podem existir); apenas fica certificada a falta de tempo para algum discernimento e respeito! Mas em democracia isso também é exigido!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rostos (165)

"Vigilante", de Alberto Vieira (1997), em Braga

domingo, 18 de setembro de 2011

Entre as bandeiras e os buracos

Na Ribeira Brava, Alberto João Jardim disse que omitiu 1113 milhões “em legítima defesa da Madeira”. E um buraco mais aí está, agora explicado com princípios de “engenharia”, em que a política põe e dispõe. Entretanto, há dias, lá para as bandas da Europa suprema, um responsável, o comissário Gunther Oettinger, alvitrou a hipótese de os países incumpridores verem a sua bandeira a meia haste, outra questão de “engenharia” da política.
Num e noutro caso, os factores comuns são o dinheiro e a independência. Ou a falta dos dois. E vai parecendo que a Europa, como nós, vai andando a conta-gotas, ao sabor dos dias, dependendo do artificial… Depois, só temos de nos surpreender (ou não) com estas “iniciativas” e… pagar umas e outras!
Que união é esta, afinal?

Para a agenda (2) - João Pinharanda e Rui Serodio

Duas palestras para seguir: uma, em 30 de Setembro, pelas 21h30, com João Pinharanda, intitulada "A Coleção de Arte da Fundação EDP - 11 Anos Depois"; outra, em 14 de Outubro, também às 21h30, com Rui Serodio, versando "O Processo Criativo na Música". Ambas organizadas pela associação Synapsis e a terem lugar no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS).

Para a agenda (1) - Círios de Marítimos

Uma proposta para o próximo fim de semana: os círios de marítimos, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, numa "tarde intercultural". Em 24 de Setembro, sábado, pelas 15h00.

sábado, 17 de setembro de 2011

Rostos (164)

"La Foule", de Raymond Mason (1963-1965), nas Tulherias, em Paris